Sábado, 31 de março de 2012 - 11h03
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A campanha sucessória 2012 sequer começou em Porto Velho, mas será lembrada pelas reviravoltas. Tudo começou com a Operação Termópilas, da Polícia Federal, que tirou do páreo nomes considerados de ponta, como os deputados estaduais Zequinha Araújo (PMDB), Epifânia Barbosa (PT) e Valter Araújo (PTB) que lideravam as primeiras pesquisas ao final de 2011.
Em seguida, nomes que anunciaram a intenção de disputar a prefeitura de Porto Velho, do porte do ex-governador João Cahula (PPS) e Ivan Rocha (PP), acabaram renunciando. No PMDB, o secretário de Obras Abelardo Castro e o ex-vereador David Chiquilito desistiram de concorrer em nome da unidade partidária, indicando como nome de consenso o médico José Augusto.
A última reviravolta aconteceu agora, com a dissolução do “Frentão”, a aliança suprapartidária que reunia o PR de Miguel de Souza, o PSDB de Expedito Júnior, o PSD de Hermínio Coelho e o PV de Lindomar Garçon. Com tantos tigres no mesmo capão, a coisa desandou. Agora, cada partido terá seu próprio postulante e as discussões neste sentido já foram iniciadas.
O racha do “Frentão” é decorrente da aspiração dos militantes tucanos projetarem caminho solo. Como não bastasse, no PSD, o deputado estadual Hermínio Coelho, atual presidente da Assembléia Legislativa, já não esconde a intenção entrar na peleja de outubro. Por último, o Partido Verde, que já contava com um pré-candidato, o ex-deputado Lindomar Garçon, acabou exibindo mais um nome: o vereador Marcelo Reis.
Com tantas alterações no quadro sucessório, o que se vê já é uma corrida maluca. Constatando que partidos de ponta como o PMDB e o PT estão rachados, Mauro Nazif, o favorito quase isolado, as pequenas legendas estão se unindo para lançar o nome do vereador Mário Sérgio (PMDB). O novo – mas a pintura original é chapa-branca - é o apelo dos estrategistas nanicos. É, também, uma opção palaciana se Cláudio Carvalho não decolar..jpg)
Com tudo indefinido, o panorama político na capital só deve começar a clarear depois das prévias do PT e do PMDB. Mesmo assim muitas decisões estão sendo chutadas para as convenções finais – caso dos Democratas - que serão realizadas durante o mês de julho.
Na primeira pesquisa do ano, Mauro Nazif (PSB) largou na frente, tendo na cola os nomes de Lindomar Garçon (PV) e Fátima Cleide (PT). Mas não existe nenhuma sondagem atualizada, mesmo porque novos nomes surgiram de janeiro para cá, como do apresentador Dalton di Franco e do empresário Vanderlei Oriani (PDT) e, de Hermínio Coelho (PSD) de José Augusto, Valni Cavalheiro e Edson Duarte (PMDB), além de Pimenta de Rondônia e do pastor Isaias (PSOL). Do meio tucano foram projetados os nomes da vereadora Mariana Carvalho e do promotor Ivo Benitez.
Não bastasse tudo isso, os Democratas devem apresentar o seu ungido, que está sendo escolhido a dedo no meio empresarial e o PP esta ensaiando a escolha do médico Amado Rahal.
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Três médicos na disputa
Porto Velho já contou no passado com médicos a frente do Palácio Tancredo Neves, sede do governo municipal, como foi o caso de Jacob Atalah nos anos 70. No entanto, a eleição de 2012 poderá registrar um recorde histórico com três deles participando da peleja: José Augusto (PMDB), Mauro Nazif (PSB) e Amado Rahhal (PR).
Desde que Porto Velho foi ratificada como capital do estado em 82, na primeira eleição direta em 85 predominaram os advogados: Jerônimo Santana e Tomás Correia. Já, Chiquilito Erse, eleito em 88 era economista, José Guedes seu sucessor, em 92 contador, Carlinhos Camurça empresário e Roberto Sobrinho professor. A outra curiosidade é que de todos eles, somente um rondoniense da gema: Carlinhos Camurça de Guajará Mirim.
Eleições em dois turnos
Pelo quadro ora apresentado será extremamente difícil a capital definir seu prefeito num turno único. Com a fragmentação das alianças políticas e tantos candidatos despontando, a projeção é de uma eleição em dois turnos, com uma final imprevisível, mais uma vez, já que surpresas é o que mais tem ocorrido em Rondônia nos últimos pleitos.
Com cerca de 270 mil eleitores, Porto Velho também vai eleger 21 vereadores na eleição de outubro, e o outro lado curioso desta situação é que muitos políticos que já foram deputados estaduais e que caíram em desgraça perante o eleitorado nos últimos anos vão tentar a sorte visando a ressurreição nas urnas.
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| Cláudio Carvalho, favorito nas prévias de abril, tem apoio do prefeito |
A cartilha chamando derrota
Esta se tornando uma tradição entre os políticos fortes e personalistas lançarem candidatos fracos, sem muita densidade eleitoral, para serem derrotados, não deixando com isso surgirem lideranças emergentes ao seu redor. O que o então governador Ivo Cassol fez ao lançar João Cahula em 2010, preterindo Expedito Júnior, já era uma prática acentuada entre os prefeitos de Porto Velho. O falecido Chiquilito Erse facilitou a vida do adversário José Guedes ao lançar a sua sucessão o médico Vitor Sadeck em 92. Da mesma forma, Guedes lançaria contra Chiquilito em 88, um nome na época pouco conhecido, o também médico Sérgio Carvalho, para ser derrotado igualmente. Uma retribuição...
No quadro atual, o prefeito Roberto Sobrinho, mostra um comportamento mais ou menos parecido ao de Cassol, ao do falecido Chiquilito e ao de José Guedes: demonstra interesse em apoiar o baixo clero Cláudio Carvalho – teve as contas rejeitadas na última campanha e corre o risco de nem poder ser candidato - de em detrimento da ex-senadora Fátima Cleide, mais densa eleitoralmente.
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