Porto Velho (RO) quinta-feira, 24 de setembro de 2020
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Gente de Opinião

Hiram Reis e Silva

Batalha Naval de Itacoatiara – Parte III


Batalha Naval de Itacoatiara – Parte III - Gente de Opinião

Bagé, 24.06.2020

 

Seguindo com Ildefonso Guimarães:

 

Tropas Legalistas

 

Já quase no fim da tarde do dia 23, depois várias incursões, Rio abaixo, efetuadas pelas lanchas de reconhecimento, nossos navios receberam ordem de prosseguir viagem, largando da Ilha do Marapatá que nos estava servindo de base. Zarpamos. A bordo do “Ingá”, viajava o Capitão de Fragata Alberto Lemos Bastos, Capitão dos Portos do Amazonas e Acre, investido do Comando das Operações da Flotilha ([1]) improvisada, destinada a dar combate aos rebeldes de Óbidos.

 

Como auxiliar do “almirantado” vinha o Capitão-Tenente Jorge Ferreira Ladim; como Comandante de tropa embarcada, estava o Capitão do Exército Jonathas Moraes Corrêa e como médico da esquadra tínhamos o Dr. Justino Gomes, da Comissão de Limites Setor Norte. No “Rio Curuçá”, vinha o Capitão-Tenente Antônio Pojucan Cavalcante; o “Rio Aripuanã” e o “Rio Jamary” seguiam como navios auxiliares. No curso da viagem, o Comandante Lemos Bastos determinou que se improvisassem trincheiras nos conveses dos navios da frota, organizadas com toras de madeira do carregamento mercante trazido pelo “Ingá”. Com eles, formamos barricadas, espaldões para as metralhadoras e outras improvisões ([2]) auxiliares que as circunstâncias recomendavam.

 

Como Chefe da 1ª Peça da Companhia de Metralhadoras, eu fui chamado para dirigir o entrincheiramento no “Ingá”, distribuindo as peças, indicando aos marinheiros que transportavam os toros a melhor colocação nos pontos estratégicos do convés. Recebi também ordem para instalar um posto de observação na torre da gávea, com o objetivo de vigiar o horizonte e informar o comando de qualquer anormalidade avistada, tal como fumaça ou silhueta de alguma embarcação.

 

Viajamos durante toda a noite [havíamos saído de Marapatá por volta das cinco horas da tarde]. Dois outros navios da flotilha – O “Baependy” e o “Rio Aripuanã” – já tinham seguido na frente; conosco ficaram o “Rio Curuçá” e o “Rio Jamary”, ambos gaiolas ([3]), servindo no transporte de tropa. No “Ingá”, éramos 112 praças do Exército, entre Sargentos, graduados e Soldados, compreendendo dois pelotões de fuzileiros, um de volteadores e parte da Companhia de Metralhadoras, da qual eu fazia parte, [a outra parte viajava no “Baependy”].

 

Por volta das seis para as sete da manhã do dia 24, chegávamos à altura da Foz do Madeira, quando avistamos, por trás da Ilha da Preta, uma fumacinha se deslocando contra o rumo em que navegávamos. Certo de se tratar de uma embarcação, dei conhecimento do fato ao Comandante Lemos Bastos e ficamos aguardando. Verificou-se, então, que era o “Baependy” que vinha voltando, trazendo atracado ao lado o “Rio Aripuanã”. O fato nos surpreendeu a todos e muito mais ao Comandante da flotilha, que deu ordem para que todos assumissem os seus postos e ficassem de prontidão, com a determinação de só disparar quando o comando ordenasse.

 

Lemos Bastos estava perplexo. Dirigiu-se à tropa formada no convés, dizendo:

 

Companheiros, não sabemos o que aconteceu. Vamos intimar os navios a se aproximarem. Caso não sejamos atendidos, você, Cabo Encarnação, está autorizado a comandar uma rajada de metralhadora, visando o leme e a hélice do “Baependy”.

