Porto Velho (RO) quinta-feira, 13 de agosto de 2020
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Aroldo Vasconcelos

O alto preço da prosperidade a qualquer custo


O alto preço da prosperidade a qualquer custo - Gente de Opinião

Muitos homens e mulheres, muitas tribos, cidades, nações e governos têm entrado para a história da humanidade. Existem inúmeros registros ao longo da nossa trajetória no planeta. Ricos e pobres, negros e brancos, mulatos, morenos, caucasianos, amarelos e outras raças compõem o colorido da criação de Deus. E nesse meio de nós sempre houve ganância, mentiras, manipulação e a busca de sobrepujar e derrotar outros para que a glória de um pódium efêmero possa ser de alguém.

Nos últimos 70 anos, curiosamente após os desfechos da II guerra mundial, fomos convidados a remontar todos os nossos conceitos e ideologias de relacionamentos culturais, religiosos e financeiros, mas eis que a corrida pelo tal pote de ouro das fábulas ou pelo pódio inseguro das vaidades reina de novo, e de novo.

Petróleo, liderança na corrida espacial, segredos de Estado, alienígenas, pensamentos arianos, supremacia racial, ideologias de direita e de esquerda, fisiologismos, soberania nacional, prosperidade a qualquer preço tomaram novas formas desde 1970 e 1990.

Quando algum de nós analisa a performance econômica das nações vemos que a China é a bola da vez na tal (de novo) disputa e concorrência global.

Uma das principais características do desenvolvimento econômico da China nos últimos 30 anos foi o expressivo aumento do comércio exterior. 

No período compreendido entre 1975 e 2010, as suas exportações saltaram de US$ 7,7 bilhões para mais de US$ 1,5 bilhões, ao mesmo tempo em que as importações pularam de US$ 7,9 bilhões para US$ 1,2 bilhões.

É fato conhecido que o governo chinês pegou de suas pesquisas infindáveis sobre o comércio internacional e sobre o modelo de produção capitalista da europa e da América aquilo que os interessou e modelaram seu próprio estilo de progresso, aparentemente regrado a poucos escrúpulos e indiferença em relação a vida de seu povo, especialmente no que diz respeito a situações básicas de higiene e manipulação alimentar (sagrado do sagrado).

Várias vezes nos últimos 20 anos têm surgido, exatamente oriundos do oriente situações de epidemias e outras mazelas da saúde humana, sendo esse o lugar de onde veio o coronavírus COVID 19, agora em grau superior de preocupação, virou desde fevereiro e março uma pandemia.

Agora não são pequenos problemas das vilas e tribos locais ou de uma ou outra cidade da China, está no globo.

A economia da China registrou a primeira contração em quase 30 anos. O Produto Interno Bruto (PIB) do gigante asiático desabou 6,8% no 1º trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, confirmando os efeitos causados pela pandemia do novo coronavírus que parou o país no início de 2020.  

As economias do ocidente não são perfeitamente saudáveis sob o ponto de vista moral, em alguns casos; mas é importante que coloquemos uma coisa muito saudável para as relações de toda a ordem nas sociedades do lado de cá: eleições representativas, alternância de poder, democracia e liberdade de expressão.

Coisas caras aos nascidos há mais de seis décadas - foram épocas de luta pela conquistas desses direitos.

Ao contrário, a China tem um único partido com mais de dois milhões de afiliados e um establishment pior do que as elites dominantes dos impérios econômicos do lado ocidental.

Eis aí a questão, a prosperidade econômica e social de um percentual das pirâmides nas diversas sociedades humanas precisa mesmo ser a qualquer preço? Onde dormem a ética, a fraternidade, a solidariedade e a prática necessária do amor ao próximo e da comunhão?

Realmente meus caros, estamos novamente passando por um novo e curioso período de guerra, e que guerra essa...

É sustentável uma sociedade, qualquer que seja ela, onde mais de 80 porcento dos locais sejam relegados a um ambiente de miséria e de subdesenvolvimento para que apenas, extraindo as classes sociais intermediárias, cinco por cento (5%) das pessoas ditas humanas tenha uma vida plena de conforto e facilidades?

Meu Senhor e meu Deus, onde foi que erramos entre a era dos gengis khan e essa realidade atual do partido comunista chinês; onde foi que erramos entre as cidades gregas e romanas e a comunidade europeia e mais ainda, onde foi que erramos entre o descobrimento da América e seu funcionamento nessa décadas de 20 do terceiro milênio?

Possivelmente erramos nessa coisa da competição contrapondo a cooperação, ou nas inúmeras mentiras e manipulações políticas e econômicas onde personalidades humanas carregadas de ego sobrepuja o coletivo da vida em comunidades, talvez erramos nas escolhas desses modelos excludentes e temerários onde Estados não estão cuidando de seu povo e onde empresas e gente próspera finge que tudo está bem como está e que nunca as mazelas da base das pirâmides os afetará.

Eis aí um outro erro grosseiro dessa classe conhecida como superior: todos somos humanos, DNA semelhante, fraquezas biológicas iguais, apesar dos pensamentos doentios de supremacia, somos mesmo todos irmãos.

Graça e Paz.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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