Porto Velho (RO) sexta-feira, 15 de novembro de 2019
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Gente de Opinião

Ciro Pinheiro

DESARMEMO-NOS - Por Ciro Pinheiro

55 ANOS DE PROFISSÃO E 50 ANOS DE RONDÔNIA


DESARMEMO-NOS - Por Ciro Pinheiro - Gente de Opinião

Dizem os defensores das armas que todo cidadão precisa de uma arma em casa para proteção, sua e da sua família. Muito bem. Tem lógica até certo ponto esta posição se o Estado (o País) não cumpre o seu dever de dar proteção ao pai de família, cabendo  a ele próprio, então, arcar com essa responsabilidade; mas vem aí uma pergunta com resposta certa: com uma arma em casa será que o cidadão de bem pode garantir que está protegido? Será que o marginal, com o dedo no gatilho, nervoso, apressado, às vezes drogado, decidido e pronto para matar, vai encontrar o cidadão pacífico – que quase sempre nem saber atirar – com a arma na mão, preparado (inclusive psicologicamente), esperando o ataque do bandido, que chega pronto para se defender? Normalmente a arma em casa “vive” guardadinha escondida, fora do alcance numa emergência, em lugar de difícil acesso às crianças.

Falo (escrevo) com conhecimento de causa: já sofri (faz tempo) assalto violento, em casa, com minha família, sem tempo para qualquer reação. A primeira pergunta do assaltante é sempre a mesma: “cadê as armas?”. Se disser que não tem e tiver com certeza ele parte para a vingança porque não admite mentira.

Arma, logo eu, que não sei atirar, nunca peguei em um revólver? Sou pacífico por natureza. Meu pai era igual e dos 10 filhos homens apenas um, o mais velho, foi combatente da segunda Guerra Mundial,  mas em casa era inimigo das armas. Pois é,  meus amigos: quando fui assaltado por dois marginais, se tivesse arma certamente teria sido pior; essa arma não seria possivelmente usada pelos bandidos, pois eles já estavam em bem armados e sem reação da minha parte, eles não iriam gastar suas balas. Suas armas seriam, sim, para aumentar o arsenal de armas roubadas, ou para ser vendidas juntas com outras contrabandeadas.

Rachel de Queiroz escreveu: “O revolver é um objeto bonito, bem trabalhado, que tem uma única finalidade: matar gente. Fora matar pessoas, não tem a mínima serventia”. Eu pergunto: por que matar gente? Concordo plenamente com a saudosa escritora cearense e por isto e é por isto que defendo o fim das armas, esse instrumento mortífero que não serve para mais nada, repito, a não ser “matar gente”, o revólver. Completo: iniciando pelas que estão nas mãos dos bandidos e proibindo a entrada nas nossas fronteiras, em Rondônia, por exemplo, ao lado das drogas, contrabandeadas. Caberia, então exclusivamente, às Forças Armadas, o uso do chamado armamento pesado para cumprimento de sua missão legal de defesa da Pátria; às policias o uso de armas apropriadas ao seu trabalho, exclusivamente em serviço.

Caberia ao Estado à defesa permanente do cidadão (obrigação que não é cumprida) e o trabalho de desarmar os bandidos, os marginais, aplicando penas severíssimas aos infratores e, principalmente, acabar com a impunidade, a causa principal da violência generalizada de tudo isto que vem acontecendo no País de forma maior nas cidades, incluindo a nossa Rondônia. E controlar severamente a venda de armas no comercio. Com todos desarmados (TODOS) podemos ter paz, enfim, em um mundo melhor. Um mundo de Paz e Amor.       
 
 




P A R A B É N S   -  Setembro

10 - YONARA WERRY

Yonara Werry abre a lista dos aniversariantes deste setembro. Ela é, também, a nossa primeira imagem da tevê, diariamente, com o “Bom dia Amazônia” da Rede Amazônica. Teve os parabéns dos admiradores (as), dia 10.  - Gente de Opinião
Yonara Werry abre a lista dos aniversariantes deste setembro. Ela é, também, a nossa primeira imagem da tevê, diariamente, com o “Bom dia Amazônia” da Rede Amazônica. Teve os parabéns dos admiradores (as), dia 10.
17 – GUILHERME ERSE: Guilherme  Erse Moreira Mendes, advogado, vereador, foi chefe da Casa Civil (no Estado). Pretende ser deputado estadual na próxima eleição. - Gente de Opinião
17 – GUILHERME ERSE: Guilherme Erse Moreira Mendes, advogado, vereador, foi chefe da Casa Civil (no Estado). Pretende ser deputado estadual na próxima eleição.
17 – LENILSON GUEDES: Paraibano de nascimento, jornalista, cerimonialista (mestre de cerimonia) com bom tempo de experiência. Dia 17. - Gente de Opinião
17 – LENILSON GUEDES: Paraibano de nascimento, jornalista, cerimonialista (mestre de cerimonia) com bom tempo de experiência. Dia 17.
DESARMEMO-NOS - Por Ciro Pinheiro - Gente de Opinião
O MUNDO QUE SONHAMOS


Vejo, algumas vezes, na televisão, as pessoas dizerem como desejam morar em um país muito feliz, um país de muita paz. Eu fico pensando nos meus desejos, os meus sonhos, em viver num mundo melhor, em um mundo colorido, bonito, de muita paz, onde todos vivessem unidos, como irmãos. Sonho com uma sociedade justa, sem egoísmo, sem violência, sem maldade, onde todos fossem felizes, onde não houvesse guerras, não houvesse miséria – mãe de todas as mazelas e de todas as desgraças. Um mundo onde em qualquer parte houvesse a presença de Deus, o Deus do amor, Deus da paz, Deus do perdão, porque o deus que muitos invocam é o deus do ódio, o deus da destruição, do terror, da guerra.

Gostaria de ver crianças felizes, alegres, com saúde, num ambiente de amor e compreensão. Tudo isto é sonho de quem pensa em um mundo de felicidade, de companheirismo, de quem pensa que tudo isto ainda é possível.

Tudo isto pode ser alcançado, sim, mas se fizermos a nossa parte, se dermos cada um a nossa parcela. Tudo bom virá se fizermos alguma coisa afim de que possamos ter a sociedade por todos nós almejada.

Devemos lutar para que seja varrida da face da terra a injustiça, a imoralidade, a corrupção, a maldade, a intolerância, o ódio, que muitos têm no coração.
Dando nossa parcela, fazendo a nossa parte, podemos contribuir para que se espalhe em todos os cantos uma mensagem de amor, da paz, da esperança de um mundo melhor. Do país eu todos desejamos.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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