 

A essas alturas, já estávamos subindo também o Rio, acompanhando o deslocamento dos barcos visados. Quando nos aproximamos o bastante, ao alcance de tiro, recebi ordem de fazer uma rajada de intimação. Então, o “Baependy” apitou e diminuiu a marcha. Aí, os navios se aproximaram e os Comandantes falaram de bordo a bordo e eu não ouvi mais a conversa; não entendi o que eles falavam. Só sei que, pouco depois, o Comandante Lemos Bastos desceu ao convés de promenade ([4]) e se dirigiu a nós:

 

Meus soldados! – ele disse – Vamos descer ao encontro do inimigo e travar batalha. O “Baependy” vem corrido. Os revoltosos de Óbidos já se encontraram em frente a Itacoatiara e ameaçam bombardear a Cidade e o nosso objetivo é salvá-la. Fiquem a postos e preparem-se com ânimo e decisão para a luta!

 

Então, ele mandou dar aos outros navios – inclusive ao “Baependy” que se reincorporou à esquadra – a ordem náutica de “SIGAM AS MINHAS ÁGUAS”, e retomamos viagem Rio abaixo, no rumo de Itacoatiara. Nosso navio passou então à frente, assumindo a sua condição de nau capitânia. Acompanhando a nossa marcha [a toda a pressão] só mesmo o “Baependy” agora livre do “Rio Aripuanã”, conseguia manter a rota.

 

Os navios menores vinham à retaguarda, cada vez mais ficando à distância; isso porque, agora, nos aproximávamos do instante decisivo e nele só importavam mesmo os dois navios de alto-bordo, onde navegavam oficiais superiores da Marinha, preparados, portanto para dirigir um Combate Naval.

O Cmt Lemos Bastos, examinada a situação e sabedor de que o inimigo transportava artilharia, comunicara ao Cap de Corveta Alfredo de Miranda Rodrigues, na direção do “Baependy”, que a única medida a ser posta em prática para superar essa desvantagem e decidir a batalha a nosso favor seria tomar a iniciativa do ataque – valendo-nos da nossa maior velocidade e tonelagem – e tentar o mais rápido possível abalroar os navios contrários, impedindo-os de fazer uso útil de sua artilharia. Mesmo porque a munição que levávamos não era de confiança; era um material muito velho, a grande tempo armazenado nos paióis do BC. [...]

 

Quando atingimos a curva do Rio [...] avistei a silhueta dos dois navios inimigos – o pequeno “Andirá” e o salineiro “Jaguaribe” – fundeados ao largo, em frente à Cidade de Itacoatiara. Aí, eu avistei o Comandante Lemos Bastos. Ele então assestou o binóculo e confirmou.

 

Revoltosos de Óbidos

 

Bom, aí quando nós chegamos em frente a Itacoatiara eram quase 10h00. Já tinha tropa do 27 BC na Cidade e nós não sabíamos; quer dizer, nós, Soldados rasos, porque eu mais tarde vim a saber que o comando no “Jaguaribe” tinha conhecimento disso, mas com certeza não quiseram espalhar a notícia para não desencorajar a gente, principalmente nós que viajávamos no “Andirá”.

 

Besteira deles, que a gente pouco estava era ligando pro azar.

 

Eu só tinha 16 anos naquele tempo; era pouquinho mais que um guri, e nessas alturas da vida qualquer paixão diverte a gente, como dizia a moda da época.

 

Senhor Prefeito:

 

Sabemos que sua Cidade se acha ocupada por tropa da Ditadura. Recorremos ao bom-senso de Vossa Senhoria, concitando-o a convencê-los de que se rendam pacificamente ou adiram de boa vontade às nossas forças vitoriosas. Não é nosso propósito derramar o sangue de irmãos de armas nem o do bravo povo de Itacoatiara. Caso esse nosso apelo não tenha acolhido, damos duas horas – nem mais um minuto – para a população civil evacuar a Cidade, que será em seguida bombardeada até a rendição incondicional da tropa de ocupação.

 

Capitão Silvério Rocha

 

Cmt da Força Expedicionária Constitucionalista.

 

Bom, como eu ia contando, aí então houve uma negociação, porque os homens lá do “Estado Maior” tinham ameaçado bombardear Itacoatiara. A gente no “Andirá”, até esse momento, não sabia de nada; pode ser que o Sargento Sotero, comissionado 1° Tenente e que era o nosso Comandante, estivesse a par do que estava se passando, pelo rádio de bordo. Nós, não. A gente estava ali feito turista, só olhando da borda do navio a movimentação. Vimos quando uma das nossas lanchas, se não me engano a “Remo”, seguiu em direção a terra e, quando regressou era acompanhada de uma catraia ([5]) trazendo um Padre no barco.

