Terça-feira, 1 de julho de 2025 - 13h21
O futebol, hoje, como todas as
coisas é globalizado. É verdade que, até por uma questão econômica, a Europa
apresenta-se como num patamar superior, mas, esta copa tem demonstrado isto,
futebol se joga é dentro das quatro linhas e lá, muitas coisas, fogem da questão
de estrutura, do talento dos jogadores e até da capacidade dos técnicos.
Entram, de forma decisiva, fatores como o psicológico, as circunstâncias e a
sorte. Porém, de uma forma geral, o jogo está muito equalizado. Uma coisa
provada no atual mundial é que não existe jogo fácil. Somente um time, aliás de
amadores, o Auckland City, esteve fragilizado nos seus jogos. Todos os outros
times, mesmo quando perderam, deram trabalho aos adversários e demonstraram
terem jogadores de qualidade. A visão, por exemplo, de que os times da América
do Sul estavam num nível inferior se dissolveu com o Botafogo impondo uma
derrota ao favorito maior do torneio, o PSG, que havia estreado
esplendorosamente metendo 4x0 no Atlético de Madrid. Mas, uma demonstração
clara de que há diferença, mas não tanta é que, até agora, dos sete jogos
realizados entre os times brasileiros e europeu, três foram vencidos pelos
brasileiros, dois pelos europeus e aconteceram dois empates. A sensação de
distância veio de que o Flamengo, do qual se esperava muito mais, perdeu, de
forma surpreendentemente fácil para o Bayern. Mas, foram os vacilos e as
circunstâncias, tanto que o time europeu venceu o Boca Juniors por 2x1, mas não
foi um jogo tão fácil quanto como o do Flamengo. A prova definitiva de que o
futebol está pasteurizado, ou seja, quase todos num nível semelhante, foi a
espetacular vitória do Al-Hilal por 4x3 sobre o Manchester City. O Al-Hilal já
havia demonstrado que seria um osso duro de roer, pois empatou com o Real
Madrid e o RZ Salzburg. Apesar disto ninguém apostava, inclusive eu, que não
fosse esmagado pela máquina de jogar futebol do time inglês. Não foi o que se
viu. Apesar de sua predominância no jogo, as qualidades do time saudita foram
ajudadas pelo famoso Sobrenatural de Almeida, que o Fluminense emprestou para o
Manchester City. Por mais que tenha jogado muito bem certas coisas são
inexplicáveis num jogo maravilhoso e inesquecível como foi este. Em primeiro
lugar o acerto de um passe preciso como o de Cancelo para o primeiro gol. Depois
não há como não atribuir ao sobrenatural o gol de cabeça de Koulibaly, que
aparece do nada e cabeceia como um matador de forma inapelável. Mas, a presença
do Sobrenatural de Almeida foi soberba no quarto gol de Marcos Leonardo. Claro
que é um goleador nato, um atacante vocacionado para fazer gol, porém estava
morto em campo, deveria até ter saído e não saiu. E aparece no chão para fazer
um gol devastador, mortal. O Al-Hilal fez história. Mas, não se pode deixar de
acentuar que os dois melhores times do momento, favoritos disparados, que
poderia se apontar como destinados a serem campeões invictos, o PSG e o
Manchester City, já foram derrotados nesta Copa do Mundo de Clubes. Podem dizer o que quiserem, mas a frase de
Renato Paiva é antológica; “O cemitério do futebol está cheio de favoritos”.
Organizando a morte: no ritmo do candomblé, da ciência e da memória
Vou me valer do candomblé, que nos lembra uma verdade profunda: a morte não é um fim abrupto, mas uma transição. "Continuidade, não fim" é a essênc
A urgência de cursos modernos de economia para um mundo em transformação
Na semana do Economista precisamos falar sobre um tema muito importante e atual: a necessidade de investir em cursos de economia modernos e na forma
Empreendedorismo no Brasil: a inglória luta pela sobrevivência
O empreendedorismo no Brasil desempenha um papel fundamental na economia e na transformação social. No entanto, a sua realidade está longe de ser um
Um olhar sobre a mente de um outsider
O livro, recentemente lançado pela Editora Citadel, “Elon Musk-Gênio ou Louco?”, que se pode pensar que seja uma biografia tradicional, foge, e muit