Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 - 08h15

Nossa
bandeira jamais será vermelha, sem dúvida, mas “Brasil” significa madeira
avermelhada, da cor da brasa. A ibirapiranga é só uma espécie parecida, pois a
original está extinta, mas dela veio o nome do país. Era abundante nos tempos
do domínio português e por ser explorada sem cuidados com a preservação desapareceu
de várias regiões, enquanto escasseava em outras.
Atualmente,
o Brasil tem um grande patrimônio em terras raras. Por país, o segundo maior
volume de TRs, só abaixo da China. Sua exploração traz grandes riquezas, como
bem demonstra o magnífico salto econômico chinês, mas a descontinuidade
governamental do Brasil, decorrente da polarização, levou ao atraso nacional e
ao baixo aproveitamento desses minerais.
Agora,
entretanto, a grande procura pelas TRs e a necessidade de sua rápida exploração
trazem desafios que não podem ser vencidos sem um pacto nacional para a
resolução dos problemas encalacrados. Hoje, no Brasil, cada problema vira uma
queda de braço intransigente entre duas ou mais correntes sem interesse em
chegar a um consenso. Como aconteceu com o pau-brasil, que deu riqueza a
Portugal, mas não serviu aos interesses do povo brasileiro, corre-se o risco
com as TRs de o Brasil ter a segunda maior reserva mundial e um indesejável
baixo aproveitamento.
Nossa
bandeira não precisa ter o extinto pau-brasil vermelho, mas o bom futuro do
país exige aproveitar melhor as TRs.
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Baita crescimento
Do
Rio Grande do Sul ao Amazonas, o PSD, um partido criado pelo articulador
Giberto Kassab, sem dúvidas é uma das legendas que mais cresceram nos últimos
anos no cenário nacional. Nos últimos meses abocanhou governadores como Eduardo
Leite no Rio Grande do Sul, Ronaldo Caiado, em Goiás e mais recentemente o
coronel Marcos Rocha, de Rondônia, egresso do União Brasil. É uma legenda confortável,
muitas vezes dúbia, já que ao mesmo tempo está instalado no governo de São Paulo
com o governador Tarcísio de Freitas e simultaneamente na base aliada do
presidente Lula com pelo menos três ministros.
Dividas pendentes
Eu
fico me perguntando quem legou as dividas perante a justiça eleitoral do PSDB
fato que poderá impedir a sigla de lançar candidatos para as eleições de
outubro. Os antigos dirigentes – as suspeitas recaem em cima do ex-presidente
do partido Expedito Junior e do clã Carvalho – não dizem nada. O atual
comandante do PSDB, o ex-prefeito Hildon Chaves, possível candidato a governador
está se transformando no “pato” da legenda, embora resistindo acabará saindo
dos seus bolsos quase R$ 500 mil para liquidar as pendencias tucanas. Bom
cabrito, Hildão não berra, mas deveria denunciar os charlatões.
Volta do recesso
O
Congresso Nacional, as assembleias legislativas e as câmaras municipais estão
voltando as atividades depois do período do recesso parlamentar. Passou da hora
de vereadores, deputados estaduais, federais e senadores assumirem suas responsabilidades
e discutir uma reação aos graves problemas de segurança pública que o País está
vivendo. A coisa é tão grave que em muitas cidades e distritos, na falta de
autoridade para refrear o crime, os cidadãos se obrigam a recorrer aos xerifes
das facções criminosas. Isto mesmo. Você é roubado ou assaltado e ao invés de
ir à Delegacia ou ao Batalhão da PM é obrigado a encaminhar sua denuncia a
liderança local do crime organizado para resolver a coisa. E geralmente a coisa
é resolvida. Alô Extrema! É coisa de louco!
Novas rodoviárias
Com
apoio do governo do estado, as municipalidades de Ariquemes, que tem no seu
comando a prefeita Carla Redano e a de Cacoal, sob as rédeas do atual prefeito
Adailton Fúria estão tocando as obras de suas novas rodoviárias. São dois
prefeitos bem avaliados inclusive Fúria, agora candidato chapa branca do governo
estadual com a recente filiação do governador Marcos Rocha. Em Ariquemes, além
da nova rodoviária, as esferas governamentais estão construindo um moderno
aeroporto para atender todo o Vale do Jamari. Num contraponto, se vê que existem
muitos recursos para obras, mas insuficientes para a saúde pública, um flagelo
em todas as administrações públicas deste estado.
Chapas ao Senado
Na composição
das chapas ao Senado em Rondônia, se vê o favoritíssimo senador Marcos Rogerio,
postulando o palácio Rio Madeira, bem à frente dos adversários. Ele já tem
chapa pronta, com seus dois postulantes ao Senado, que são o deputado federal Fernando
Máximo (Porto Velho) e o pecuarista Bruno Scheidt, apoiado diretamente pelo
ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar o cargo. Imagino, que o candidato
chapa branca Adailton Fúria, possivelmente vai atrair a deputada federal Silvia
Cristina, atualmente no PP, para pilotar uma das duas candidaturas. A segunda
postulação poderá ser do próprio governador Marcos Rocha, se deixar o cargo até
abril, como exige o prazo de desincompatibilização.
Via Direta
*** O pastor Sebastião Valadares já
corre trecho buscando uma cadeira à Câmara dos Deputados nas eleições de
outubro. Tem grande penetração no meio evangélico *** Ainda em recuperação,
o ex-ministro da Previdência Amir Lando fortalece a saúde para entrar na disputa
de cargos eletivos. Ele tem histórico no MDB, mas não se sabe se permanecerá no
partido *** Com a segurança pública melhorando
na região central, o governo Marcos Rocha está dando o pontapé inicial para a
revitalização do abandonado centro histórico *** Estamos no ápice do
inverno amazônico e com isto a situação das estradas vicinais em Rondônia tem se
agravado.
Quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)
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Peixões na redeQuando for contada no futuro a história da polarização Lula x Bolsonaro, uma das conclusões será que apesar de seus adeptos se vigia

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