Quinta-feira, 3 de julho de 2025 - 08h45

Se
ainda faltasse alguma prova de que o mundo está inteiramente interligado ela
poderia ser o processo que a tribo amazônica Marubo decidiu mover contra o
jornal norte-americano New York Times pela publicação de matéria
sensacionalista justamente sobre o acesso à internet de alta velocidade, apontando
seus índios como viciados em pornografia.
Mais
que as “alegações de que seus jovens haviam sido consumidos pela pornografia”,
não diferente das “tribos” brancas, o que irritou a comunidade Marubo foi
constar na reportagem do NYT, que nega as acusações, ser “incapaz de lidar com
a exposição básica à internet”. Fofocas e irritações à parte, os índios Marubo
não precisam mais se queixar ao bispo, como no passado, tendo à sua disposição
o acesso à Justiça, que depois de humilhada como poder submisso nas ditaduras
hoje fortalece a democracia, castigando vândalos golpistas.
Preocupa,
por outro lado, que a Justiça coopere com os ataques à liberdade de imprensa e
até os promova, impondo pesadas sanções a jornalistas que denunciam excessos na
área judicial. Ao julgar a Lei de Imprensa em 2009, o STF deixou claro que “todo
agente público está sob permanente vigília da cidadania”. No entanto, há o
risco de processos intimidatórios sobre jornalistas serem uma arma facilmente
utilizável por corruptos de todos os matizes e poderes para encobrir seus
malfeitos.
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Carlucho vem aí?
O ex-presidente Jair Bolsonaro e seu filho
Carlos Bolsonaro, vulgo Carlucho, vão marcar presença nas visitas – que foram
adiadas por motivos de saúde do mito - aos estados de Rondônia e do Acre para
auscultar as possibilidades do conservadorismo vigente na região como
alternativa para a candidatura do vereador carioca a uma das vagas ao Senado.
Ocorre que o edil está sendo muito bombardeado e rejeitado pelas lideranças
catarinenses e por lá, o que se vê, é que ele não se cria. A outra alternativa
a ser estudada para Carlucho, além do Acre e Rondônia é Roraima. Seja qual
estado for escolhido vai dar encrenca com as lideranças locais.
A pulverização
Principal
polo regional do estado, Ji-Paraná com mais de 100 mil eleitores, tem dois grandes
nomes para disputar as oito vagas a Câmara Federal no ano que vem. Trata-se do
ex-prefeito Jesualdo Pires (PSB), que obteve grande avaliação nos seus dois
mandatos no Palácio Urupá, e o deputado estadual Laerte Gomes (PSD), o
parlamentar estadual mais votado do estado nas eleições de 2022. Mas ambos têm
um grande problema pela frente: a pulverização dos votos na região, já que são
contabilizados pelo menos 15 postulantes aos mesmos cargos. Este divisionismo
pode prejudicar a aspirações de ambos.
A renovação
Falando-se
em termos de renovação das cadeiras a Câmara dos Deputados, que tem uma legislatura
atual sofrível, já despontam alguns nomes com favoritismo pelo estado. Em
Ariquemes e Vale do Jamari, emerge como liderança regional, o ex-vereador Rafael
Fera, suplente de federal que está assumindo cadeira em substituição do
deputado afastado Lebrão, em Ji-Paraná o ex-prefeito Jesualdo Pires, em Cacoal
e região do café, Joliane Fúria, em Rolim de Moura e Zona da Mata, Jaqueline
Cassol, em Vilhena e Cone Sul rondoniense, o ex-deputado federal Natan Donadon.
Em Porto Velho
Tratando-se
de Porto Velho, no que tange a eleição a Câmara dos Deputados, vai ponteando a
corrida para 2026, conforme as primeiras avaliações obtidas, a ex-deputada federal
Mariana Carvalho (União Brasil), derrotada na eleição passada a prefeitura da capital
pelo atual prefeito Leo Moraes numa reviravolta sensacional. Já é possível
dizer também, que sem Fernando Máximo pela frente, a ex-deputada poderá ser uma
das mais votadas no próximo pleito. Mari também mantém forte estrutura no interior
do estado, onde estendeu suas bases. Já está correndo trecho.
Os confirmados
Já
se declaram como pré-candidatos ao governo estadual o vice-governador Sergio
Gonçalves (União Brasil), o prefeito de Cacoal Adailton Fúria (PSD), o
ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB), mas o senador Confúcio Moura
(MDB) ainda catimba o jogo, o senador Marcos Rogério (PL) não confirma ainda
sua postulação esperando uma definição das pendencias do ex-governador Ivo Cassol.
Caso Cassol seja liberado Rogério optará pela disputa ao Senado. Sem Cassol,
entra na peleja do CPA Rio Madeira, com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como se vê, começam as primeiras definições para as eleições do ano que vem.
Via Direta
*** Os partidos começam a montar suas
chapas para a disputa das 24 cadeiras Assembleia Legislativa de Rondônia e as
oito vagas destinadas a composição
rondoniense na Câmara dos Deputados *** Com tudo, isto a classe política projeta um
grande troca-troca de partidos com a chamada janela partidária marcada para
começar em abril do ano que vem visando acomodações dos novos filiados *** Em Ariquemes, o ex-senador Ernandes
Amorim avalia o quadro político para disputar uma cadeira a Assembleia Legislativa
no pleito do ano que vem *** Pelo que se vê, o deputado federal Lucio
Mosquini (Ouro Preto) que chegou a cogitar a disputa do governo estadual
acabará mesmo na peleja da reeleição.
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