Terça-feira, 23 de setembro de 2025 - 16h10


Depois do julgamento do Bolsonaro e sua trupe, Barroso
que sequer votou deu o ombro à ala topa tudo do STF com o “pensamento digitalizado”,
uma espécie de prova incontestável de suposto crime sem prova. Não se trata da
“teoria do domínio do fato” lá do Mensalão. Para ele o pensamento digitalizado
valida narrativas com prints, áudios, vídeos, suposições, delações, etc. em lugar
de provas concretas. É a verdade empírica com algoritmos, plataformas e muita criatividade
para levar à crença que registros digitais e suposições são suficientes para confirmar
qualquer coisa ao arrepio da lei, dos fatos descontextualizados pela
manipulação e inserção de evidências inexistentes. A novilíngua de George Orwell
virou a fantasia atual do judiciário disseminada nos processos do 8/1 e vai
criando novas jurisprudências no novo “Supremo Ministério da Verdade” com seus togados.
Lamentavelmente o STF fulmina o rigor e os ritos processuais e pode fulminar
juízes substituindo-os pelas redes
sociais, plataforma, IA, algoritmo, internet, como se fosse possível, mesmo os
que iludiram as sabatinas escamoteando o tal notável saber jurídico. É broca!
1.1-
Missa de
sétimo dia da anistia ou outro “gópi”

O que fazer depois que a votação da anistia
explodiu na Câmara dos Deputados? Pajelança ou missa negra com os cadáveres
políticos insepultos? A opção trouxe a fina flor do “bas-fond”: Hugo Mota,
Paulinho da Forca, Lule, GMendes, AMoraes, Aecinho que é só o pó da gaita e R$10,3
bi para comprar congressistas resilientes ou os pouco maleáveis “pero no
mucho”. A esquerda já treinou o grito antifascista de Dolores Ibárruri - "¡No
pasarán!" - que entra no lugar dos surrados “sem anistia”, “é gópi” para entoar
no Congresso, entrevistas e pelos dos togados empedernidos em $eu$ pronunciamento$ diários pelos jornai$
e TV$ amiga$. "¡No pasarán!", grito de ordem em castelhano língua
mais alinhada com El Foro de San Pablo, Caribe e Latino América. Cai o PL da
anistia com Bolsonaro livre, surge o PL da Dosimetria e ganha Mota “o fein da
Paraíba”, que tira o pepino de sua mochila e enfia (ui!) na do Paulinho. Do alto
do mastro, na casa do c(*)ralho, fujo da mira do uropígio da gaivota que quer c(*)gar
na minha cabeça e vejo a anistia subindo no telhado e a PEC da blindagem idem.
Fácil de entender: Paulinho tem a força, Lula tem a grana e o STF tem além dos processos
de parlamentares nas gavetas, coragem e certeza da impunidade para mostrá-los
ou escondê-los. A chance é quase zero de anistiar o Biroliro. A esquerda espertíssima
tungou de vez a pauta da anistia que vinha apanhando mais que tapete em dia de
faxina e deve bater com gosto de gás na família do Bozo, na PEC da Bandidagem -
esse nome foi um achado propício como palavra de ordem - e massificar “O Brasil
é dos brasileiros”. Isso explica em parte o povo na rua no domingo. E sem essa
de que a esquerda flopou. Nada disso. E há o efeito Trump negativo. Bater no
Lula, no STF ou no Brasil cria a empatia num povo que nunca morreu de amores
pelos EUA. A guerra está em andamento, mas Trump tem cartas na manga e zero
pejo em usa-las. Para Zé de Nana “tá coisado!”
1.1- Imprensa “porca-voz” e os bonecos
de ventríloquo?

Não há custo adicional e funciona. Se o governo
precisa soltar um pegaleso, balão de ensaio e colocar pilha num tema, o caminho
mais fácil é a imprensa dócil, faceira e domesticada. Sempre surte efeito apesar
da falta de credibilidade fruto das redes sociais desmentindo o fato, o governo
ou ambos. Vejamos o caso da anistia. Hugo Mota foi jantar na casa de certo
ministro que você sabe quem é e “recebeu a letra” de que sua família tem
processos nos escaninhos do judiciário e que podem surgir do nada. Mota quase
ficou careca, travou nas quatro puxou o freio, deu um cavalo de pau e mudou a
conversa. Agora, segundo ordens de você sabe quem, deu ao Paulinho da Forca,
condenado a mais de 10 anos, mas que se salvou com mandato e tudo por você sabe
quem, a relatoria do PL da Anistia ou da Dosimetria. O STF conversou na surdina
e sem ler ou ver, passou para a “livre, leve e bem paga” que tudo isso aí é inconstitucional.
E o PL ainda nem existe. Bonecas de ventríloquos e velhos canalhas fizeram o
combinado. Para o STF o caso está morto, enterrado e podem rezar missa de 7º
dia. O Congresso é nada. ¡No pasarán! É a treva véio.
1.1-
Fumaça ninja democrática

Enquanto um grupo de parlamentares se dedica a desvendar
o que existiu ou ainda existe com o roubo do INSS, – e vai ter mais – outro
grupo se dedica a descobrir o que existiu ou ainda existe no STF, – e vai ter
muito mais e não só com Tagliaferro que é a ponta do iceberg – a imprensa
dócil, cordata e regiamente aquinhoada faz de conta que nada existe. Mas no
Congresso o pau de bater em doido pinta a cada reunião apesar da ajuda do STF a
destampar a panela e diminuir a pressão com despachos para que os ladrões não sofram
o desgosto de entregar a rapadura e saírem presos. HC preventivo mesmo gratuito
resolve a vida de muitos. E o povo para que o povo saiba pouco ou nada dos
temas difíceis? Usar a velha técnica ninja da bomba de fumaça com militantes berrando
“sem anistia”, “não à PEC da Bandidagem”, a campanha maciça “Brasil dos
brasileiros” e a guerra anti-Trump. Disse
a Hannah Arendt diz que a eleição um inimigo poderoso para abater, aliada à ausência
do pensamento crítico, leva à banalização do mal. A semelhança não é
coincidência. E o Brasil continua como um bêbado tropeçando na rua. Não se sabe
se está indo para casa ou voltando ao bar. E somos dependentes do bêbado...
1.1-
Quem fala o que quer ouve o que precisa ouvir

Sêo Lule pela 11ª
vez abriu o evento e abe quão desimportante está a velha ONU. Criativo, falou o
que prega aos quatro ventos, foi polêmico e encarou o Laranjão.
Multilateralidade, voz do sul global e só escorregou quando citou criminalidade
e terrorismo. O discurso que se esperava com Lula aplaudido como um “encantador
de serpentes”. Trump, entrou falando mal da ONU, das guerras, e enaltecendo-se
com a America First. Foi negacionista com o clima, a cultura verde para a
energia e economia. Citou diretamente o Brasil que está andando errado e só
terá sucesso se ficar com os EUA. “Eu estava entrando e o líder do Brasil
saindo. Eu o vi, ele me viu e combinamos falar semana que vem. Não houve tempo,
20 segundos. Foi uma boa conversa. Ele parece um bom homem. Tivemos uma química
excelente”. A diplomacia by Trump é assim, mas a linha de sanções não parou. Lula
disse as verdades que queria e agora aguarda os próximos capítulos da novela pela
Globo.
1.6-Fim
de papo

Que coisa... O tempo reservado para o discurso na
ONU é de 15 minutos. Trump falou uma hora. Disse Zé Nana: “ta na casa dele pagando
tudo gente”. Que coisa...
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