 

O Padre veio foi para nos tapear – nós que eu falo, é uma maneira de dizer, porque quem ele tapeou de fato foram aquelas bestas que nos comandavam lá do “Jaguaribe”: o Rocha, o Lavor ([6]), o Borges que eram “diz que” os cabeças daquela revolta de merda que deixou no fundo do Amazonas quase uma centena de mortos.

 

Pois bem: o Padre veio pra fazer negaça ([7]), entreter o tempo, cozinhar aquelas pilecas do “Jaguaribe” em banho-maria e dar tempo dos navios deles chegarem e nos atacarem. Assim, a conversa mole do Vigário durou quase uma hora, engazopando ([8]) o “comando” das nossas forças revolucionárias. Acredite-me que até hoje, passados mais de quarenta anos, não sei lhe dizer quem era de fato que comandava a gente naquela zorra; se o Sargento Rocha ou o Aristides Lavor ([9]). Mas, como eu ia dizendo, aí – depois de uma longa confabulação ([10]) – finalmente a catraia com o Padre voltou pra terra. Isso aí já por volta das 11h00.

 

Eu soube depois que o safado fizera uma choradeira danada, dizendo que o Prefeito pedia uma dilatação do prazo; que duas horas não dava para evacuar a Cidade e a população civil ia ser sacrificada. Isso porque o Tenente que comandava a tropa em Itacoatiara tinha resolvido dar uma de Antônio João na guerra do Paraguai e jurou que pra gente atolar os pés no tijuco ([11]) da Cidade, só passando por cima dele defunto e pisando no sangue dos seus companheiros – Tudo conversa, pra ganhar tempo!

 

Bem, aí, quando o Padre voltou pra terra, nós a bordo do “Andirá” já estávamos almoçando. A gente comia tranquilo, porque tudo estava dando certo a nosso favor. Pela madrugada, já tínhamos posto pra correr o “Baependy” e um outro navio, do qual não me lembro o nome, que vinha com ele, atracado no costado. Quanto a Itacoatiara, o nosso comando estava só vendo a hora de acabar com a tesão de mijo do tal Tenente de terra, quando os nossos “75” começassem a vomitar umas duas dúzias de lanternetas em riba deles. Pois é, então nós estávamos almoçando descansados quando o pau cantou lá de terra: pum... pá – pu pururu... pum... pum; era tiro de fuzil, de metralhadora, creio que até de espingarda.

 

Aí foi que nós – a soldadesca de bordo do “Andirá” – viemos saber que tinha tropa aquartelada em Itacoatiara. Nós não sabíamos, porque os Sargentos do Vinte e Sete tinham deixado de se comunicar com o nosso comando pelo rádio, é que a essa altura eles já estavam todos presos e a gente não sabia; estávamos ali “comendo merda numa bolsa”, como se dizia na gíria do quartel, naquele tempo. Fomos pegos de surpresa, meu mano; pelo menos nós, a raia miúda, que viera pra servir de bucha naquela guerra maluca, inventada por um sujeito completamente biruta.

 

Pois bem; aí, quando a tropa de terra começou a atirar contra nós, era porque eles já tinham comunicação de que os navios deles estavam palmo em cima. Então, quando o pau cantou, foi uma confusão dos diabos a bordo do “Andirá”: era gente se espalhando pra tudo quanto é lado, correndo no rumo dos fuzis ensarilhados ([12]) no convés e derrubando tudo.

 

Um rebuliço danado ([13]), cada um pegando a arma que estivesse mais perto, sem dar tempo de saber aquela de quem era pela numeração; um corre-corre que vou te contar!

 

Foi aí, enquanto a gente respondia atordoado ao fogo de terra, que os dois paquetes surgiram na boca do Rio.

 

Eram ambos do Loydd; um a gente já sabia que era o “Baependy”, o outro a gente soube depois que se tratava do cargueiro “Ingá”.

 

Pois bem; quando os dois apontaram na entrada do Rio, vinham a todo vapor em nossa direção; o nosso melhor artilheiro, o Sargento Martins, procurou assestar sobre eles a mira dos canhões.

