Porto Velho (RO) segunda-feira, 25 de janeiro de 2021
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Carlos Sperança

O pires na mão + As avaliações da oposição + Bem na foto + Com sofrência


O pires na mão + As avaliações da oposição  + Bem na foto + Com sofrência - Gente de Opinião

O pires na mão

Um treinamento rápido para os prefeitos dos municípios atormentados pelas crises que assolam o mundo é aprender a se ajoelhar com elegância, com um pires em cada mão, para mendigar recursos junto aos governos federal e estadual. Não é situação que se preste a chistes, mas se antes da pandemia as contas não fechavam, com ela há um fosso maior entre arrecadação e necessidades.

Havendo eleições a cada dois anos, os políticos mais espertos aprenderam que mentir ou enganar o eleitor traz derrotas. Lula alcançou em seu último mês de governo, em 2010, uma popularidade jamais vista: 87% de aprovação. Os estragos causados por sua estratégia duvidosa de manutenção do poder corroeram drasticamente esse vultoso capital político.

Aliás, o imperador Pedro II também era amado antes de cair, em 1889. Até o Marechal Deodoro, que proclamou a República, era seu amigo.  Não há bem que sempre dure, e dura menos com o povo insatisfeito e sem socorro. Saber pedir é uma arte, requerendo a mediação de bons parlamentares e a elaboração inteligente de projetos com potencial de captar recursos públicos e privados. Mas antes de tudo será preciso tentar o feito hercúleo proposto por Joe Biden, o presidente eleito dos EUA: unir todos contra os problemas de todos. Parece receita simples, mas será tarefa impossível sem antes vencer a polarização.

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As avaliações

As avaliações da oposição sobre as eleições municipais em Porto Velho estavam furadérrimas. Acreditava-se que o candidato oposicionista, depois de uma maratona vencendo os demais adversários antagonistas ao prefeito atual chegaria no segundo turno em condições de bater o alcaide Hildon Chaves. Não é o que se vê, o tucano chega a reta final incólume, nada cola contra ele. Esperava-se que colaria tudo, como: 1-Alagações 2- promessa da Rodoviária 3 - O apoio do aliado Expedito 4 – Ser coleguinha de Aécio e Serra e demais malfeitores tucanos 5 – Que o vice Mauricio Carvalho seria uma mala sem alça. 6-Abandono das creches, etc, etc.

Bem na foto

Alguns fatores contribuíram decisivamente para Hildon desembarcar na reta final com a melhor avaliação. Em primeiro lugar, por ser considerado um gestor honesto – isto vale mais do que a vitória até. 2- Seu programa de asfaltamento. Tem asfalto até no distante Jardim Uirapuru, depois do aeroclube 3 –O decisivo apoio na linha de frente da sua esposa Ieda, para reverter a tendência da mulherada votar contra o prefeito (ele foi mal nas creches). E ela conseguiu 4- O marketing do tucano foi muito bom, soube explorar bem as qualidades do alcaide, sem baixarias contra adversários.

Com sofrência

Mas que não se diga que faltou sofrência na campanha do tucano. Ele começou com teto muito baixo, de 23 por cento e se fosse mantido só este percentual das primeiras pesquisas, ele estaria fritinho da silva. Outra coisa, não é fácil suportar tanto desaforo sem perder a cabeça. Nos últimos anos a oposição jogou pesado e se o pleito fosse realizado há um ou dois anos atrás ele levaria peia. Agora tudo conspira a favor do alcaide e rivais mais qualificados como foi o caso de Leo Moraes (Podemos), Mauro Nazif (PSB) e Daniel Pereira (Solidariedade) amarelaram e desistiram da parada.

As interferências

Nada está interferindo até agora nesta reta final para consagrar a eleição do prefeito tucano. Existe um hábito corriqueiro dos perdedores apelarem nos últimos dias de campanha- o próprio Leo apelou cona Hildon na eleição passada -, tentando sujar o provável eleito até o talo. Assim se comportaram muitos candidatos perdedores em eleições passadas. No entanto, nesta temporada estamos vivenciando uma campanha atípica. Até pesquisas honestas foram veiculadas em 2020! É coisa de louco!

Via Direta

***Depois de encerrado o primeiro turno muitas formiguinhas que agitavam as bandeiras dos candidatos a prefeito e vereadores nas ruas reclamaram de calotes *** Calotes em campanha não são novidades e geralmente as gráficas também acabam no prejuízo quando trabalham para candidatos que perdem a eleição *** Alguns candidatos que disputaram as eleições na capital já se agitam para disputar a Assembleia Legislativa e a Câmara dos Deputados em 2022 *** Casos de Edvaldo Soares (PSC) e Leonel Bertolim (PTB) *** Alguns amigos que disputaram a vereança na capital sumiram do mapa depois de resultados vexaminosos no pleito recente *** Ji-Paraná e Ariquemes já se preparando para o Natal com Papai Noel Gigante e arvore de natal descomunal, como atrações nas festividades.  

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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