Porto Velho (RO) segunda-feira, 22 de julho de 2019
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Gente de Opinião

Ciro Pinheiro

AUSÊNCIA - DE RONDÔNIA PARA O CEARÁ


AUSÊNCIA

Ausente de Rondônia, mais de um mês em Fortaleza aonde está grande parte dos parentes e em visita aos três irmãos - os que ainda estão sobrevivendo, como eu, do magote de 14 meninos nascidos em Solonópole, no alto sertão cearense. É sempre um prazer visitar o meu Ceará, minha terra de nascimento, mas sentindo o tempo todo a falta de amigos que cá (no Ceará) pouco tenho porquanto com a ausência de mais de 50 anos até mesmo na família, pouca gente conheço.

Repito, então, que meus amigos estão em Rondônia, na amada Porto Velho, a boa terra que “me roubou” do Ceará e me fez esquecer o caminho da volta. Ausente de PVH nesses dias, não foi possível, abraçar o amigo de longo tempo Euro Tourinho, nos seus 97 anos (17 de janeiro), que apesar da extinção do seu e nosso velho e histórico Jornal Alto Madeira (depois da chegada ao centenário de circulação diária), vejo, sempre, ele (Euro) como o grande chefe, o profissional respeitado na imprensa de Rondônia e de na região amazônica. Quando fiz, em nome do Sindicato dos Jornalista, o convite para sua filiação, ele agradecido ficou muito emocionado e, agora, com seu nome aprovado para ser o nome da sala de reuniões do Sinjor será, com certeza, um seu momento único, como o jornalista mais antigo de Rondônia e até mesmo da região. Será dia 22, o batismo da sala e mais um dia de homenagem. Gostaria muito de estar presente, mas o Ceará é muito longe.  No último contato telefônico ele disse que está pouco saindo de casa aconselhado pela família de não dirigir. Euro é dono da carteira de habilitação mais antiga de Rondônia, emitida (a original) quando tinha pouco mais de 20 anos. Sem dirigir, dependendo de outros, certamente pouco sai de casa e disse em tom de gaiatice que está usando bengala, segundo ele instrumento de velho: “não cheguei, ainda, aos 100 anos”.

Na capital do meu Ceará, estou no meio da família em bons momentos, com a Penha, ao lado do filho Túlio, que desde muito jovem mora em Fortaleza, trabalhando e estudando. De longe, me sinto contrariado por não poder desenvolver integralmente, como antes, minha profissão – mais de 60 anos de atividade (entre o Ceará e Rondônia). Parar, não é possível e continuo aqui no Gente de Opinião, onde venho dando presença há mais de dez anos com minha Coluna semanal do AM. Aqui estou, então, depois de uma parada de mais de dois meses (e ainda permaneço alguns dias) curtindo a terra cearense. 

 

Euro um pouco antes de aposentar  carteira de motorista, nas despedidas do seu famoso palio branco.  

  

DE RONDÔNIA PARA O CEARÁ

Os rondonienses (adotivos, como eu) Lucio Albuquerque, a esposa Fátima, o Consumê (menos conhecido como Stênio) e a esposa Rose tiveram vários dias de folga (folga de aposentado) no meu Ceará, com pouco tempo na capital: escolheram a praia e o interior, para dizer que conheceram o nosso grande Estado, terra da Rachel de Queiroz, de Castello Branco, Solon Pinheiro, de Chico Anísio, Renato Aragão e... Ciro Pinheiro. (Se pensavam que eu ia citar o outro Ciro, erraram). Eu, fugitivo da terra cearense para a margem direita do Rio Madeira com parada em Porto Velho, Rondônia, terra de Iedda Borzacov, de Euro Tourinho, de Anisio Gorayeb, Aleks Palitot e de outros contadores de história, sem pensar, ainda, na volta.   Os dois, Lucio e Stênio e as respectivas companheiras da vida inteira, escolheram para hospedagem a Prainha, uma das melhores praias cearenses, em Aquiraz, mais ou menos 40 quilômetros da capital.  Na Prainha, Lucio e Consumê, experimentaram tudo de bom, até ensaiaram descida de “skybunda” (para os rondonienses que não sabem é o escorrego sentado na areia das dunas até chegar à água). No interior conheceram, além de Aquiraz, Reriutaba, Varjota, Ubajara, São Benedito, Sobral, Guaraciaba, Tianguá, Irauçuba, Itapipoca, Tururu e Umirim e Beberibe.   Gostaram muito e já pensam em repetir o mesmo programa no final do ano.  

Na foto, feita pelo Lucio, em Fortaleza, converso com o Stênio (Consumê) e, no mesmo banco, Rose, Penha e Fátima.

 

 

 PRIMEIRA MULHER