Porto Velho (RO) quinta-feira, 16 de setembro de 2021
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Beto Ramos

Diz a lenda – Sem Rumo


Diz a lenda – Sem Rumo - Gente de Opinião

Por: Beto Ramos


Porto Velho amanhece triste.

Com peixes sem rumo quase morrendo afogados.

Lágrimas nos olhos do rapaz, que lê a reportagem.

Ele não sabe que o seu futuro, poderia custar o fim da piracema.

Chegaram os matadores de histórias.

Armas nas mãos.

Máquinas, monstros fora de estrada que modificam tudo.

Pobre rapaz!

- Olha o peixe, do viveiro do futuro!

O rio chora.

- Mãe, me deixa pescar no rio?

- Não, tá muito cheio com o banzeiro muito bravo!

O pobre rapaz veio de longe e não tem noção da tristeza da cidade.

Foi demitido, encontrando-se jogado lá no Campo 13 de Setembro.

Ele quer o peixe para tirar gosto com cachaça.

Pobre rapaz ajudou a destruir e quase foi destruído.

- Mãe, o homem tá chorando lá no campo!

- Ele quer voltar para casa meu filho!

Pobre rapaz, o impacto o atingiu.

O peixeiro segue vendendo o seu peixe de viveiro.

Como o rapaz, os peixes do rio Madeira, estão sem rumo e definhando na natureza que lhes pertencia.

Diz a lenda
 

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