Quarta-feira, 19 de julho de 2023 - 08h15

Parece
incrível que apesar dos recordes batidos pelo campo na produção de alimentos o
número de brasileiros que passa algum grau de fome tenha aumentado de 39
milhões de pessoas em 2019 para 70,3 milhões atualmente, 48 milhões com
crianças e sem condições de fornecer alimentação adequada a elas.
É
evidente que a pandemia teve muito a ver com essa piora social, mas é
impossível não ver que o atraso nacional, as desigualdades, a corrupção que
consome boa parte dos recursos públicos e os embaraços impostos ao setor
produtivo – dentre os quais a infraestrutura – estão claramente na raiz desse
problema.
As
pessoas mais lúcidas deste país terão que se mobilizar para que a fome seja
derrubada rapidamente, mas isso implica união. Embora não haja um só político
que aceite a fome e a defenda, há uma enorme falta de apetite para a formação
de um projeto de nação, uma agenda emergencial de união do país para dar
combate implacável às causas de seus problemas.
Não
adianta esperar que eleições resolvam. A alternância no poder é saudável e
democrática, mas tem no Brasil o vício de colocar as políticas de seita à
frente das políticas de Estado. Só com o banimento dos prevaricadores, que não
cumprem deveres, e golpistas, que atacam a Constituição, será possível conter a
voracidade de quem usa o Estado em benefício próprio. Manter tal quadro calamitoso
contribui para manter a fome no país.
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A paternidade
Com
a decisão do Ministério dos Transportes em lançar o edital para a contratação de
empresas para a construção da ponte binacional em Guajará Mirim, na divisa com
a Bolívia, se intensifica a disputa pela paternidade do empreendimento pelas
lideranças políticas regionais. Sempre as coisas foram assim nestas bandas,
lembrando que a peleja pela paternidade de pontes já aconteceu com as obras das
pontes tanto na BR-319, ligando Rondônia ao Amazonas, como na BR 364, na altura
do Abunã, onde a rodovia precisou ser elevada alguns metros com aterros para
reduzir o risco de novas interrupções.
O afastamento
Com o afastamento do prefeito de Ji-Paraná Esaú
Fonseca (União Brasil), o MDB retomou a segunda mais importante prefeitura de
Rondônia, conhecida como Palácio Urupá. Com apetite de poder, o alcaide que assumiu,
o ex-vereador Joaquim Teixeira, já tomou posse detonando os atuais secretários
da gestão de Esaú e uma grande leva de cargos comissionados, que são aqueles
servidores de confiança dos prefeitos. Se fizer o que rolou em Candeias, uns
400 vão para a rua nos próximos dias. Muita gente urrando, choro e ranger de
dentes em Jipa.
Antigos
hábitos
Antigos hábitos portovelhenses estão sendo abandonados
pela população diante de uma criminalidade insana, com tantas execuções nas
calçadas dos bares e lanchonetes, provocadas pelos embates entre as facções
criminosas que disputam o mercado de drogas, seja na região central, ou nos
bairros mais populosos da Zona Leste ou da Zona Sul. O costume de se reunir ao
final da tarde e no início da noite, em frente das calçadas está indo pelas
cucuias, foi abolido. E quando surgem duas pessoas com capacetes em motos
passando pelas ruas todo mundo já fica alarmado, correndo como coelhos assustados
para suas tocas
Filhos
pródigos
Lideranças do PP, Republicanos, PL e demais
partidos do Centrão, que estiveram nos governos Lula 1, Lula 2, Dilma, Temer e
se aliaram ao governo Jair Bolsonaro na gestão passada estão voltando às pencas
para os braços do Lulapetismo. De um lado, senadores e deputados federais
querendo encher os bolsos e vitaminar suas emendas parlamentes, de outro o
governo Lula precisando da chamada governabilidade e da aprovação de seus
projetos no Congresso Nacional. É mais um presidente de joelhos para o
Congresso Nacional, num semipresidencialismo descarado.
É para
valer!
Diante do desgaste para a primeira comissão
parlamentar de inquérito formada para investigar os carteis de combustíveis em Porto
Velho e a inciativa da Assembleia Legislativa de tomar a frente as
investigações, os vereadores de Porto Velho que impediram a imprensa de participar
da primeira reunião com diretores e proprietários de postos de gasolina
decidiram voltar as atividades de “investigação”. A população anda desconfiando
de políticos, porque muitas apurações acabam em pix e a coisa não dá em nada.
Já dizia o falecido senador Ronaldo Aragão: “CPI é o caminho mais rápido para
lugar nenhum”. Será?
Via
Direta
*** Os
boatos sobre passaralhos, “quedas do cavalo” e até prisões por corrupção
atormentam políticos de esferas graduadas em Rondônia *** Não bastassem
tantos prefeitos afastados por corrupção, vem aí pau na moleira, a qualquer
hora, a qualquer momento, por grandes desvios
de recursos públicos *** Mesmo com pagamento em dia dos servidores
municipais, estaduais e federais em Porto Velho, o comércio varejista está
urrando ***Uma virose potente, atingindo seriamente as gargantas dos
terráqueos da capital rondoniense deu lucratividade as farmácias nas últimas
semanas*** Quem possuir imóvel
residencial disponível até R$ 2 mil procurem as imobiliárias que estão
garimpando casas para alugar. Acima deste valor a procura desabou de vez.
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