Porto Velho (RO) sexta-feira, 3 de julho de 2020
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Aroldo Vasconcelos

Sobre o Comitê e o Plano Estadual de Combate a COVID-19


Sobre o Comitê e o Plano Estadual de Combate a COVID-19 - Gente de Opinião

Março e abril já se foram e, na verdade, desde fevereiro o governo do estado de Rondônia está às voltas com reuniões, planos e programas relacionados com a PANDEMIA.

Nestes mais de 80 dias é verdade que muito foi planejado, o Plano Estadual de Combate à COVID 19 é um bonito documento colorido de 40 páginas onde vemos um esforço técnico especializado em apontar procedimentos para as possíveis soluções.

Mas passados este período, é fato que o Comitê de Combate a Crise e o documento elaborado precisam de revisão urgente.

O problema é de todos, não apenas de 11 ou 20 pessoas do CPA.

O governo de Rondônia precisa convocar as entidades do terceiro setor para o trabalho voluntário, que aliás, está sendo feito, mas sem o devido apoio do Estado; é também necessário e urgente convidar e convocar a força do agronegócio e das empresas comerciais e da industria e serviços para a colaboração efetiva, que não seja apenas entregar documentos em reuniões virtuais e dar entrevistas semanais.

Repito, como um pedido e um chamado a razão: o problema de saúde publica, de segurança, de renda, de trabalho e de salvar vidas, afinal, é de todos.

O Comitê Estadual precisa de oxigênio e de recursos públicos e privados desde abril. E de outros e novos integrantes.

Com união, solidariedade, transparência e menos concentração e vaidades pessoais, poderemos avançar de maneira útil neste combate a PANDEMIA.

Caso contrário estaremos aqui em Rondônia, repetindo erros de outras sociedades paralisadas em suas formas incoerentes de comando e de soluções arcaicas e passadas de trabalho.

A COVID 19 é mesmo um convite da vida para o ser humano melhorar suas relações, sua visão de mundo e suas ações em relação ao coletivo do planeta.

É urgente essa oxigenação por meio de mudança de visão e de atitudes.

Quero citar por exemplo as questões da compra e das distribuições de EPIS para os profissionais de saúde pública e privada - precisa ser melhorada ontem, com o grau de transparência que a crise requer; a aquisição dos KITS de testes precisa ser revisto, pois 100 mil é muito pouco, em maio é preciso unir esforços para realizar ao menos 250 mil testes os quais podem ser facilmente organizados no TJ, no MP, no TCE no CPA e na Assembléia Legislativa.

Apenas realizando estes testes em 20 mil servidores públicos na capital já trará uma certa segurança para a sociedade local, em concomitante as 52 prefeituras precisam testar seus servidores e familiares - rápidamente se consegue mais 40 mil testados para depois seguir nas empresas com os empregados e trabalhadores urbanos e rurais.

Somando forças com as federações patronais e de trabalhadores e sua rede de sindicatos, em 20 dias certamente Rondônia faz os testes em mais 50 mil pessoas.

Assim, poderemos ter uma mapa mais real do contágil.

Não é prudente deixar de dar as mãos (ainda que virtual) para sanar os problemas que são de todos nós.

O Estado apenas não conseguirá dar as respostas que 1 milhão e setecentos mil pessoas precisam.

Vamos pensar isso; mas, pelo amor de Deus...

Vamos agir juntos. Estado, sociedade civil organizada e empresas e empresários.

Urgente minha gente.

Graça e Paz.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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