Sexta-feira, 21 de novembro de 2025 - 08h20

A
passagem de um triplo tornado pelo interior do Paraná às vésperas do início da
COP30, praticamente varrendo uma cidade do mapa, soa e sopra como um ultimato
às autoridades mundiais sobre a urgência de criar meios para amenizar os
rigores do clima, que ameaçam ficar incontroláveis e crescentemente
destrutivos.
Existe
um notável esforço dos cientistas para mostrar conquistas e soluções quanto ao
clima e em particular quanto à Amazônia, que é um dos focos centrais dos esforços
ambientais e climáticos. Faz parte desse esforço a exposição “Ciência na
Amazônia: história, desafios e descobertas”, oferecida pela Fundação de Amparo
à Pesquisa do Estado de São Paulo.
Destaca-se
nessa iniciativa o detalhamento da Teoria dos Refúgios: diante da ânsia humana
por viver em lugares seguros, ao abrigo dos rigores da natureza, os cientistas
que se escoram nela conseguem principalmente passar a ideia de que tudo muda e
continuará mudando. Como toda teoria, ela tem defensores e inimigos. Os
defensores reforçam a necessidade de estudar com empenho e qualidade os
recursos naturais. Os inimigos, por sua vez, apontam a diversidade amazônica
como refutação da teoria, já que em diferentes épocas a floresta apresenta
situações ora conjuntas, ora isoladas de seca e inundação. O que a teoria tem
de mais valioso é justamente permitir um debate focado sobre o que acontece e o
que será possível para fazer frente aos fatos.
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Cobertor curto
Com o orçamento do
governo estadual de Rondônia desabando em pelo menos 30 por cento já no ano que
vem, os governadoraveis já estão com as orelhas em pé. Alguns até reavaliando
suas candidaturas ao Centro Administrativo Rio Madeira, sede do governo
rondoniense. Existem outros reflexos também sobre esta situação. Os servidores
igualmente estão preocupados com a nova ordem econômica depois de tantos anos
de vacas gordas. Devem lembrar de décadas passadas quando Rondônia entrou num
buraco negro e que demorou para se recuperar, enfim, o cobertor será curto e o
próximo governador vai ter que se adequar à nova situação.
Pesquisas auspiciosas
Com pesquisas
auspiciosas, desenvolvidas por institutos nacionais sem os costumeiros hábitos
dos pesquisadores regionais que maquilam as coisas de acordo com a clientela, o
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) voltou a se entusiasmar para
uma candidatura ao governo de Rondônia, quando nos bastidores já se falava de
uma possível desistência para pleitear uma cadeira a Câmara dos Deputados. Com
o peito estufado, o tucano voltou as tratativas com outras correntes políticas,
ultrapassando as barreiras da proposta de isolamento que lhe foi imposta pelos
adversários.
A motivação
Existem alguns motivos
para o entusiasmo de Hildão, além das pesquisas. 1- O outro candidato da
capital, o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) não decola nas
pesquisas nem no Areal 2- O outro rival local, Fenando Máximo já estaria
comprometido com uma candidatura ao Senado 3 – A diferença projetada para o
tucano na capital, mesmo com sofrência no interior, mas com bons resultados nos
municípios onde morou e lançou suas empresas de educação, como Cacoal, Pimenta
e Vilhena, são animadoras. 4- E ainda tem o divisionismo das forças interioranas,
com quatro candidaturas já postas rachando o bolsonarismo até o talo.
Uma solução
Lideranças
bolsonaristas catarinenses querem fim do impasse criado pela candidatura do vereador
carioca Carlos Bolsonaro, vulgo Carlucho para o Senado de Santa Catarina.
Sugerem, pela unidade dos conservadores daquele estado, que o ex-presidente
Jair Bolsonaro procure outro estado para abrigar a candidatura do vereador do Rio
de Janeiro. São sugeridos neste caso, os estados do Acre, Rondônia e Roraima,
redutos igualmente a direita, como Santa Catarina. Uma desistência desta postulação
no Sul seria uma derrota para o clã~Bolsonaro, já que insurgências também
poderão nos estados do Norte do País.
Carece de lideranças
Ao
sugerir que o vereador carioca Carlos Bolsonaro (RJ), troque a empreitada da
disputa de uma cadeira ao Senado por Santa Catarina para Rondônia, a deputada
estadual Ana Campanholo (PL-SC) afirma que Rondônia (Acre e Roraima) carecem de
lideranças políticas e precisam mais do que os catarinenses já que SC se trata
de um dos estados mais desenvolvidos do país. Esta que Rondônia carece de
lideranças doeu na costela, foi um direto no queixo rondoniense. Será possível
que seremos obrigados a desenvolver uma campanha Fora Carluxo também em Rondônia?
Com dificuldades
Dois
governadores da região amazônica, que querem disputar uma cadeira ao Senado nas
eleições do ano que vem, estão em dificuldades com a justiça. Trata-se do governador
do Acre Gladson Cameli, liderando as pesquisas locais com larga vantagem no
vizinho estado. O outro governador, mais encrencado e já condenado e cassado
(mas segue no cargo) é Antônio Denarium, em Roraima, outro governante buscando
uma cadeira ao Senado. Ambos foram objetos de operações policiais. Já, o governador
Wilson Miranda, do Amazonas está limpo para a peleja ao Senado, mas enfrenta a
concorrência de outros nomes expressivos naquele estado, o atual senador Eduardo
Braga e o Capitão Neto.
Via Direta
*** Com as famílias endividadas até o talo,
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aguardam 2026, com juros mais baixos, por causa da campanha eleitoral quando os
governistas ficam mais “sensíveis” ***
Quem quiser entrar na atividade hoteleira, o Hotel Ecos está à venda em Porto Velho.
Faz parte de uma rede de hotéis, que se estende em Ji-Paraná e Rolim de Moura ***
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