 

Mas aí é que os manobristas daquela guerra de ratos contra gatos foram descobrir uma coisa simples que nunca tinha passado por suas cabeças cheias de estrume de vaca: era impossível apontar para a linha-d’água dos navios inimigos, por causa de que a amurada do “Jaguaribe”, por se tratar de um cargueiro, era muito alta e não dava campo para alvo dos canhões abaixo da metade do costado das embarcações contrárias!

 

Assim mesmo, enquanto houve distância suficiente, os nossos “75” ficaram cuspindo fogo em cima dos dois. A gente, de bordo do “Andirá”, podia ver perfeitamente as explosões das granadas, espocando como ovo na frigideira. No princípio, aquele “clarãozão” de cegar olhos, mudando logo de cor para um encarnado de urucu que depois ficava amarelo cor de laranja.

 

  Mas os dois continuaram a avançar em nossa direção. A essas alturas, tanto o “Jaguaribe” como o “Andirá” já tinham levantado ferro e manobravam para evitar as investidas do inimigo que – pelo que se via – parecia trazer, como diz o outro, o corpo fechado pra bala de canhão. Ou então era mesmo a ruindade de mira de nossos artilheiros que não entendiam pirocas de combate naval.

 

De toda aquela munição dispersada na água, apenas uma granada acertou em cheio na proa do “Ingá”, que avançava sobre o “Jaguaribe”, fazendo um baita d’um rombo que, se fosse na linha d’água, tinha metido ele no fundo com casca e noz. Mas foi só esse tiro. O resto, ora passava por cima, ou se perdia nos barrancos. Teve até um que foi atingir uma serraria do outro lado do Rio, um nadinha acima de Itacoatiara. Aos poucos, eles foram se aproximando. Da curva do Rio onde eles apareceram, até confronte à Cidade onde a gente estava, a uns quantos quilômetros que foram disputados braça a braça, enquanto o fogo da nossa artilharia conseguiu maneirar um pouco o avanço deles.

 

Mas, como só uma “pitombada” conseguiu atingir o casco d’um deles, os dois “satanases” vieram se chegando, avançando, se aproximando, crescendo diante da gente, até que puderam abrir fogo. Então, foi aquele “Deus nos acuda!”: cada um perseguindo o seu. O “Ingá” foi para cima do “Jaguaribe” e o “Baependy” veio nas nossas águas. Aí o pau cantou lá de bordo dos dois: as metralhadoras deles dando aquelas risadas de suinara ([14]) e a gente vendo bala invadir o nosso navio assim que nem enxame de caba tapiú ([15]) quando fica assanhado.

 

A fuzilaria varria o nosso convés estraçalhando tudo, lascando as portas dos camarotes e enchendo o ar de estilhaços de vidro das sanefas.

 

Nós estávamos abrigados em trincheiras de sacas de sal transbordadas do “Jaguaribe”. Ele tinha vindo de Belém carregado de sal e então a turma trouxe um bocado a bordo do “Andirá”: foi o que nos valeu um pouco, a princípio. Mas aí, as metralhadoras do inimigo foram costurando as sacas de sal; costurando, uma ova, foram foi rasgando eles e o sal se derramando e ensopando o convés em salmoura de sangue.

 

Eles tinham toda a facilidade de acertar em nós, depois que se aproximaram a alcance de tiro. Tinham a vantagem do tamanho, pois seus navios eram mais altos que os nossos, principalmente do que o “Andirá”, um gaiolazinha de bosta.

 

Aí, o pau cantou mesmo de verdade e nós começamos a correr pra lá e pra cá, feito barata espantada no meio d’um galinheiro. Bala zunia que nem varejeira no cio pelos ouvidos da gente: fian... fian... Bála, rapaz! – Raa pa... pa... pa.

 

Aí eu vi quando o Sargento Sotero ficou estirado no meio do convés: uma rajada cortou ele pelo meio e eu enxerguei quando ele caiu, quase dividido em dois. Sangue, seu mano! Então, eu me joguei no chão e fui me arrastando por debaixo daquela fuzilaria medonha, sentindo o ar envenenado pela fumaça de pólvora me entrando pelo goto; uma fumaceira pegajosa que o vento tinha medo de espalhar e que se entranhava nos bofes da gente, deixando na boca um gosto rançoso de azinhavre ([16]).

