Segunda-feira, 8 de junho de 2026 - 07h25

Há
modelos para tudo. O que fazer quando ocorrem situações indesejáveis é uma
necessidade. A internet dispõe de um elenco imenso de recomendações para
amenizar, contornar ou sair delas. Nem todos os seres humanos, porém, conseguirão
evitar todas as situações. O que fazer se a previsão de que a Terra será
destruída de fato se confirmar? Este é um quadro hipotético que hoje não
pouparia nenhum ser humano. Nesse caso, até que a inteligência Artificial possa
fornecer um modelo exequível de solução, só há uma proposta: criar condições
para migrar ao espaço.
Por
ora, é um projeto em que apenas alguns poucos bilionários terrestres poderiam sobreviver
ao fim do mundo, calhando com a previsão de que “escolhidos” serão salvos
quando o Apocalipse destruir o planeta. Com a aproximação do Asteroide Apophis
99942, que passará rente à Terra em 2029, temia-se que ele fosse o portador da
destruição, mas já foi descartado pelos cientistas e não será o criador do
Apocalipse.
Ele
não é o único monstro destruidor à solta, porém. Por isso é obrigação da
humanidade ter soluções para qualquer ameaça. O programa AmazonFACE, do Ministério
de Ciência, Tecnologia e Inovações, simula um futuro aumento indesejável das
concentrações de CO₂ atmosférico na floresta para estudar como ela
reagirá se isso for inevitável. Espera-se boa adaptação, pois do contrário o Apophis
assistirá sem culpa ao fim da Amazônia.
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Uma tendência
Com
a proximidade da Copa do Mundo e um clima de otimismo com relação a
participação da seleção brasileira no certame, a política ficou em segundo
plano. Poucas novidades, como o anuncio da coordenação de campanha do
pré-candidato Adailton Fúria pela primeira dama estadual Luana Rocha, a
escalada do senador Marcos Rogério em Porto Velho, tendo como muletas, o apoiamento
do prefeito da capital Leo Moraes. Porto Velho neste momento é um calcanhar de Aquiles
para Rogério, onde ele enfrenta sua maior rejeição no estado. Se vencer este
obstáculo estará com meio caminho andado para galgar ao CPA, já que no interior
ele tem a força conservadora bolsonanista a seu favor.
Passa boi, passa boiada
Não
bastasse o expressivo tráfico de drogas e de armas, a extração de ouro
clandestino, além do descaminho, se constata em Guajará Mirim, na fronteira com
a Bolívia o aumento do contrabando de combustível. A fronteira é desguarnecida
e as facções criminosas do país vizinho, do Peru e da Colômbia, pintam e
bordam. Não é à toa que só neste ano foram apreendidas toneladas de
entorpecentes nas rodovias de Rondônia. O Comando Vermelho e o PCC também
investem na remessa de cocaína e de armas através de pequenas aeronaves
sobrevoando o Vale do Guaporé. Uma situação que tem se agravado nos últimos
anos.
As expectativas
As
expectativas são boas quanto a realização de obras do governo federal em
Rondônia e na região amazônica. O pacote de bondades foi aberto com a entrega
de milhares de máquinas aos municípios no Acre na semana passada, segue com o
anuncio da pavimentação do trecho do meio da BR 319, conectando Porto Velho a
Manais e a abertura das obras da ponte binacional em Guajará Mirim, ligando o
Brasil a Bolívia. Mas também temos expectativas negativas: sem força no Congresso
Nacional, a bancada rondoniense não conseguiu reverter os brutais valores do
pedagiamento na BR 364. Também não logrou sucesso quanto a reverter os preços
elevados das passagens aéreas de Rondônia para outros estados.
A difícil reposição
Conversando
com universitários falei da difícil reposição com qualidade dos jornalistas e
comunicadores que nos deixaram e daqueles atualmente que estão já quase octogenários,
mais ainda firmes e fortes, com meus votos de maior longevidade. Já se foram para
o plano superior nomes da estatura e Nelson Townes de Castro, Jorcenê Martinez,
Euro Tourinho, Rita Furtado, Paulo Queiroz, Gessy Taborda, Paulinho Correia, Ivan
Marrocos, e tantos outros que marcaram época em Rondônia com a pena refinada.
Da geração top do jornalismo, dos anos dourados do impresso e também do radialismo,
ainda temos atuando os jornalistas e historiadores José Lucio Albuquerque,
Montezuma Cruz, Waldir Costa, Leo Ladeia, Everton Leoni, Arimar Sá, que também
ainda são expoentes nas suas redações, Valdemar Camata, que é o mais longevo e
destacado homem das comunicações do radialismo na BR. Vida longa, gente!
Filhos e irmãos
Na
peleja por cadeiras a Assembleia Legislativa de Rondônia e das oito cadeiras
para a Câmara dos Deputados, nas eleições de 2026, temos uma penca de irmãos,
filhos e esposas de políticos nesta temporada. Filhos como Viveslando Neiva de
Carvalho do deputado Ezequiel e irmãos como Paulo Moraes Junior, do prefeito
Leo Moraes, esposas como Joliane Fúria (Adailton Furia) e Ieda Chaves (Hildon
Chaves), além das representantes dos clãs Cassia dos Muletas, Rosangela Donadon,
da filha do ex-deputado Anselmo de
Jesus, como Claudia de Jesus, e tantos nomes espalhados pelo território
rondoniense, desde Nova Califórnia no extremo norte rondoniense, a Serra do
Touro, no Cone Sul do estado. Com isto vão se formando novos clãs políticos
familiares.
CPI do Pedágio
Eu
acho mais fácil galinha criar dentes, mas os deputados estaduais de Rondônia acreditam
que uma CPI no parlamento estadual pode resolver a questão do pedagiamento
brutalmente instalado na rodovia 364, entre Porto Velho e Vilhena, onde um
caminhão paga tarifa de R$ 2.500,00 ida e volta encarecendo o custo do frete
das mercadorias nos supermercados em Rondônia, Acre e Amazonas, pois a maioria
do abastecimento dos hortifrútis são procedentes da Ceasa de São Paulo. Mas se
os deputados estaduais resolverem esta parada, que vergonha para os deputados
federais e senadores da nossa bancada federal, né? Será um atestado de incompetência
para nossa bancada federal repleta de candidatos ao governo e ao Senado.
Via Direta
*** Como Rondônia, o Acre também padece
com os problemas decorrentes da manutenção da BR 364. Lá a reclamação foi com o
atraso de pagamento as empreiteiras e trabalhos suspensos. Em Rondônia os protestos são em torno do
elevado custo do pedágio ***Rachado, o MDB rondoniense não contou no
lançamento do seu candidato a governador Pedro Abib, na semana passada, com a
presença do ex-prefeito de Porto Velho Tomás Correia e do ex-governador Valdir
Raupp e da sua esposa a ex-deputada federal Marinha Raupp *** A legenda já vai tropeçando desde a sua largada depois do abandono
de lideranças importantes como Lucio Mosquini, que foi o um dos deputados federais
mais votados nas eleições passadas.
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