Porto Velho (RO) sábado, 6 de junho de 2020
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Carlos Sperança

...E até quando? + O pesadelo da Covid-19 + Baita desafio + O isolamento


...E até quando? + O pesadelo da Covid-19 + Baita desafio + O isolamento - Gente de Opinião

...E até quando?

É de conhecimento até do migrante mais recente, que o município de Porto Velho com seus mais de 20 distritos –alguns distantes 350 quilômetros – padece de infraestrutura, a começar com o abastecimento de água – só metade da população conta com água encanada – e com esgoto sanitário cujos índices de coleta são inferiores a 5 por cento dos seus quase 600 mil habitantes. Temos necessidades gritantes como o combate as alagações na estação as chuvas,  debatidas nas campanhas eleitorais e rapidamente esquecidas pelos políticos que se elegem.

Como um cartão postal às avessas, a atual rodoviária chegou até ser iniciada na administração do prefeito Roberto Sobrinho (PT) mas detonada por problemas de documentação na área escolhida, onde se encontra o antigo logradouro. A classe comercial, especialmente a hoteleira cobra um centro de convenções, os esportistas um novo estádio  já que o sexagenário Aluízio Ferreira ficou ultrapassado.

Com as fezes pululando nas ruas e avenidas da capital, a cidade padecendo com os piores índices das capitais em termos saneamento básico, a cidade de Porto Velho se assemelha a uma Dallas estadunidense na  região do Centro Cívico, com as majestosas sedes da Assembleia Legislativa, governo do estado e  seus suntuosos tribunais e, ao mesmo tempo uma terceira mundista Bengala africana em tantos bairros desprovidos de atenção dos poderes públicos. E pergunta-se até quando vai perdurar esta situação?

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O pesadelo

Quando passar o pesadelo da Covid-19, o mundo já não será mais o mesmo. Poderá ser pior, já que as estimativas otimistas quanto à superação, já visível na China, são também acompanhadas de estimativas muito pessimistas: enquanto o medo e a concentração de esforços sobre a doença avançam, as piores expectativas para a Amazônia são de mais desmatamento, problemas para os povos da floresta e menos respeito à lei.

Baita desafio

Poderá e será melhor, de qualquer maneira, porque o desprezo à ciência cultivado pelos negacionistas e a perseguição aos cientistas movida pelos fanáticos se dissolvem como neve ao sol diante das ações de pesquisadores na busca incessante, coletiva e global por soluções adequadas ao enfrentamento das doenças antigas e novas. A humanidade em peso torce para que num amanhã bem próximo a ciência vença mais este desafio e os cientistas anunciem a cura para essa atemorizante enfermidade.

O isolamento

A flexibilização das restrições ao colonavirus em Porto Velho acabou de vez com o isolamento tão preconizado pelo Ministério da Saúde, que voltou atrás em algumas de suas  determinações para se alinhar as exigências do presidente Bolsonaro. Em vários segmentos, o comércio voltou a funcionar. E não tem como controlar a população no quesito distância, por exemplo. Mais ajustes poderão surgir contrariando a ciência e obedecendo a linha política do Planalto.

A biodiversidade

Preservar a biodiversidade amazônica é um imperativo, sobretudo considerando que há muitas pesquisas em andamento em busca de fármacos eficazes. É o caso exemplar de estudos com plantas regionais como a pimenta-de-macaco e a vassourinha, de grande potencial em diversos usos industriais, inclusive na recuperação de áreas poluídas, como sinaliza a Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Amazonas.

Eleições 2020

No bico do corvo e com elevadas taxas de rejeição os atuais prefeitos e vereadores nutrem a maior esperança a prorrogação de mandatos até 2022 para coincidir com as eleições gerais. Não gastariam nadica de nada para  se manter nos poleiros e ainda ganhariam mais dois anos de mandato – muitos sem merecer a continuidade – para seguir suas rapinagens tão pouco fiscalizadas pela ex- Controladoria Geral da União que diga-se de passagem já foi mais rigorosa no controle dos gastos.

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Via Direta

*** Com a queda na arrecadação por conta do Coronavirus, graças a suspensão do pagamento da dívida do Beron em torno de R$ 17 milhões mensais que o governo de Rondônia estará em condições de seguir pagando em dia seus servidores *** Em alguns municípios do estado muitas famílias resolveram se abrigar na zona rural por conta da pandemia *** A queda na distribuição do Fundo de Participação dos Municípios –FPM será uma das primeiras consequências do recuo da arrecadação do ICMS em Rondônia *** Trata-se do mais tributo das municipalidades já tão desfalcadas pela crise acarretada pela pandemia *** As agências da Caixa Econômica Federal lotaram de mutuários solicitando a postergação do pagamento das parcelas  dos financiamentos *** A instituição bancária autoriza até duas parcelas adiadas para serem cobradas ao final dos financiamentos dos imóveis adquiridos.   

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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