Porto Velho (RO) terça-feira, 31 de março de 2020
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Carlos Sperança

A tragédia amazônica + Os eleitos + A reeleição + Muitas zebras


A tragédia amazônica + Os eleitos + A reeleição + Muitas zebras - Gente de Opinião

A tragédia amazônica

O cineasta Jorge Bodanzky já lidava com a Amazônia bem antes que a região fosse focada mundialmente como a solução para os problemas da humanidade, no final do século XX, ou o passo distópico final de sua destruição, como se cogitou nas primeiras décadas do terceiro milênio.

Ao ser proibido pela censura ditatorial vigente em 1976, o filme Iracema: uma transa amazônica recebeu uma propaganda que não teria se fosse entendido só como alegoria artística da realidade regional na época: a vida e o trabalho nas frentes de ocupação do Norte brasileiro e seu impacto na vida dos povos. Impressiona como o óbvio incomoda tanto e, mais, como cresce em impacto e alcance ao ser censurado e reprimido.

Não haverá para seu novo filme – Amazônia: a nova Minamata? –, provocativo desde a interrogação, a mesma propaganda que a censura deu na época e os ataques robóticos nas redes sociais deram há pouco ao documentário intimista Democracia em Vertigem, de Petra Costa.

Há tanta coisa negativa dita a respeito da Amazônia que o público já saturado de tantas notícias ruins talvez precise de motivações extras (como o apropriado ponto de interrogação) para assistir ao novo filme. O cineasta diz que só se fala em Amazônia quando há uma tragédia. É verdade. Ele próprio trata de uma: o envenenamento por mercúrio.

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Um tabu

Os chamados tabus existem para serem quebrados. Até agora, desde o nascimento do estado, nenhum governador  elegeu prefeito na capital. A exceção é Ângelo Angelim, nomeado, que emplacou nos ventos favoráveis de Tancredo, o emedebista Jerônimo Santana. Daí por diante nenhum governador conseguiu eleger ungidos em Porto Velho, de Jerônimo a Confúcio. Veremos se o atual governador Marcos Rocha (PSL) quebrará o tabu, beneficiado pela brisa bolsonarista soprando a favor do seu escolhido na capital.

Os eleitos

Depois da criação do estado, Porto Velho já teve dez eleições ao Palácio Tancredo Neves sede do governo municipal. Em 1985, foi  eleito o goiano Jerônimo Santana, em 1988 o amazonense  Chiquilito Erse, em 92 o goiano Jose Guedes, em 1996 o amazonense Chiquilito Erse, em 2000  o rondoniense  Carlinhos Camurça, em 2004  o paulista Roberto Sobrinho, em 2008 Roberto Sobrinho reeleito, 2012 o carioca Mauro Nazif, 2016  o pernambucano Hildon Chaves.

A reeleição

Só um prefeito conseguiu se reeleger em Porto Velho, o petista Roberto Sobrinho beneficiado pela onda vermelha de Lula e pela economia bombando. Os demais não se reelegeram e não disputando a reeleição tampouco conseguiram eleger aliados, caso de Chiquilito em 92  que apoiou Vitor Sadeck (ganhou José Guedes), sendo que Camurça e  Sobrinho não emplacaram sucessores, Mauro Nazif não se reelegeu. Agora  em outubro é a vez de Hildon Chaves buscar a reeleição.

Muitas zebras

A eleição a prefeito em Porto Velho tem sido um verdadeiro tormento para os favoritos. Everton Leoni liderou pesquisas e era favorito contra Carlinhos e levou bomba. Nazif, com grande largada, levou pau de Roberto Sobrinho. Garçon ganhou bem o primeiro turno em cima de Nazif e no segundo turno foi abatido pelo adversário. Com Leo Moraes e Mauro Nazif favoritos, quem levou em 2016 foi a zebraça Hildon Chaves. É coisa de louco!

Com adversários

Outra curiosidade é com relação ao apoio dos governadores aos candidatos do seu partido na capital, caso de Jerônimo Santana, por exemplo, que asfixiou  o prefeito Tomás “Tabefes” Correia, mas ajudou muito seu adversário Chiquilito Erse a desenvolver uma grande administração. Até a década de 90 os governadores tratavam os prefeitos de Porto Velho como  meros secretários e por isto sempre  ocorriam muitos atritos entre as esferas municipais e estaduais.

Via Direta

*** Com olhos  voltados a vaga ao Senado em 2022, dois importantes postulantes a prefeitura de Porto Velho estão estudando deixar de lado a eleição de outubro *** Trata-se dos deputados federais  Leo Moraes (Podemos) e Mauro Nazif (PSB) *** É a tal história, a prefeitura da capital é considerada tumba de políticos, fim de carreira para muita gente *** Não é o caso do prefeito Hildon Chaves que tem planos para o futuro, como se consolidar no Paço Municipal e pintar quente e fervendo em 2022 para o governo estadual *** Nos bastidores se propala que o ex-governador Daniel Pereira  presidente estadual do Solidariedade ainda não conseguiu montar chapa com 32 candidatos a vereança na capital *** Ao contrário já existe até um início de debandada para o PSB ***A oposição garante que existem pelo menos três secretários da gestão Hildon Chaves no bico do corvo. Quem vai levar pé? 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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