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Carlos Sperança

Invisível por enquanto, os grandes naufrágios e as contradições


Invisível por enquanto, os grandes naufrágios e as contradições - Gente de Opinião

Invisível por enquanto

Segundo um dos mais famosos (e sábios) ditados populares, “macaco velho não mete a mão em cumbuca”. A cumbuca é uma cuia aberta na qual podem se esconder animais venenosos, daí o cuidado do macaco experiente com ela devido a experiências incômodas anteriores. Mas também existe o macaco-velho, que transita por idades jovens e pode cair na tentação de verificar o que há dentro da cumbuca. Ele próprio é uma espécie de cumbuca, pois domina arte da camuflagem e pode levar outros animais a confundi-lo com presas fáceis.

O macaco-velho, com hífen, é um exemplo magnífico da diversidade incomparável da fauna amazônica. Provavelmente muitos que se orgulham de conhecer bem a floresta jamais tiveram conhecimento de como é e o que faz o macaco-velho fora do ditado popular, porque ele é discreto, move-se lentamente, prefere o alto das árvores e pouco anda no solo.

A exemplo do macaco-velho, aparentemente invisível para muitos que não conseguem percebê-lo na floresta, embora não seja raro, há seres que hoje ainda parecem inexistentes, mas serão identificados com o desenvolvimento da tecnologia e a intensificação das pesquisas de campo. Muito que parecia invisível já começa a ser desvelado por diversos equipamentos e programas, dentre os quais se destaca o Lidar (Light Detection and Ranging), um sensor remoto para detectar e medir luminosidade.

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Grandes naufrágios

Mais de quatro décadas depois dos dois grandes naufrágios ocorridos na região amazônica, nas tragédias ocorridas com os navios “Novo Amapá” e “Sobral Santos 2” –ambos com quase 400 vítimas cada – a navegação na região Norte segue com alguns problemas, como da superlotação de passageiros e de cargas, de escalpelamentos nas pequenas embarcações, mais recentemente com a explosão de casos de piratas rapinando cargas e a eterna falta de fiscalização nas embarcações. Estados como os do Amazonas, do Pará, do Amapá e de Rondônia dependem muito dos rios como meios de transportes; O menos dependente é Rondônia que conta com uma malha viária de estradas consolidada.

As zebras 2026      

Que teremos as chamadas zebras nas eleições 2026 em Rondônia, não tenho dúvidas. Nos 46 anos de coluna política, iniciados no Estadão do Norte, ao final de 1980, testemunhei muitas ao Senado e ao governo de Rondônia. Estou farto de verificar grandes viradas, desde as primeiras eleições estaduais a partir de 1982. Chapas consideradas vencedoras no papel, tubularam gloriosamente desde o primeiro pleito para o Palácio Presidente Vargas, sede então do governo estadual. E depois seguiram tantas outras reviravoltas surpreendentes nos embates eleitorais rondonienses.

A reviravolta

 Em 1986, na primeira disputa ao governo estadual, o PDS lançou o senador mais votado, em 82 o raposão Odacir Soares (PVH) e o deputado estadual mais votado, com grandes prestigio pela Constituinte, e  de vice o primeiro presidente da Assembleia Legislativa José Bianco (Ji-Paraná), na apuração das urnas, deu Jeronimo Santana (PVH) e Orestes Muniz (Ji-Paraná) de vice. A chapa do PDS ainda contava com o prestigio do ex-governador Jorge Teixeira, mas os ventos na política estavam mudando com a Aliança Democrática, com a eleição de Tancredo Neves ao Planalto. Numa rotatividade de forças políticas em Rondônia, os filhotes políticos de Teixeirão voltariam ao poder em 90, com a eleição do governador Oswaldo Piana e seu vice Assis Canuto.

Apoio do funcionalismo

Numa pesquisa de campo, o ex-governador Daniel Pereira aparece como um dos políticos mais identificados com o funcionalismo público rondoniense. Pereirinha que foi vice do então governador Confúcio Moura e que assumiu o cargo quando ele se desincompatibilizou para disputar uma cadeira ao Senado, cumpriu o mandato tampão e posteriormente não disputou mais cargos eletivos. Começou sua carreira política em Cerejeiras, com respaldo nos municípios do Cone Sul rondoniense e pelo que tudo indica pendurou as chuteiras nas pelejas eleitorais.

As contradições

Como sempre temos enormes contradições nas pesquisas eleitorais buscando auscultar o momento dos candidatos ao Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia. Amplamente divulgada, uma enquete dá conta da rejeição de até 80 por cento ao governo Marcos Rocha no estado. Mas numa outra sondagem é apontado o candidato chapa branca, o nome ungido pelo governador Marcos Rocha, com quase 30 por cento de intenções de votos. E por aí vai e descontadas as falácias se tem como verdade, Marcos Rogério na liderança geral –mas nem tanto como apregoam as pesquisas – Adailton Fúria com supremacia na Região do Café e Zona da Mata e do ex-prefeito Hildon Chaves na capital. Os demais candidatos? Vexames iniciais à espera de decolagem.

Via Direta

*** Até agora o expoente tucano Aécio Neves não confirmou a disposição em concorrer a presidência da república, embora já seja relacionado nas sondagens eleitorais pelo Brasil afora *** Por falar em pesquisas presidenciais, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) esta entusiasmando a grande colônia de goianos em Rondônia que atesta bons resultados das suas gestões em Goiás na segurança pública *** Lá, Caiado tacava-lhe o pau nos ladrões e traficantes. Muitos tiveram que fugir para os estados vizinhos estropiados *** Em Rondônia a segurança e a saúde pública sãos os setores mais contestados.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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