Porto Velho (RO) sábado, 11 de julho de 2020
×
Gente de Opinião

Aroldo Vasconcelos

Estamos em tempos de crise.


Estamos em tempos de crise. - Gente de Opinião

Bom dia, a todos os que me acompanham nessa jornada de vários artigos aqui do jornal eletrônico Gente de Opinião; faz dias que não nos encontramos na coluna e nesse tempo de receios muita informação, e às vezes também desinformação. O Corona Vírus se instalou na vida do planeta há mais ou menos 100 dias causando estragos na vida, na saúde pública e na economia, e por aqui, pelo nosso país o que vemos também são vários desencontros, especialmente nesses trinta e seis dias próximos passados.

Mais de 2.000 especialistas em saúde pública pipocaram na TV, nos jornais, nas rádios, nos quatro cantos do Brasil e lógico na casa do poder central. É fato que há várias equipes de cientistas muito bem preparadas espalhadas pelos cinco continentes e que estão há mais de 20 anos acompanhando, pesquisando, trabalhando e monitorando epidemias em todos os países.

Qual, exatamente, será, para todos nós o objetivo de alerta dessas atuais e modernas grandes possibilidades que a mobilidade extrema e essa tal vida conectada e em economia globalizada traz á tona, retratando-se como sendo um veículo de inúmeras moléstias, criadora de inúmeros cenários cinzentos e por vezes caóticos; ora, vejamos que o sistema de globalização, tão sonhado pelo comercio em 560 anos, é realmente mais complexo do que o câmbio entre 100 ou duzentos países.

Uma hora dessas realmente haveria de surgir um minúsculo e descomunal destruidor do dia a dia da rotina corrida, comercialista, digital e tecnologicamente urdida pelo desejo de poder que eleva á sexta potência o nosso estilo egoísta, imediatista, dinheirista e consumista – deste novo e atual modelo de vida no planeta.

Parece que isso ocorre em ciclos, que agora pela velocidade dos progressos das nações e pelo acesso quase ilimitado das novas tecnologias e da intensa mobilidade aérea impõe a todos nós esse Corona Vírus traz grandes desafios a todos os líderes de todos os países, às empresas, aos governos e a sociedade civil como forma, talvez, de nos mostrar o que não estamos fazendo de bom nas cidades, com as nossas vidas, com as nossas famílias, com os nossos sócios a despeito de produzir e vender, e vender e consumir, essa mobilidade e a natural arrogância de nações, de pessoas e de empresas que acreditam que o seu sucesso é infalivelmente o espelho colocado diante de todos nós nesses últimos dias. Parece profecia, parece filme da década de noventa, apocalipticamente falando, parece filosofia, mas não é.

Felizmente este texto de hoje, tem a ideia, a vontade e a necessidade de gritar para você que me lê que está passando da hora de venceremos as nossas diferenças infantis e aproveitar essa crise instalada na saúde pública para resolver, ou ao menos encaminhar solução para os nossos problemas de distanciamento social, divisão política, divisão religiosa e de classes; podemos, pelo uso da razão e da sensibilidade, gerar aquilo que no Brasil nas décadas de 80 e de 90 eram a graça de uma convivência nacional harmoniosa, quando nós éramos felizes e nem sabíamos. Uma época em que nós tínhamos segurança nas cidades, produção no campo, emprego e trabalho nas cidades e que todos, ricos e pobres, olhávamos juntos para o Brasil do futuro.

Pergunto: em que lugar, em que momento nesses últimos 20 anos deixamos de lado a cultura brasileira da harmonia de pensamento nacional? Por onde ficou os elogios e a vontade solidaria de construir juntos o futuro das nossas famílias? Será mesmo que essas disputas ideológicas e politico partidárias valem mesmo a pena e valem mesmo as vidas de milhares de pessoas amigas e de nossas famílias?

É hora de retomarmos um plano prático e simplificado de futuro e de presente; mas de mãos dadas, sem trapaças e sem ilusão quanto a falsos profetas e falsos lideres. Tomar novamente, com sensibilidade e verdadeira liderança, as rédeas desse futuro que é de todos os brasileiros, caso contrário o que deixaremos para os nossos netos, aqueles que já nasceram e aqueles que ainda estão por vir, não passará de ilusão para eles e muita vergonha para nós.

Quero deixar a todos essas questões para as suas reflexões e também quero fazer hoje um registro muito simples, dentro de tanto questionamento, quero dizer a todos que estamos preocupados com o contagio desse novo Corona Vírus COVID – 19 que a cura de todos os males do corpo está tá na terra (consumam água, chás, frutas cítricas, verduras, façam exercícios de respiração, tomem sol pelas manhas e sejam alegres e amigáveis0; também digo que  a cura de todos os males da mente está no coração tranquilo, na simplicidade do carpe diem e também no poder individual da fé em Deus e na vida, pois a verdadeira liderança surge sempre em tempos de dificuldades extremas.

Graça e paz, Deus salve o nosso Brasil.

 

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

Mais Sobre Aroldo Vasconcelos

Falando aqui sobre o Projeto AMACRO

Falando aqui sobre o Projeto AMACRO

Ano passado eu escrevi dois artigos sobre a importância de uma coalisão entre os estados do Amazonas, Acre e Rondônia, especialmente na região geogr

Grande amigo doutor Márcio Melo, combateu o bom combate!

Grande amigo doutor Márcio Melo, combateu o bom combate!

Essa pandemia dos diabos, esse vírus chinês, esses desencontros políticos, esses protocolos demorados, essa crise de atendimento na saúde, essa crise

Agência Estadual AGERO realiza fiscalização

Agência Estadual AGERO realiza fiscalização

Na estrutura do Poder Executivo existe uma Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados do Estado de Rondônia conhecida desde 2015 como AGERO

Como será o novo mapa das desigualdades em 2020

Como será o novo mapa das desigualdades em 2020

Esses dias, em uma de minhas pesquisas, fiz uma comparação dos dados do IBGE, do IPEA e outros organismos internacionais, entre esses, o que mede o