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Carlos Sperança

Coluna sem papas na língua 20/05/11


Rota de colisão

Por conta de recursos de emendas parlamentares, alguns deputados entraram em rota de colisão na própria Casa de Leis e outros com o Poder Executivo. O governador Confúcio Moura fez o seu papel e cumpriu os compromissos, liberando recursos, mas alguns, pelo que se viu, aspiravam uma fatia maior do bolo das emendas do que os outros. É o alto clero x baixo clero.

Largando na frente

Com respaldo do grupo político liderado pela ex-senadora Fátima Cleide, que é majoritário dentro do PT rondoniense, depois do falecimento do ex-deputado federal Eduardo Valverde, o deputado estadual José Hermínio largou na frente para ser o candidato a prefeito do partido nas eleições do ano que vem.

Nome sacramentado

A poucas semanas do encontro que vai começar a definir o nome dos petistas na disputa da capital, Hermínio já conta com os convencionais suficientes para sacramentar sua candidatura. Resta saber qual será a reação do prefeito Roberto Sobrinho, que gostaria de emplacar o vereador Cláudio Carvalho na peleja.

Costa do Santinho

Deputados estaduais de todo país se confraternizam neste final de semana, no famoso resort Costa do Santinho, em Santa Catarina, num encontro da União Parlamentar Interestadual feito sob medida para o evento. Como a coisa esta rendendo cacete da imprensa em vários estados, alguns deputados já estão optando por custear eles próprios as despesas para evitar confusão.

Respeitando espaço

Não é a toa que o prefeito de Ji-Paraná José Bianco tem obtido importantes recursos via emendas parlamentares perante deputados e senadores no Congresso Nacional. Os autores das captações dos recursos são sempre lembrados nas entrevistas pela imprensa e nas placas. É uma atitude ética e que ao mesmo tempo rende resultados para a capital da BR.

Obras das emendas

Os últimos parlamentares citados por carrearem recursos para Ji-Paraná foram: o ex-deputado federal Anselmo de Jesus (Praça no Jardim das Mangueiras), a atual deputada federal Marinha Raupp (Praça de Nova Londrina) e o senador Acir Gurgacz (pelas emendas beneficiando a ampliação da avenida Brasil e duplicação da BR- 364 no perímetro urbano)

Código florestal

Ao meio de tantas polêmicas, as lideranças no Congresso voltaram a se entender, marcando a votação do novo Código Florestal Brasileiro para a próxima terça-feira, dia 24. Se haverá novo adiamento, ninguém sabe, já que a coisa se transformou numa novela interminável. O PSOL anunciou que fará tudo para bloquear a nova votação.

Faca nos dentes

Os parlamentares ruralistas, cuja frente é liderada pelo deputado federal Moreira Mendes (PPS-RP) brigam com a faca nos dentes pela aprovação do novo código, já que muito deles tem multas milionárias que poderão ser perdoadas principalmente nos estados onde a agropecuária ganhou força nas últimas décadas. Ele próprio seria beneficiado...

Do Cotidiano

Descobertas indígenas

Completar 350 anos de história oficial e “branca” já seria um dado importante para Santarém (PA) festejar este ano. Mas a presença indígena, inclusive urbana, é muito mais antiga do que se imagina, levando a crer que esta é a cidade mais antiga das Américas.

A noção dos índios exclusivamente nômades, sem cultura urbana, vai sendo passo a passo demolida pelo aprofundamento das pesquisas sobre o passado amazônico ignorado pelos conquistadores europeus. E Santarém teria sido uma antiga cidade indígena, bem antes do início de sua história oficial, que começa com a expedição do conquistador espanhol Francisco Orellana pela região, em 1542, quando saqueou as plantações dos índios Tapajós.

Localizada na confluência dos rios Amazonas e Tapajós, Santarém teve seu nome tomado de sua homônima portuguesa, conquistada ao domínio mouro pelo rei português dom Afonso Henrique, em 1147.

Em 22 de junho de 1661, o padre João Felipe Bettendorf instalou sua missão na aldeia dos Tapajós, dando origem à cidade de Santarém. Na atualidade, estudos arqueológicos partindo de indicações mais precisas lançam luzes bem mais remotas sobre a ocupação humana da Amazônia, para reescrever uma história até então exclusivamente “branca”.

Um artigo publicado pela revista Science sustentou que mesmo cem anos depois do achamento do Brasil, em 1600, os índios viviam em aglomerados que poderiam ser considerados como indicativos de um tipo de urbanismo pré-histórico, comparável a algumas “pólis” gregas.

No mesmo rumo, o historiador e arqueólogo Eduardo Neves publicou na edição brasileira da revista National Geographic depoimento sobre seus estudos, segundo os quais a Amazônia estava repleta de sociedades indígenas no ano 1000, algumas hierarquizadas, lideradas por chefes supremos, capazes de comandar um exército de guerreiros.

Com uma população estimada em mais de 5 milhões de pessoas, a maior floresta tropical do planeta naquela época já era berço de profundo florescimento cultural.

Para Neves, a descoberta em Santarém das cerâmicas provavelmente mais ancestrais das Américas tende a confirmá-la como a cidade brasileira mais antiga com origens pré-coloniais.

Via Direta

*** Chegando ao meio rural e até as tribos indígenas a exemplo do crack, o oxi também vai se transformando numa ameaça nacional a família brasileira *** O pior da coisa é que ainda não existem políticas públicas efetivas para o combate e o tratamento dos pacientes ***Os pontos de venda das drogas se multiplicam em Porto Velho.

 

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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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