Porto Velho (RO) sexta-feira, 7 de agosto de 2020
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Gente de Opinião

Aroldo Vasconcelos

Financiamento de projetos sociais solidários



No país vivemos numa década em que os financiamentos públicos para projetos sociais sofrem ano a ano cortes orçamentários e restrição normativa, fruto do entendimento dos que atualmente ocupam o poder central de que o provedor das ações de politicas públicas devem ser o Estado. 

Em outro plano e pensamento, ao menos em capitais mais antigas como no centro sul e nordeste, por força inclusive do histórico de trabalho e desenvolvimento profissional dos operadores de organizações não governamentais,  vemos prosperar a participação crescente de financiamento privado de pessoas físicas e empresas com ideário de responsabilidade social.

As organizações anteriormente citadas são aquelas que lidam diuturnamente com o interesse público e com causas genuinamente sociais, descoladas de pensamento politico-partidário e longe dessas ideologias de dominação que estão carcomendo o progresso de alianças para o desenvolvimento e a real inclusão de menos favorecidos.

As pessoas físicas e empresas que me refiro, também no parágrafo anterior são aquelas que acordaram para o fato de que algo precisa ser feito e que o terceiro setor precisa. Essas pessoas, geralmente com poder econômico elevado e inteligência social têm feito doações privadas - mesmo sem beneficio fiscal, apenas para ver projetos resgatar vidas e famílias de doenças, drogas, miséria e violência.

Quero neste artigo enaltecer a todas elas, pessoas e lideranças empresariais anônimas em suas doações para que possamos todos nós, desapegados de qualquer debate desnecessário imaginar que existe ação social solidária além do Estado.

Doar para organizações sérias e consolidadas em suas ações é bom, faz bem ao coração, movimenta pessoas, profissionais e voluntários para pequenas melhorias no seio social.

É preciso promover o terceiro setor com o auxilio do Estado, sim; mas a presença de doadores privados é hoje uma necessidade.
 
 
Prof. Francisco Aroldo Vasconcelos de Oliveira
Economista para o Terceiro Setor
Registro no CORECON - 462
"Abrirei os meus lábios, propondo parábolas;
revelarei o que estava oculto desde a criação do mundo."
 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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