 

Aos poucos, cada um dos atiradores de bordo do “Andirá” era forçado a abandonar seu posto; ora munhecando ali mesmo, varado por uma bala ou por dezenas delas, ora se arrastando pelo tombadilho, procurando um lugar de onde pudesse continuar a responder à impertinente fuzilaria do inimigo. Até pouco tempo eu ainda tinha aqui pelas costas uns estilhaços de vidro; de vez em quando um aparece, apontando na flor da pele: um pedacinho gitinho ([17]) que mal dá pra enxergar, mas dói pra cachorro e às vezes até infecciona.

 

Eu fiquei com o lombo todo crivado de lascas de vidro triturado que as balas faziam voar em todas as direções. Então, eu fui me arrastando no rumo da popa, já com intenção de me jogar n’água; mas antes eu pude ver o desespero do Comandante do navio. O velho estava em pé no passadiço, sacudindo agoniado uma camisa branca na direção do pessoal do “Baependy”.

 

Mas era à toa aquela sua tentativa de salvamento, porque o resto do nosso pessoal não sabia que ele estava ali em cima procurando salvar o navio e continuava atirando como podia de bordo do “Andirá”.

 

Do lado do “Baependy”, ninguém podia entender aquele sinal de rendição no meio d’um tiroteio que não cessava, até que acertaram um balaço nele e o pobre velho levou sumiço, ele e sua bandeira de paz, por trás do castelo de proa. Pensei que ele tinha se acabado, mas soube depois – quando também fui recolhido a bordo do “Baependy” – que ele tinha sido apenas ferido. Conseguiu se salvar não sei como, por verdadeiro milagre, entre os poucos do “Andirá” que restaram pra contar a história.

Bibliografia:

 

GUIMARÃES, Ildefonso. Os Dias Recurvos: Anatomia de uma Rebelião – Brasil – Belém, PA – Secretaria de Estado de Cultura, Desportos e Turismo, 1984.

 

Solicito Publicação

 

Hiram Reis e Silva é Canoeiro, Coronel de Engenharia, Analista de Sistemas, Professor, Palestrante, Historiador, Escritor e Colunista;

 

·     Campeão do II Circuito de Canoagem do Mato Grosso do Sul (1989)

·     Ex-Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA);

·     Ex-Pesquisador do Departamento de Educação e Cultura do Exército (DECEx);

·     Ex-Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar – RS (IDMM – RS);

·     Ex-Membro do 4° Grupamento de Engenharia do Comando Militar do Sul (CMS);

·     Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS);

·     Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil – RS (AHIMTB – RS);

·     Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS – RS);

·     Membro da Academia de Letras do Estado de Rondônia (ACLER – RO);

·     Membro da Academia Vilhenense de Letras (AVL – RO);

·     Comendador da Academia Maçônica de Letras do Rio Grande do Sul (AMLERS);

·     Colaborador Emérito da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG);

·     Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN);

·     E-mail: hiramrsilva@gmail.com.



[1]   Flotilha: reunião de barcos da marinha de guerra.

[2]   Improvisões: improvisações.

[3]   Gaiolas: pequenas embarcações fluviais.

[4]   Promenade: coberta de recreio.

[5]   Catraia: bote tripulado por um só homem.

[6]   Lavor: I. Guimarães batiza o seu personagem fictício com um nome semelhante ao de Arquimedes Lalor.

[7]   Negaça: lograr.

[8]   Engazopando: enganando.

[9]   Aristides Lavor: Arquimedes Lalor.

[10]  Confabulação: conversa.

[11]  Tijuco: lama.

[12]  Ensarilhados: armas agrupadas e presas umas às outras.

[13]  Um rebuliço danado: Uma confusão danada.

[14]  Suinara: coruja rasga-mortalha que possui fama de agourenta.

[15]  Caba tapiú: espécie de vespa.

[16]  Azinhavre: zinabre.

[17]  Gitinho: coisa pequena.

* O conteúdo opinativo acima é de inteira responsabilidade do colaborador e titular desta coluna. O Portal Gente de Opinião não tem responsabilidade legal pela "OPINIÃO", que é exclusiva do autor.

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