Sexta-feira, 29 de agosto de 2025 - 08h20
Há
30 anos, ambientalistas apocalípticos projetavam que hoje a Amazônia estaria
dentro do ponto sem retorno, a partir do qual a humanidade não teria mais
controle sobre as desgraças do clima e do meio ambiente. Por usa vez, os
negacionistas, adeptos de explorar o meio ambiente até as últimas
consequências, diziam que o tal ponto do qual não se volta mais nunca
aconteceria, pois os governos tomariam providências e a própria natureza se
encarregaria de se regenerar.
Na
atualidade os negacionistas encolheram ou mudaram de ideia, pois já não se
manifestam tão ostensiva e arrogantemente quanto no passado, enquanto os
ambientalistas vão chegando à conclusão de que o tal ponto já chegou e está à
vista de todos, embora não ainda de forma homogênea: em algumas áreas já é
visível, em outras é ainda uma tendência que pode ser revertida.
É
nesse quatro que se insere a nova lei de licenciamento ambiental, o “PL da
Devastação”, que depois de aprovada no Congresso recebeu do presidente Lula da
Silva 63 vetos. É possível que alguns ou até todos os vetos sejam derrubados,
pois o Brasil de hoje não é mais o mesmo de quando o presidencialismo
prevalecia. No primeiro governo de Lula, o PL da Devastação nem seria aprovado,
mas depois de Dilma o país é governado de fato pelo Centrão, em um
semipresidencialismo próximo do ponto sem retorno do parlamentarismo explícito.
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Crescimento pífio
O
pífio crescimento demográfico do estado de Rondônia, atestado pela última
estimativa do IBGE – pouco mais de 5 mil habitantes acrescidos nos últimos anos
–reflete na destinação de recursos advindos do Fundo de Participação dos
Municípios-FPM principalmente para os pequenos e médios municípios. A cada resultado
populacional aferido pelo IBGE a chiadeira dos prefeitos rondonienses se eleva
e assusta aqueles que acreditavam que Rondônia já tinha ultrapassado os 2
milhões de habitantes. E teria ultrapassado se tivesse mantidos os índices de crescimento
da década passada, mas isto não ocorreu. Pelo contrário, segue o deslocamento
de contingentes humanos daqui para outros estados.
Eleições 2026
Os
sinais emitidos pela classe política rondoniense são realmente de uma
antecipação da campanha eleitoral do ano que vem. As coisas de sempre, nas temporadas
eleitorais, vão surgindo. Desde pesquisas fajutas superfaturamento a popularidade
dos candidatos mais abonados e, por conseguinte favorecidos pelos institutos, aos
rotineiros punhais da traição aplicados nas costas de aliados, além de jogos de
cena e muitos lobos se fantasiando de cordeiros posando como candidatos
evangélicos, sendo mais sujos do que pau de galinheiro. Um cenário político
ainda bem nublado, dependendo de pendencias na justiça, até alianças improváveis.
Aliança firmada
O
vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil), pré-candidato ao Palácio Rio Madeira
e o governador Marcos Rocha (União Brasil disputando uma cadeira ao Senado
teriam fechado acordo com o clã político que administra as Faculdades FIMCA e Metropolitana.
Para concederem seu apoio aos mandatários, a ex-deputada Mariana Carvalho e o
atual deputado Mauricio Carvalho vão receber algumas secretarias importantes da
atual administração estadual. Na composição, os manos terão parte da máquina estadual
para favorecer suas pretensões nas disputas eleitorais, seja a Câmara dos Deputados,
Senado ou até a indicação de um vice na formação chapa branca.
Pobre Hildão!
Com
esta composição, Sergio Gonçalves mostra que vem quente e fervendo na disputa do
CPA Rio Madeira. Tirou os mais importantes aliados do adversário, o tucano
Hildon Chaves, alvo de um punhal da traição de um clã político que apoiou nas
eleições municipais do ano passado. Já se sabia que os manos Carvalhos estavam
se acertando com os caras-pálidas governistas, pois não compareceram ao ato de
lançamento da candidatura do tucano ao governo estadual. Agora vai se confirmando.
Hildão traído miseravelmente. Apostou todo seu prestigio para apoiar Mariana – que
ninguém queria como sua candidata na sua base aliada – e agora recebe uma bola nas
costas. Coisas da política.
Tornar inviável
Sergio
Gonçalves e Marcos Rocha pulando cirandinha, posando de seres angelicais mas trabalham
para tornar a candidatura ao governo estadual de Hildon Chaves inviável. O
sonho de consumo de ambos, é a desistência de Hildão. Com um candidato a
governador a menos na capital, as coisas melhoram para os projetos dos
Gonçalves. Mesmo porque a esposa de Hildão, Ieda Chaves, continua no União
Brasil e até agora não acena para ingressar no PSDB. Parece que ela fareja
canoa furada, né? Hildão não tem vice, candidatos ao Senado e boas chapas a deputados
estaduais e federais ainda que mixurucas.
Os destinos
Os
governantes de Rondônia se mostram satisfeitos com o crescimento econômico do
estado, minimizam a evasão populacional rondoniense e exaltam a condição do
estado como um dos menores índices de desemprego no País, ao lado de Santa
Catarina. Mas a migração de trabalhadores e suas famílias tem se acentuado no
interior rondoniense. Na capital, ocorre a mesma coisa. Os principais destinos daqueles
que estão indo embora são os estados de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso e
no caso de Porto Velho com muitas transferências para João Pessoa, a bela e
aprazível capital paraibana que conquistou um fantástico índice de crescimento
últimos anos.
Via Direta
*** O empresário Edgar Azevedo, o
aeronauta, se aposentou e não quer mais saber das lides políticas rondonienses.
Mas aos 78 anos de idade segue dando sobrevoos pelo Rio Madeira onde cá caiu
umas três vezes ***
Sem dúvida o aeronauta tem 7 vidas, como os gatos *** Outro aposentado das lides políticas é o ex-prefeito de Porto Velho
Sebastião Assef Valadares, especialista em drenagem e saneamento básico ***
O que se temia já está acontecendo. A estiagem que castiga o Acre, até com o
abastecimento de água comprometido, chegou a Rondônia com tudo. Os Rios Madeira
em Porto Velho e Machado em Ji-Paraná tem recuado muito, já mostrando seus
pedrais e gerando prejuízos a navegação.
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