Porto Velho (RO) quinta-feira, 13 de maio de 2021
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Carlos Sperança

Planejar, eis a questão + Muito difícil + Pagando o pato + Cadeira ao Senado


Planejar, eis a questão + Muito difícil + Pagando o pato + Cadeira ao Senado - Gente de Opinião

Planejar, eis a questão

Não há queixas sensíveis em outras áreas, mas na saúde e no meio ambiente há crescente questionamento sobre o desgaste de militares profissionais chamados a exercer ações de governo que requerem mais ciência e planejamento que força. No caso da saúde, não é uma situação que envolva diretamente o Exército, mas a pessoa do general Eduardo Pazuello, sob ataque do núcleo “ideológico” estabelecido no Palácio do Planalto.

No meio ambiente, é justificável que o general Hamilton Mourão pretenda estender a ação militar na Amazônia até julho, concentrando esforços nos pontos que mais criam problemas. No geral, porém, não é surpresa a ineficiência do governo em diversos setores, inclusive os pontos nevrálgicos da saúde e meio ambiente, por conta da extinção do antigo Ministério do Planejamento, transformado em puxadinho do Ministério da Economia do ministro Paulo “Posto Ipiranga” Guedes, cujas promessas exageradas e imbróglios crescentes com o Congresso atrapalham a fluência do governo.

No caso da Amazônia, a questão que surge é se a falta de planejamento está sabotando a ação militar. Se a extensão da Operação Verde Brasil for acompanhada de ações multissetoriais há a perspectiva de conquistas, pois sem planejamento até os maiores e mais patrióticos esforços se perdem pela falta de objetividade, produzindo mais calor que luz.

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Muito difícil

Vai ser extremamente difícil os governos de Rondônia e Acre seguirem a recomendação do Ministério Público e das autoridades sanitárias para que não ocorra aglomerações na neste dia 7, sexta-feira, na inauguração da ponte sobre o Rio Madeira, na região do Abunã. Os governadores Marcos Rocha e Gladson Cameli estão doidinhos da silva para fazer política e colher dividendos junto ao presidente Jair Bolsonaro. Caravanas estão sendo formadas pelos políticos e o Acre até vende pacotes turísticos para o evento. É coisa de louco, em plena era da covid.

A expansão

A administração municipal de Porto Velho não consegue conter a expansão imobiliária clandestina do outro lado da ponte sobre o Rio Madeira, na BR 319, onde se formaram vários bairros, alguns circundando a Vila do Dnitt. Muitas invasões e loteamentos com irregularidades. A prefeitura da capital vai ter um mar de obstáculos para ordenar toda esta situação no seu plano diretor, mesmo ampliando os limites urbanos. O desafio maior será atender as demandas decorrentes de abastecimento de água, energia e infraestrutura.

Pagando o pato

O município de Porto Velho está se afundando com a covid, entre tantos motivos, também porque tem dois candidatos ao governo do estado, com o poder nas mãos, flexibilizando tudo o que podem para ficar mais amiguinhos dos comerciantes e empresários. Até o feriado do 1 de maio foi liberado. Nossos governantes para não ficarem mal perante a classe empresarial abriram as pernas. Abrir geral até seria possível se houvesse fiscalização mais eficiente das esferas estadual e municipal. Não tem e uma nova tragédia anunciada vem por aí.

Uma necessidade

Como no governo Bolsonaro todo mundo está perdido, coube ao supremo colocar freios na esfera federal ao mandar o Palácio do Planalto realizar o Censo 2021. Como seria possível administrar uma Nação sem dados confiáveis sobre os quantitativos populacionais tão defasados para planejar as necessidades da saúde e educação? O presidente, os governadores e prefeitos estariam no escuro sem saber como direcionar as prioridades. O Censo 2021 é necessidade e é bem-vindo. Graças a ele será possível um planejamento mais efetivo.

Cadeira ao Senado

Já temos vários possíveis candidatos ao Senado em 2022 correndo trecho pelo estado de Rondônia em busca da única cadeira em disputa. Vejam alguns nomes: 1- Expedito Junior (PSD-Rolim de Moura) 2 – deputada federal Jaqueline Cassol (PP-Cacoal) 3- deputado federal Leo Moraes (Podemos-Porto Velho) 4 – ex-governador Valdir Raupp (MDB-Rolim) 5 – Bagatoli (PSL-Vilhena) 6 –Ex-prefeito Thiago Flores (Republicanos-Ariquemes) 7- prefeito Alex Testoni (Ouro Preto), entre outros nomes também citados,

 

Via Direta

*** Na bolsa de apostas pelo apoio do presidente Jair Bolsonaro, o governador Marcos Rocha que vai se filiar ao mesmo partido do presidente nas próximas semanas, leva vantagem sobre o concorrente do mesmo segmento, o senador Marcos Rogério *** No entanto, o senador aposta suas fichas na CPI do Covidão, onde ele lidera a defesa das bandeiras governistas *** Os ex-governadores Ivo Cassol e Confúcio Moura estão catimbando para a peleja do CPA no ano que vem.  Mas acredita-se que pelo menos um deles figure na disputa *** O mês de abril não foi considerado bom pelo comércio varejista. As reclamações vão desde os taxistas até vendedoras de roupas e sapatos nas lojas do ramo *** Mas neste mês maio com o Dia das Mães, as expectativas são das melhores.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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