Porto Velho (RO) quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020
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Carlos Sperança

Crítica e autocrítica + Plano de fuga + Colheres mágicas + Esquerda fraquejou + PT rondoniense vem numa seca a várias eleições


Crítica e autocrítica + Plano de fuga + Colheres mágicas + Esquerda fraquejou + PT rondoniense vem numa seca a várias eleições - Gente de Opinião

Crítica e autocrítica

É natural que todo governo tenha uma base de apoio e várias oposições, por sua vez divergentes entre si. A isto se chama democracia. Nela há partidos políticos, que sobrevivem ou naufragam de acordo com sua capacidade autocrítica. UDN, Arena, PRN e outras siglas partidárias sucumbiram por não tê-la.

No PSL e no governo Bolsonaro, oposições à parte, há uma saudável inclinação para os processos de crítica e autocrítica. A crítica é ainda infantil e escorrega eventualmente para o insulto e a linguagem chula, mas pode ser polida no futuro. Importa mais sua autocrítica: não hesita em recuar e voltar atrás para corrigir erros, desautorizando excessos e ilegalidades.

Pode até ser a tática do bode na sala, que ao ser retirado garante confiança ao generoso governante, mas há sinais de que há erros corrigidos de fato com base na autocrítica. O debate em torno das queimadas, que os oportunistas sentiram autorizadas e os adversários entenderam como política de governo teve como resposta o envio do Exército para combatê-las.

Se alguma vez deu a entender que autorizou, o governo agora deixou claro que não apoia a prática. Em outubro, a Amazônia registrou o menor número de queimadas para o mês desde o início do monitoramento, em 1998. O resultado só confirmou a tendência de queda já verificada em setembro. Que o debate continue, porque ainda há muitos problemas a discutir e resolver.

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Plano de fuga

Com média de uma fuga por mês, certo presidio de Ariquemes é sonho de consumo de todos os 700 mil presidiários brasileiros, mais os encarcerados dos paises vizinhos, Paraguai, Bolivia e Peru. As escapadas em Ariquemes são rotineiras e até tuneis são escavados rapidamente pelos presos-tatus com  ferramentas rudimentares e até utensilios de cozinha (garfo e colher). E como as autoridades nunca elucidam os casos, tudo fica numa boa!

Colheres mágicas

Se um caro índio amigo Uru-Eu-Au-Au do Vale do Jamari ou um cara-pálida de Urupá resolver escavar um tunel com colher e garfo, vai precisar de ano para o serviço e dar sumiço na terra removida. No presídio de Ariquemes, utensilios mágicos utilizados desenvolvem a tarefa rapidamente. A terra é retirada para fora, sem que o diretor e agentes penitenciários percebam. Uma tecnologia revolucionária? Talvez ajuda dos ETS?

Esquerda fraquejou

Na largada para as eleições 2020 em Rondônia, alguns nomes vão largando bem. Para a releição Juninho Gonçalves (MDB) em Jaru, Neodi Carlos (DC) é considerado ponta firme em Machadinho do Oeste, Tziu Jidaias (Solidariedade) vai criando asas em Ariquemes, Léo Moraes (Podemos) em Porto Velho. À esquerda está meio sumida nos principais colégios eleitorais do estado.

E os petistas?

O PT rondoniense vem numa seca a várias eleições, depois daquele período denominado “onda vermelha”, quando emplacava até postes para Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Mas atualmente os petistas amargam despenhadeiro nos maiores colégios eleitorais do estado, Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena, nem com Lula livre, o PT tem nome de ponteira. Ô louco!

Eleições 2020

Uma penca de pastores evangélicos e de comunicadores (radialistas, apresentadores de tv, etc) se preparam para disputar a vereança na capital rondoniense, aonde existem 21 cadeiras para serem renovadas. Bons salários, viagens de lazer para o Nordeste com diárias poupudas são alguns atrativos do cargo e mais algumas benesses para se comportar como vacas de presépio no legislativo local. Cada partido pode lançar até 32 postulantes.

Via Direta

*** Aumenta a criminalidade na zona rural rondoniense ***Agora, além de assaltos, roubo de gado, veículos e maquinário, os agrobandidos roubam agrotóxicos *** O MDB de Porto Velho quer indicar o vice de Leo Moraes (Solidariedade) na disputa do ano vindouro *** Nos bastidores se propala que o vice para a campanha do ano que vem do prefeito Hildon Chaves (PSDB) viajou com ele para a Coréia: o presidente da Fiero Marcelo Tomé. Será? *** Sendo assim, os outros pretendentes a vice, Cristiane Lopes e Lindomar Garçon estariam escanteados? *** O deputado federal Coronel Chrisóstomo (PSL) conta com apoio do Diretório Nacional para ser o candidato a prefeito do partido na capital rondoniense *** Teria sido avisado que, para tanto, precisa se entender com o governador Marcos Rocha *** Em Jipa, depois de um período sofrido, o prefeito Marcito Pinto (PDT) encorpou, ficou de asas crescidas e vem quente e fervendo para a reeleição *** Uma super aliança esta sendo montada para alavancar sua campanha em 2020.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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