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Francisco Aroldo

Será mesmo que a História pode se repetir?


Será mesmo que a História pode se repetir? - Gente de Opinião
No ano de 1989 o Brasil elegeu Fernando Collor para o mandato presidencial depois de uma disputa acirrada onde figuravam à época o Leonel Brizola, o Luis Inácio LULA e até o dono do SBT, Senor Abravanel - o elegante e sorridente Silvio Santos.

Era uma época de muitas incertezas sociais e econômicas.
A Constituição da República, com o intuito de preparar o país para a chegada do terceiro milênio havia sido aprovada e estava em pleno vigor havia apenas um ano.

Gostaria de lembrar aqui que entre o primeiro e o segundo turno daquelas eleições de 89 o Leonel Brizola e o LULA fizeram uma aliança de esquerda para derrotar o nordestino de Alagoas irrigado por um esquema de captação de recursos de empresas que ficou conhecido como esquema PC que o levou a ser encontrado morto em 1996.

O mundo estava revelando que mudanças de poder na luta entre socialismo e capitalismo fez a derrocada de muitas nações de gestão de esquerda.

Seguramente por isso que os setores mais tradicionais e ditos de pensamento de direita levaram a melhor, mesmo que após 24 meses o presidente eleito Fernando Collor tenha saído de maneira desonrosa e em seguida surgisse o PSDB como concentração deste pensamento de direita para concorrer e levar em 1994 quando o agora conhecido FHC foi eleito e em seguida re-eleito presidente do Brasil.

Bom lembrar que dois anos antes de ser eleito, FHC tinha procurado reunir os pensamentos de social democracia entre os dois partidos - PT e PSDB, mas o principal líder à época, LULA e seus mentores não aceitaram; e que o mineiro Itamar Franco foi o responsável pela nomeação de Henrique Cardoso, primeiro como ministro que trouxe o Real como a salvação da lavoura e que seguramente o fez ser visível para o eleitorado naquela década de 90.

Após esses acontecimentos, iniciamos este milênio aqui no Brasil com essa divisão e luta pelo poder entre dois partidos e duas lideranças que são na verdade, gêmeos siameses, de ideologia social democrata.

Ao largo e ao lado desses mais de 30 anos, vemos partidos nanicos surgindo e partidos antigos navegando no poder dentro do planalto central e nas 27 delegações de poder que são os palácios locais.

Vemos outras forças que se prepararam e aproveitaram os espaços dados por essa luta de titãs.

Eis que entre 2014 e 2018 surgem alianças individuais nesse quadro-cenário e novamente o Brasil elegeu ano passado uma figura nova e ímpar: o capitão Bolsonaro.

Com as diplomações no Congresso há 11 meses atrás, aqueles mais sensíveis ao desenrolar politico, perceberam que 2019 não seria mesmo fácil e eis que estamos no décimo mês e as coisas se aprecem muito com aquele cenário que resultou no primeiro processo de impeachment de um presidente latino-americano.

Apenas para um realce em nossas lembranças, digo que entre 1998 e 2002 foi uma época de escolher entre privatizações e estatizações e nas duas eleições que levaram FHC ao poder central o que ocorreu foi a  consolidação de suas ideias que, em resultado deram a base para a chegada do "ptismo" ao poder e em 14 anos o que se viu foi uma espécie de continuação das ideologias social democratas tupiquins com um teatro policito sem precedentes.

Resultado prático: Estado enorme, pesado, repleto de privilégios e extremamente corrupto com repercussão na vida de todos e ainda merece destaque a formação abissal de um verdadeiro abismo entre os muito pobres e os muito ricos e uma triste constatação de que o Brasil tem uma classe média sufocada por quase 40 % de impostos.

A chegada da próxima década está aí... há fogo por todos os lados, e agora com as possibilidades trazidas pelas redes sociais em tornar transparentes ou escuras as luzes da democracia, caminhamos tateando para o ano de 2020.
Esses dois partidos e seus dois principais lideres, que deveriam ter entrado em aposentadoria desde 2003 e 2011, respectivamente, continuam atuantes e desafiam o progresso e a ordem neste país.

O que é necessário mesmo, o que é preciso mesmo é trabalhar programas e projetos econômicos e sociais novos, como os olhos em 2030, caso contrario não haverá pais para administrar quando esse horizonte chegar.  

Por isso mesmo, o apelo é imprescindível: "Deus salve os brasileiros de políticos ruins e falsos e famigerados profetas."

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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