Quarta-feira, 19 de agosto de 2009 - 09h21
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem (18) que a negociação de mudanças no Código Florestal entre ambientalistas e ruralistas continua muito difícil.
Quatro meses após o que chamou de aliança histórica entre ecologia e agricultura familiar, o ministro disse que a área ambiental ainda está em desvantagem, principalmente no Congresso Nacional, onde a bancada ruralista tem mais força.
A situação continua muito difícil. Tivemos avanços, mas estamos muito longe ainda de resolver a situação, disse durante encontro com os representantes de movimentos sociais ligados à reforma agrária. Estou moderadamente otimista, disse.
Segundo Minc, a discussão sobre as mudanças no Código Florestal está sendo conduzida agora por um grupo chefiado pela Casa Civil, com os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário.
Antes, um grupo formado pelos três ministérios, mais parlamentares e a sociedade civil era responsável pelas conversas, mas foi desfeito pelo ministro da Agricultura, Reinholds Stephanes, após os desentendimentos com Minc. Em outra ocasião, a negociação também ficou comprometida após Minc chamar os grandes produtores de vigaristas em um evento público.
Minc disse que a Casa Civil trabalha uma proposta baseada em 22 pontos acertados entre o MMA e o MDA para os pequenos agricultores, entre eles, a soma da area de preservação permanente (APP) e da reserva legal no cálculo da parte da propriedade a ser preservada, o uso de espécies não nativas para a recomposição do que foi desmatado com a utilização de árvores frutíferas, por exemplo e a simplificação da averbação da reserva legal.
Algumas das medidas poderão ser estendidas aos médios e grandes agricultores, segundo Minc. O grupo interministerial não tem prazo para apresentar um texto, mas o ministro espera que, em setembro, o governo tenha um primeiro parecer sobre o assunto. A ideia é regulamentar parte das mudanças sem depender do Congresso Nacional, com a edição de decretos presidenciais e resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
Ainda estamos em desvantagem. No Congresso, a competição é francamente desfavorável. A bancada ruralista é mais mobilizada, disse. Minc afirmou que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem aproveitado grandes encontros e feiras de agricultores pelo país para espalhar o pânico entre os produtores sobre as mudanças na legislação ambiental.
Fonte: Agência Brasil
Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
Ecobags para coleta de garrafas PET são doadas pela prefeitura de Porto Velho
Aquela garrafa PET vazia, que muitas vezes acaba esquecida em casa, pode ganhar um novo destino.A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Mu

O Crea-RO e a WR Ambiental apresentaram ao prefeito de Porto Velho um projeto sustentável voltado à coleta de resíduos recicláveis durante eventos d

Cultura, tecnologia e saber popular em ação de plantio e muvuca da Ecoporé no Nova Conquista
O Carnaval de Porto Velho será lembrado não apenas pelo ritmo nas ruas, mas pelas raízes que agora crescem no solo do Assentamento Nova Conquista. A

O Ministério Público Federal (MPF) obteve sentença da Justiça Federal em Rondônia que condenou a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e a
Quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)