Quinta-feira, 7 de novembro de 2024 - 10h35

Donald Trump venceu a eleição para a
presidência dos Estado Unidos, apesar de todas as pesquisas eleitorais (eu
disse todas) apontarem empate técnico entre o republicano e a democrata Kamala
Harris. Como empate técnico, cara pálida, se Trump chegou pilotando um caminhão
de votos na frente de sua adversária. Matou dois coelhos com uma votação só, ou
seja, derrotou Kamala e os institutos de pesquisa eleitoral, que ficaram
desmoralizados.
Na eleição para a prefeitura de Porto Velho,
institutos de pesquisa eleitoral indicavam vitória da candidata Mariana
Carvalho (União Brasil) no primeiro turno. Erram. Houve segundo turno, sim, e
os adivinhos da vontade social foram obrigados a engolir a própria empáfia. No
segundo turno, mais uma escorregada feia. Disseram que Mariana Carvalho seria
eleita com uma pequena margem de votos. Deu Léo Moraes (Podemos) na cabeça, com
mais de trinta mil votos de diferença.
Como se vê, não é só no Brasil que institutos
de pesquisa eleitoral são contrariados pelos resultados das urnas. Os gringos
também derraparam. E feio. Perdoem-me os especialistas no assunto, mas se eu
não acreditava muito em pesquisa eleitoral, depois dessas mancadas, agora é eu
não confio mesmo.
Depois de demonizar Donald Trump nas redes
sociais, o presidente Lula não escondeu sua preferência pela candidata Kamala
Harris. Teria dito, inclusive, que, em caso de vitória de Trump, não
cumprimentaria o futuro presidente dos Estados Unidos, mas parece que foi
dissuadido. Trump retornou à Casa Branca.
E agora? O presidente Lula bem que poderia ter ficado calado.
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