Quinta-feira, 5 de junho de 2025 - 08h25

Há
ideias que pegam de imediato, mesmo equivocadas, como a mania de apostar
baseada na ilusão da riqueza fácil, e as que tardam a pegar, como a
agricultura, que surgiu há apenas 12 mil anos na sociedade dos homo sapiens,
que data de no mínimo 200 mil anos. De qualquer forma, é justo esperar que as
ideias prejudiciais sejam abolidas pelas correções da prática e as boas, como o
reflorestamento nos espaços críticos da floresta amazônica, sejam logo postas
em ação.
No
caso do primeiro leilão de concessão privada de florestas desmatadas no Brasil,
promovido no final de março, focando a Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu,
em Altamira (PA), apenas uma empresa apresentou proposta: a Systemica, assumindo
a restauração de cerca de 10 mil hectares em 40 anos.
Explica-se
o reduzido interesse pelo desafio logístico e as necessidades da área, mas é
possível que o desinteresse não seja uma tendência, já que novos modelos chegam
para sugerir adesões mais numerosas. Na mesma época em que era promovido esse
primeiro leilão, a Petrobras e o BNDES lançavam programa para revitalizar até
50 mil hectares de áreas degradadas na Amazônia para a geração de créditos de
carbono: o ProFloresta+, pretendendo gerar até 15 milhões de créditos. Com a Petrobras
garantindo a demanda e o BNDES financiando, promete.
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Disputa renhida
O Diretório
Nacional do PT terá uma disputa renhida pelo seu comando no mês que vem. São
vários postulantes à presidência da legenda, entre eles o ungido do presidente Lula,
Edinho Silva. O veterano dirigente Ruy Falcão se apresenta como outra
alternativa no ninho dos petistas, mas ainda existem mais pretendentes, como o
prefeito de Maricá Washington Quaquá. O atual presidente petista, o senador Humberto Costa (Pernambuco)
também está alinhado com Edinho Silva, que já foi titular da secretaria de
comunicação do presidente Lula.
Em Rondônia
Tratando-se
de Rondônia, o partido em erupção é o MDB, onde o ex-presidente, deputado federal
Lucio Mosquini e o ex-governador Waldir Raupp estão rebelados a liderança do
atual presidente, senador Confúcio Moura e conspiram com seus quadros para retomar
o controle do velho manda brasa. Não conseguindo passar a perna em El Carecon,
Raupp e sua esposa Marinha Raupp podem deixar o partido a qualquer momento, já
que não são parlamentares e, por isso não podem ser punidos. Já, Mosquini terá
que esperar a janela partidária de abril para buscar uma outra legenda já que
se declara bolsonarista raiz e se sente incomodado num partido alinhado ao Palácio
do Planalto
Vices em ação
Existem
vários parlamentares buscando uma indicação de candidato a vice-governador numa
chapa de ponteira em Rondônia. Cito de imediato, os deputados federais Mauricio
Carvalho (União Brasil) e Lucio Mosquini (MDB). Mauricio com grandes chances de
uma indicação, já que comanda o União Brasil, mas seu partido tem como candidato
a governador o vice-governador Sergio Gonçalves, considerado presa fácil no
cenário político estadual pelos demais concorrentes. Já, Lúcio Mosquini, se depender
do MDB, terá só um pé nos glúteos, já que esta em desacordo com o cacique Confúcio
Moura.
Com dificuldades
Constato
que o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves (PSDB) e o atual prefeito de Cacoal
Adailton Fúria (PSD) estão em dificuldades para montar suas chapas na disputa
ao governo estadual e na escolha de seus candidatos a vice e dois postulantes
ao Senado, embora possam contar com nominatas competitivas a Câmara dos Deputados
(Expedito Junior e Joliane Fúria, por exemplo) e Assembleia Legislativa, onde Fúria
conta com o campeão de votos da eleição passada, o deputado Laerte Gomes.
Ocorre que os dois nomes, tanto Chaves como Fúria, não estão no rol da condição
de favoritos, como é o caso do senador Marcos Rogério (PL).
As projeções
As
projeções iniciais não são nada boas para o tucano Hildon Chaves e o alcaide Adailton
Fúria. Ocorre que Hildão não conta com capilaridade eleitoral no interior do
estado, onde se encontram dois terços do eleitorado rondoniense. Embora a
capital tenha um terço dos eleitores do estado, sempre se divide. No caso de Adailton
Fúria, uma liderança promissora, seu prestigio é mais restrito a região do Café
e proximidades. O melhor seria os dois se unir numa boa chapa, mas ambos não
aceitam a condição de vice. Só concordariam numa possível aliança sendo a cabeça
de chapa.
Via Direta
*** Raramente um candidato ao Senado que
foi governador perde uma eleição. Vejam o retrospecto em Rondônia: Waldir
Raupp, Ivo Cassol e Confúcio Moura. José Bianco também foi senador antes de ser
governador ***
Com estes antecedentes o candidato chapa branca em Rondônia, ao Senado em 2026,
o governador Marcos Rocha vai entrar tranquilo nesta disputa que se avizinha *** Se as coisas correrem assim, sobrará
apenas uma cadeira para ser disputada entre dentadas pelos demais candidatos, casos
de Fernando Máximo, Silvia Cristina, e Bruno Scheidt, este abençoado pelo ex-presidente
Jair Bolsonaro *** Lembrando que Bolsonaro foi um pé frio na campanha de
Mariana no ano passado. Um pé de coelho as avessas.
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