Porto Velho (RO) terça-feira, 15 de outubro de 2019
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Gente de Opinião

Beto Ramos

DIZ A LENDA – ELOGIO CALOROSO



Por: Beto Ramos
 

Eraste, hoje fomos elogiados calorosamente por um asinino.

Interpelado e elegantemente chamado de beradeiro recalcado.

Pupunhamente falando até entendo os elogios... Quem já teve a canela tuíra, esqueceu no passado a sua educação e suas raízes.DIZ A LENDA – ELOGIO CALOROSO - Gente de Opinião

Cupuaçumente falando, compreendo que não fazer nada por nossa cultura, é regra no meio dos que habitam o pasto verde, leiam bem, ainda verdes, destes senhores que gostam de ter as suas partes baixas sempre puxadas.

Tucumamente falando, vejo o quanto se sentem incomodados com a presença de meninos buchudos, que falam a verdade e que estão sempre em sintonia com as mudanças e o crescimento organizado da nossa cultura.

Tambaquimente falando, recebo os elogios em nome da grandeza dos nossos beradeiros, pois certas minorias que se escondem atrás de um cargo ou CDS, apenas desejam a moeda número um do Tio Patinhas.

Farinhad’águamente falando, estes elogios simplesmente fazem valer o investimento na verdade, e acima de tudo na busca constante e ininterrupta por mudanças na valorização da nossa história e cultura.

Igarapégrandemente falando, quem elogia merece também ser elogiado, quem sabe ganhar uma estalta, isso mesmo estalta e não estátua, na Rua dos Ignorantes que acham que quatro anos nunca irão passar.

Capitãodefeijãomente falando, logo iremos fazer uma guzuba, ou quem sabe cortar com dasmenas algumas curvas de rio, que chegaram, ficaram se abastecem de empáfia, e ainda por cima, simplesmente buscam seus interesses pessoais e jamais pensam no coletivo, só pensam no singular e nunca no plural.

Madeiramamorémente falando, a porta dos fundos da história só abre na ida. Novas gerações de BERADEROS estão aí pra serem realmente criticadas, pois elogios levam ao relaxamento cultural, onde os desmandos ficam na mão de poucos, e a conta vem pro bolso de muitos.

Baladeiramente falando, o mal por si só se destrói. Quem faz de verdade, quem produz, quem perde noites compondo, escrevendo, pintando, encenando vai ficando com o pires na mão, e ainda por cima assistindo no meio da enchente, os nossos bens imateriais e materiais serem quase abandonados ao léu.

Coisa boa é ser lembrando.

Mesmo que por asininos.

Diz a lenda

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