Porto Velho (RO) quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
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Aroldo Vasconcelos

Presença do Estado em setores de serviços não essenciais


Presença do Estado em setores de serviços não essenciais - Gente de Opinião

Eu vejo essa discussão da presença desnecessária do Estado brasileiro em diversos setores que não coadunam com o seu objetivo constitucional desde meus dezesseis anos, naquele tempo de aluno de Escola Técnica, lá em Fortaleza.

O negócio é realmente antigo.

Realmente é pouco providencial e perfeitamente dispensável realizar investimentos dos recursos do contribuinte em projetos e programas que pouco ou quase nada trazem para o conjunto dos resultados público e coletivos de uma sociedade. 

E olha que esses recursos dos contribuintes, são é muito suados, diga-se sempre, em negrito mesmo; vide os quase 40% da carga total tributária sobre os ombros de empresários e trabalhadores - que teimam secularmente em não ver ganhos comuns na unidade de pensamento e nas ações coordenadas para que isso um dia mude.

Mas, vamos adiante. 

Analisando o novo orçamento proposto pelo governo de Rondônia para o exercício de 2020 e os programas descritos no planejamento plurianual conhecido como PPA nota-se mais uma vez esse tipo de realidade.

Duas coisas me chamam já imediatamente a atenção: uma primeira é uma secretaria chamada Epr (ou Estado para Resultados) que existe com este nome e tem orçamento e financeiro gordo desde janeiro de 2018 - mas que poucos sabem o que faz e quais os resultados práticos de seus mais de 100 comissionados trazem para a sociedade; outro é o Instituto de Educação Profissional que nasceu em 2016/2017 e que agora veio forte, engordou de vez: está planejado consumir quase 19 milhões de reais, imaginem para formar profissionalmente alunos para o mercado de trabalho.

Como se não existissem desde 2011 e desde sempre o SENAR, SEBRAE, SESC, SENAC, SENAI, SESI, SESCOOP, SEST e o SENAT para desenvolver programas de educação profissional.

Eu mesmo trabalhei por 20 (vinte) anos em três dessas entidades. Elas fazem cursos de formação, qualificação, desenvolvimento tecnológico e de aprendizagem com maestria desde a década de 1950. Barbaridade!

Mas o Estado é mesmo fominha, não o governo, já alerto aos que não sabem ler entrelinhas; mas falo da dome das estruturas de Estado - uma teimosia de operadores públicos enraizados nos diversos departamentos e dotados de escrivaninhas arcaicas que impõem a muitos gestores, sempre de maneira sutil, que o Poder precisa estar em todos os lugares.

Notem bem.

Estruturas arcaicas no sentido de sentimentos, pensamentos e atitudes que não colaboram com o futuro de uma região, de um povo e de uma nação, posto que na realidade, em busca de perpetrar suas ideias atrasadas, fazem na verdade é atrapalha a livre iniciativa e a organização dos empresários e dos trabalhadores de uma nova e necessária economia.

O Brasil ainda dorme no berço esplendido do setor público para o público - peças de autoconsumo construindo cenários de autofagia.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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