Terça-feira, 6 de janeiro de 2026 - 08h45

O
que a Amazônia pode esperar para 2026? A julgar pelo que aconteceu em 2025, com
a tão sonhada realização da COP30 dando xabu – esperava-se uma declaração final
decisiva e ela saiu com o freio puxado –, será um ano de ações rápidas por
parte dos desenvolvimentistas. Contando com a neutralidade da Justiça, eles dominaram
o Congresso, constituem ampla maioria no governo Lula e encurralaram os
ambientalistas.
Aliás,
os governos de Lula nunca foram de “esquerda”: no máximo e por algum tempo defendiam
o meio ambiente. Nos dois primeiros, Lula teve o contraponto do liberal José de
Alencar. Hoje conta com Geraldo Alckmin, a quem o PT tentou aplicar o carimbo
de “conservador e reacionário”. Já Alckmin dizia que “Lula é o retrato do PT,
partido envolvido em corrupção”.
Os
dois estavam errados: o vice-presidente é democrático e há petistas combatendo
a corrupção. A propaganda é a alma do negócio, mas em política é irmã da
mentira, com o que discursos eleitorais valem menos que titica de passarinho. Só
raras vozes ainda se levantam dentro do governo, e nem todas do PT, em favor de
medidas fortes para evitar desastres climáticos. Unanimidade partidária pelo
desmatamento zero só há na Rede Sustentabilidade, da ministra Marina Silva. Os
negacionistas evoluíram para o desenvolvimentismo e os ambientalistas radicais só
repetem argumentos que o governo e a oposição ignoram.
...............................................................................................
Os ex-governadores
Na
passagem de mais um aniversário da instalação de Rondônia, em 4 de janeiro, me indagaram
por onde andam os ex-governadores do estado. Nomeados, o primeiro governador, o
coronel Jorge Teixeira (PDS), um gaúcho e o segundo Ângelo Angelim (MDB),
paulista, já foram para o andar de cima. Igualmente o primeiro governador eleito
pelo voto direto, Jeronimo Santana, nascido em Goiás, já faleceu. Estão vivos,
muitos lúcidos, o ex-governador Oswaldo Piana Filho, nascido em Rondônia,
eleito em 1990, o catarinense Waldir Raupp (MDB) eleito em 94, o paranaense
José Bianco eleito em 1998, o catarinense Ivo Cassol consagrado nas urnas em
2002 e reeleito em 2006, na história mais recente os também reeleitos Confúcio
Moura (Goiano) e Marcos Rocha (carioca)
Pendurando as chuteiras?
Dos
governadores ainda vivos, Piana, o governador do Linhão, reside no Rio de
Janeiro deixou as lides políticas. Os catarinenses Waldir Raupp e Ivo Cassol
moram em Rondônia, assim como o paranaense José Bianco que teve uma trajetória
histórica, também como presidente da Assembleia Constituinte de Rondônia e o
deputado estadual mais votado na época. Também Confúcio Moura e Marcos Rocha residem
no estado, ativos politicamente e disputando cargos eletivos nas eleições de
2026. Os vices governadores João Cahula (de Ivo Cassol) e Daniel Pereira (De
Confúcio) que assumiram a titularidade seguem ativos politicamente.
Os ex-prefeitos de PVH
Também
existe grande curiosidade sobre o destino dos ex-prefeitos de Porto Velho.
Nomeado desde os idos de território, o mais longevo é acreano Sebastião Assef Valadares
(PDS), também primeiro alcaide da capital já na condição de estado. Ele foi
substituído pelo também nomeado, o goiano José Vieira Guedes (MDB). Então, em
1988 seria eleito o primeiro prefeito pelo voto direto de Rondônia, o
amazonense Francisco Chiquilito Erse (PFL), já falecido. José Guedes voltaria
ao cargo de prefeito pelo voto direto em 2002. Chiquilito teria mais um
