Terça-feira, 23 de dezembro de 2025 - 08h10

Quando
a rede MapBiomas revela que em 2024 a temperatura na Amazônia ficou 1,5 graus
celsius acima da média dos últimos 40 anos, um recorde de calor, o lulismo
entra em uma nova etapa, que é aceitar como possível conciliar a proteção
ambiental com a exploração de petróleo na foz do Rio Amazonas.
O
lulismo nasceu como voz discordante da ditadura militar e caiu nas boas graças
do ideólogo do regime, o general Golbery do Couto e Silva, que recomendou dar
trela publicitária ao líder sindical. Projetar o negociador Lula era preferível
ao regime em declínio a suportar a vitória eleitoral de Leonel Brizola, cujo
perfil indicava uma revanche caso chegasse à Presidência.
Com
a Constituição de 1988, que deu poder ao Centrão, nenhum presidente poderia
tentar a volta à ditadura sob pena de cair. E assim foi, de fato, com a
cassação de Fernando Collor e a deposição de Dilma Rousseff e suas pedaladas.
Bolsonaro não caiu, mas não se reelegeu: seus planos esbarraram no Congresso.
Lula,
por sua vez, só não caiu por ter ótima capacidade de negociação, testada a cada
traquinagem do presidente da Câmara, Hugo Motta, ou rompante do presidente do
Senado, David Alcolumbre. Aliás, Lula só apoiou a exploração do petróleo na foz
do Amazonas porque essa foi uma exigência de Alcolumbre. Com essa manobra o
lulismo entra na fase da conciliação entre contrários. Se a tática der certo,
poderá obter mais um mandato.
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Anuncio oficial
Rogo
encarecidamente que os políticos caprichem mais nas suas encenações para também
me iludir. Esta historinha do governador Marcos Rocha desistir de disputar o
Senado, permanecendo a frente do Palácio Rio Madeira e sustar as candidaturas
da esposa Luana Rocha a Câmara dos Deputados e do maninho Sandro Rocha a
Assembleia Legislativa não colou. Para que a decisão da desistência da peleja
ao Senado tenha mais credibilidade que ele faça um anuncio oficial. Por
enquanto o que vejo é um jogo de pressão sobre o vice-governador Sergio Gonçalves
que assumiria cargo, para que ele Rocha fique com a fatia do leão do novo secretariado
na ascensão do seu vice.
Tudo na mão
Imagine
o caro leitor, se você tivesse liderando as pesquisas ao Senado, sua esposa com
toda máquina estadual para se eleger a deputada federal e o maninho Sandro
Rocha com toda a força do Detran,
desistiria e faria toda a sua família cair fora da disputa? Os políticos não
são tão generosos assim, ainda mais em Rondônia onde tudo mundo gosta de formar
clãs políticos, de prefeitos a governadores. Por conseguinte, que Rocha faça um
anuncio público, convoque uma coletiva e faça seu anuncio oficial para dar mais
crédito a sua permanência.
Poder feminino
Com
tantas mulheres disputando cargos eletivos no ano que vem - de deputada estadual
ao Senado – a perspectiva é que a mulherada amplie muito a representatividade
nas casas legislativas. No âmbito da Assembleia Legislativa, todas as quatro parlamentares
vão a reeleição. Tanto Ieda Chaves (Porto Velho), como Rosangela Donadon
(Vilhena), Dra. Tássia (Guajará Mirim) como Claudia de Jesus (Ji-Paraná) já estão
no trecho. Na esfera federal, segue a reeleição a deputada federal Cristiane
Lopes (Porto Velho), sendo a deputada Silvia Cristina pelejando uma cadeira ao
Senado.
Muitas predadoras
Mas
atuais parlamentares, favoritas para o pleito 2026, estão alvo de predadoras
com as garras afiadas e já estão em campo. Vou citar algumas delas: para a Câmara
dos Deputados, por exemplo, Joliane Fúria (Cacoal), Jaqueline Cassol (Rolim de
Moura), Sofia Andrade (Porto Velho), Euma Tourinho (Porto Velho). Ao Senado, casos
da deputada federal Silvia Cristina, a ex-deputada federal Mariana Carvalho
(Porto Velho) com excepcionais votações obtidas ao Senado em 2022 e a
prefeitura de Porto Velho em 2024. Predadoras das deputadas estaduais? Tem
desde Cassia das Muletas em Jaru, ex-deputada estadual, a ex-prefeita Daniela
Amorim em Ariquemes e tantas espalhadas por todo o estado.
A renovação
Predadores
e predadoras dos atuais deputados estaduais e federais de Rondônia apostam no
desgaste dos parlamentares na Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados
para se darem bem no pleito 2026. De fato, as legislaturas atuais foram falhas
desgastando a imagem das duas asas de leis. Os oposicionistas acreditam numa renovação
de até 70 por cento dos representantes no parlamento estadual e na bancada
federal. Como em Brasília, os deputados federais Silvia Cristina, Fernando
Máximo vão disputar o Senado, a renovação começa por aí. Na Assembleia Legislativa
começa pela inegibilidade dos deputados Jean de Oliveira e Neiva de Carvalho.
Nas pelejas
Os
predadores dos federais estão por todo lado. Na região sul do estado, polarizada
por Vilhena, são rivais dos federais Natan Donadon, Wiveslando Neiva (Cerejeiras),
o ex-secretário da agricultura Padovani, liderança ligada ao agronegócio com
sustentação política do deputado estadual Luizinho Goebel. Na região da Zona da
Mata, já citei as predadoras da região e ainda tem o ex-senador Expedito
Junior, e o ex-deputados federal Luís Claudio. Na região central os ex-prefeitos
Esaú Fonseca e Jesualdo Pies, na bacia leiteira o predador da região do
deputado Lucio Mosquini é o ex-prefeito José Amauri, de Jaru. E por aí vai, em
Porto Velho temos
Predadores
as dúzias. Falo deles nas próximas colunas.
Via Direta
*** Manaus prepara mais uma atração turística
na metrópole amazônica. Trata-se do Parque das Águas um projeto do consagrado
arquiteto Oscar Niemayer, já falecido *** Manaus concentra a fatia do leão dos turistas
na região amazônica, Porto Velho uma porção de filho enjeitado *** A Assembleia Legislativa do estado entra
em recesso e com isto a apreciação do orçamento 2026 fica mesmo para o ano que
vem. Mas a casa de leis também pode ser convocada para sessões extraordinárias,
caso o governador Marcos Rocha necessite de urgência em alguns projetos *** Os
deputados estaduais se despedem do ano legislativo já pensando na eleição 2026.
A maioria apostando a reeleição, mesmo os parlamentares do alto clero como Laerte
Gomes e Alex Redano.
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