Porto Velho (RO) quinta-feira, 16 de setembro de 2021
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Beto Ramos

Diz a lenda – O Galo e o Poeta


Diz a lenda – O Galo e o Poeta - Gente de Opinião

Por: Beto Ramos

Uma mesa com Grapette e um grande bolo podre.
D. Tereza empurra goela abaixo se não quiser.
Canta Mocambo quando canta o Galo da Meia Noite.
Era preciso chamar o Basinho, Sílvio e Bainha pra contar histórias do velho.
Seu Esmite lá no andar de cima, gostaria do Galo aos domingos, como as tocatas realizadas na então provinciana cidade de Porto Velho.
Mas, o Galo sai homenageando o poeta na quinta feira.
Poderia também ser na sexta!
Precisamos avisar para nossa turma que vai acontecer um show no Bancrévea Clube.
Hoje, o Triângulo leva pancada novamente.
Na voz do Black, Manga Rosa e Sabará, o samba desceu o morro do Triângulo.
O progresso, este monstro que não pode ser domado, vai levando os seus barrancos.
Triângulo, quem te viu naquele tempo... Hoje tem até desmoronamento!
São as águas do Madeira.
Águas que não voltam jamais.
Vamos fazer promessas para São Sebastião.
Ele fez o poeta reencontrar o prazer de cantar.
Sempre existe uma segunda chance de ser feliz.
Mas, a história do povo renasce de novo no bar do Zizi.
- Corte o bolo dona Tereza!
- Ele vai comer, pois a data é especial!
Se o Bloco faz 20 e o poeta faz 60, só vai no Galo quem aguenta!
A voz da cidade já está anunciando a homenagem ao poeta da cidade.
- Atenção seu cabo Omar, o Galo vai sair homenageando o nosso maior contador de histórias!
- Atenção D. Erenir, vá se preparando que o poeta amolou o braço... E vai cantar muito a cidade de Porto Velho, a princesinha da Madeira Mamoré.
- Perder as contas das desilusões, meu caro poeta, é encontrar a paz no vôo das andorinhas.
O amanhecer no Mocambo é belo como em todos os lugares de Porto velho, o nosso dengo.
Bastou o Sílvio dizer que estavam falando muito mal do Mocambo, para que a volta da
Boêmia fosse inevitável.
Que bom ter amigos como eu tenho.
É como falar da favela onde o samba tem outro valor.
Dona Tereza já cortou o bolo podre.
Fomos parar no jornal.
Faltava esta homenagem.
Claro que em vida.
Criaram a homenagem, agora é só cantar a música do Tatá.
Quem não sabe brincar não brinca!
O poeta odeia bolo podre!
Vai um pedaço meu caro poeta!

Diz a lenda
 

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