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Carlos Sperança

Um novo clã político está se formando na Região do Café e Zona da Mata


Um novo clã político está se formando na Região do Café e Zona da Mata - Gente de Opinião

Tudo essencial

Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a industrialização é condição essencial para que a Amazônia alcance um novo patamar de desenvolvimento. Certamente é uma das condições, como é possível ver ao desdobrar a afirmação do ministro, feita no final de agosto no ato de assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre sua pasta e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

Para Góes, será necessário investir em políticas públicas de fomento à bioeconomia para oportunizar a participação dos agricultores familiares no processo de desenvolvimento. Isso também é essencial, até porque a essencial industrialização não cai do céu: ela requer uma série de essencialidades prévias que a concretizarão como nova realidade.

Aliás, era essencial celebrar esse acordo, já que ele prevê fortalecer atividades industriais e cadeias produtivas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com a disseminação de novas tecnologias para impulsionar projetos de infraestrutura e agricultura. Essas essencialidades prévias são conquistas imprescindíveis rumo ao objetivo de integrar a bioeconomia ao conjunto industrial brasileiro. O essencial geral, portanto, será fruto de todas as essencialidades prévias combinadas. No fim das contas, o essencial é superar o atraso do país.

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Audiência pública

Na sexta-feira, dia 17, teremos audiência púbica em Guajará Mirim para tratar do início da construção da ponte binacional Brasil-Bolívia, a ser edificada sobre o Rio Mamoré. O evento também servirá para o lançamento oficial da obra tão aguardada na região de fronteira. Conforme informa o senador Confúcio Moura (MDB), que conseguiu agilizar o empreendimento com o presidente Lula e o governo federal, o encontro vai contar com a presença dos diretores da empreiteira dando explicações sobre os benefícios da ponte bem como a revitalização econômica da região de fronteira.

Força dos migrantes

Nas primeiras eleições gerais em Rondônia, elegendo 24 deputados estaduais, oito federais e três senadores – os governadores seguiam nomeados – os migrantes rondonienses recém-chegados já mostraram sua força. Aliás, um deles, o milionário mineiro Mucio Athayde (MDB) acabou sendo o mais votado a Câmara dos Deputados. Nomes mais conhecidos de Rondônia na época, como Rochilmer Rocha, Paulo Strutos Filho e Abelardo Castro foram preteridos na peleja a federal. Na Assembleia Legislativa, também nomes recém-chegados como Tomas Correias (Porto Velho), Sergio Carminato (Colorado) conseguiram se eleger

Assembleia Legislativa

Na primeira eleição a Assembleia Legislativa predominaram a eleição de migrantes oriundos do Paraná, RS, SC, Bahia, Minas Gerais e Espirito Santo. O primeiro presidente da Assembleia Legislativa foi um paranaense, José de Abreu Bianco, o mais votado a estadual. Mas a capital emplacou vários parlamentes “minhocas”, da terra, com trajetórias políticas locais. Casos de Amizael Silva, que foi eleito presidente do Poder Legislativo, logo após Bianco, o médico Oswaldo Piana Filho que foi presidente da casa de leis e eleito governador de Rondônia, o ex-vereador Clóter Mota, o emedebista Amir Lando, o professor Jerzy Badocha, entre outros nomes conhecidos.

Uma incógnita

Dissidentes a liderança do senador Confúcio Moura, presidente estadual do MDB, o ex-senador Valdir Raupp e a ex-deputada federal Marinha ainda não decidiram o que fazer para as eleições do ano que vem. É considerado certo que poderão cair fora do partido, se filiando a outras legendas. Suas candidaturas ainda são incógnitas. Morando em Brasília, volta e meia eles percorrem os municípios aferindo suas possibilidades, mas até agora não abriram o bico a respeito sobre as eleições do ano que vem. Uma reconciliação com Confúcio parece difícil, os desaforos passados foram muito grandes para serem perdoados.

Decisão familiar

O ex-senador Expedito Junior e o ex-deputado federal Expedito Neto ainda não decidiram os cargos que vão concorrer nas eleições do ano que vem. Provavelmente Expedito pai deverá disputar uma cadeira a Câmara dos Deputados, o filho uma vaga na Assembleia Legislativa. Ambos têm domicilio eleitoral em Rolim de Moura e trajetórias politicas projetadas na Zona da Mata e região do Café. Disputando a Câmara dos Deputados na região, Expedito pai terá a concorrência de Joliane Fúria, primeira dama de Cacoal, de Jaqueline Cassol e de cristãos novos se filiando ao seu partido conforme os bastidores. Inclusive o ex-prefeito de Ji-Paraná Jesualdo Pires. Uma aliança poderosa.

Novo clã

E um novo clã político está se formando na Região do Café e Zona da Mata. A ex-deputada federal Jaqueline Cassol (PP) disputando uma cadeira a Câmara dos Deputados, seu esposo o atual secretário de Estado da Agricultura, Luís Paulo, mirando uma cadeira a Assembleia Legislativa. A região será congestionada por clãs políticos: Clã dos Fúrias, clã dos Expeditos, clã dos Cassol e famílias de políticos do Cone Sul rondoniense com influências nestas regiões, como os Donadons e os Neiva de Carvalho. São lideranças com forte penetração do eleitorado evangélico, um segmento minado e fragmentado para as eleições 2025.

 

Via Direta

*** O PT está armando uma baita chapa para Assembleia Legislativa tendo como puxadores de votos a atual deputada estadual Claudia de Jesus (Ji-Paraná) e a ex-senadora Fátima Cleide (Porto Velho) *** O Partido será reforçado em federação com outras legendas da Caminhada da Esperança, lideradas pelo MDB/PT/PDT/PC do B *** Trocando de saco para mala: As lojas físicas vão perdendo terreno para as vendas na internet em todo País. Em Porto Velho pontos comerciais importantes estão fechados há meses *** Nas primeiras tempestades, pontos críticos de alagações na capital foram solucionados. O problema, no entanto, são tempestades seguidas, não terá drenagem que aguente.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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