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Carlos Sperança

Com cheiro de tercerização ALE RO pode demitir quase 800


 

Alegando os rigores da Lei de Responsabilidade Fiscal, a Assembléia Legislativa de Rondônia começou na semana passada a demitir uma expressiva leva de servidores. Estima-se que cerca de 800 comissionados – desde o setor de serviços gerais a vigilância até assessores de deputados - serão atingidos pelos cortes.

Nos bastidores comenta-se que mais de 300 já foram demitidos nos últimos dias e que o restante das demissões ainda deverá ser consumado ainda nesta semana.

Como não poderia deixar de ser a gritaria é grande nos corredores do Parlamento estadual. Difundiu-se, que as demissões estavam ocorrendo porque a casa vai terceirizar os serviços de saúde (com o deputado Alexandre Brito) e segurança e serviços gerais (com Valter Araújo).

No entanto, os deputados estaduais alegam que foram obrigados a cortar a própria carne, como justificativa: cada um dos 24 deputados esta demitindo pelo menos 20 comissionados, o que realmente causa prejuízos políticos pra eles: afinal os demitidos se transformam em cabos eleitorais contrários. 

Briga por recursos

Além da questão das demissões o Poder Legislativo estadual vive uma semana tensa com pendengas envolvendo o baixo e o alto clero. Os deputados menos favorecidos pelos recursos da Casa, querem que a Mesa Diretora desista da construção da nova sede e que os recursos economizados para esta finalidade sejam transformados em emendas parlamentares, ou seja, que sejam gastos na campanha a reeleição.

Já, a Mesa Diretora, entende que a construção da nova sede é prioridade e alega que depois da aquisição do terreno, o gasto nos estudos técnicos, já não é possível retroceder. “Seria muito prejuízo, uma irresponsabilidade”, afirmam. 

O interessante da coisa é que um grupo de deputados não foram contrários a construção de luxuosos prédios – muito mais caros do que a estimativa da futura sede da ALE – dos Tribunais de Justiça e Ministério Público e agora se voltam contra a construção da própria sede, sendo que o prédio atual é emprestado e tem que ser devolvido para sua antiga finalidade: era um hospital. 

Fonte: Gentedeopinião

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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