mandato, deixando parte dele ao vice, o rondoniense Carlinhos Camurça. Na sucessão
de Camurça (reeleito) emergiu o paulista, Roberto Sobrinho (PT), um fenômeno
nas urnas, o segundo reeleito. Na sequência, na história mais recente tivemos o
fluminense Mauro Nazif, o pernambucano Hildon Chaves e atualmente temos o
paranaense Leo Moraes.
Os menos votados
Em
Rondônia, vigora o a adágio popular de que “os últimos serão os primeiros”.
Senão vejamos: o primeiro governador nomeado, Ângelo Angelim (MDB-Vilhena), foi
o deputado estadual menos votado em 1982. Inclusive obteve o cargo através de
uma recontagem de votos contra o cacoalense Joaquim, que viajou festejando sua
eleição e voltou suplente de Angelim. No caso de José Guedes, como prefeito
nomeado de Porto Velho ele tinha sido o edil menos votado na capital e acabou obtendo
nomeação para um mandato tampão.
Guedes
também obteve uma vitória a vereador com recontagem de votos e foi eleito
graças a redescoberta do voto de sua esposa.
Grandes reviravoltas
Rondônia
também é objeto de grandes e sensacionais reviravoltas com graves prejuízos para
os candidatos favoritos. Um dos maiores deles, Chiquiito Erse, tombou perante Waldir
Raupp (MDB) em 94. Favoritíssimo em 98, Raupp sucumbiu a ascensão do senador
José Bianco (PFL). Interessante também, é que Confúcio Moura nas duas eleições
que disputou e que ganhou ao então Palácio Presidente Vargas sede do governo
estadual, em nenhuma delas era favorito. Isto também ocorreu com o atual governador
Marcos Rocha, ganhou duas eleições de virada. Estranho foi que o rei dos
favoritos, Expedito Junior perdeu pelo menos duas eleições onde liderava as
pesquisas. E 2026? Será que o grande favorito, Marcos Rogério ganha a parada?
Via Direta
*** Minha homenagem ao jornalista Paulo
Martins, lá em Cascavel (PR) que deve ter emplacado os 80 anos. Ele fez
história em Rondônia, na Rádio Eldorado e fundando o jornal Estadão do Norte ao
final da década de 80. Foi responsável pela leva migratória de jornalistas
paranaenses para cá, inclusive este que vos fala *** No Paraná acredita-se
em uma nova onda migratória de venezuelanos depois da intervenção militar dos
americanos sequestrando o ditador Maduro. Curitiba é a cidade que mais recebeu
estes migrantes da Venezuela na década passada *** Muitos amigos e funcionários públicos em Rondônia aposentados tocando
a vida em João Pessoa, a aprazível capital paraibana. Terra dos falecidos
Walderedo Paiva e Paulo Queiroz, sempre lembrados. Belos e formosos, Geraldo Rolim e Ocampo estão
por lá.
Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)
É previsível uma renovação dos quadros da bancada da Câmara Federal em Rondônia
Mico não votaA escritora Clarice Lispector encantou seus leitores formulando frases que os fazem refletir: “Todo momento de achar é um perder-se a s

Marcos Rocha não tem controle do União Brasil e se sente inseguro
Os sósias do presidente Uma fake news frequente – e também a mais ridícula – é que o presidente Lula morreu antes das eleições presidenciais e um s

Grande parte dos políticos rondonienses projetando suas esposas nas pelejas em 2026
Morto-vivoUma das ideias mais fortes do desenvolvimento capitalista é que os eficientes prevalecem e os ineficientes desaparecem. No entanto, há uma

Sérgio Gonçalves, Luana Rocha e Sandro dependem da renúncia de Marcos Rocha
Uma biofábrica Uma das publicações mais respeitáveis do campo científico em todo o mundo, a revista Nature incluiu o cientista brasileiro Luciano M
Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026 | Porto Velho (RO)