Quinta-feira, 12 de março de 2026 - 08h02

A publicação do Decreto nº 31.305/2026 marca um
avanço importante para a pecuária rondoniense. A medida, que reduz a carga
tributária nas operações interestaduais de gado bovino destinado ao abate, é
resultado de um processo de diálogo institucional entre o setor produtivo, o
Governo de Rondônia e a Assembleia Legislativa, com o objetivo de ampliar a
competitividade da cadeia da carne.
A Associação dos Pecuaristas de Rondônia (APRON)
destaca que o decreto cria novas oportunidades de mercado para o produtor rural
e fortalece um dos setores mais estratégicos da economia estadual.
O decreto estabelece redução equivalente a 66,67%
do ICMS incidente nas operações interestaduais realizadas por produtores rurais
pessoa física, fazendo com que a carga tributária efetiva seja equivalente a 4%
sobre o valor da operação. A medida se aplica às vendas destinadas aos estados
de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo,
importantes polos da indústria frigorífica nacional.
A norma estabelece ainda que o benefício terá
vigência até 30 de junho de 2026 ou até que o volume de operações beneficiadas
alcance 500 mil cabeças de gado, o que ocorrer primeiro. Como contrapartida, os
produtores deverão recolher 1% do valor do incentivo fiscal ao Fundo Estadual
de Defesa Sanitária Animal (FESA-RO), contribuindo diretamente para o fortalecimento
da sanidade do rebanho rondoniense.
Para o presidente da APRON, Adélio Barofaldi, a
iniciativa representa um passo concreto para melhorar o ambiente de negócios da
pecuária no estado.
“A publicação do decreto demonstra sensibilidade do
Governo de Rondônia às demandas do setor produtivo. A redução da carga
tributária nas operações interestaduais cria melhores condições de mercado,
amplia as alternativas comerciais e fortalece a competitividade do produtor
rondoniense”, afirma.
A pecuária é uma das principais atividades
econômicas de Rondônia. O estado possui um dos maiores rebanhos bovinos do
Brasil, e a cadeia da carne desempenha papel fundamental na geração de renda no
campo, no abastecimento da indústria frigorífica e na dinâmica econômica
regional.
Segundo Edson Afonso, coordenador da Câmara
Setorial da Carne, a medida representa um avanço construído a partir do diálogo
institucional entre diferentes atores do setor.
“Esse decreto é resultado de um trabalho de
articulação entre o setor produtivo, o Governo do Estado e a Assembleia
Legislativa. A iniciativa contribui para reduzir distorções de mercado e criar
melhores condições de equilíbrio entre oferta e demanda de animais”, afirma.
A APRON ressalta que medidas voltadas ao
fortalecimento da competitividade da cadeia da carne tornam-se ainda mais
relevantes em um cenário internacional marcado por volatilidade nos custos
logísticos, tensões geopolíticas e mudanças no comércio global de alimentos.
A iniciativa também ocorre em um momento em que o
mercado pecuário enfrenta pressões de competitividade. Em Rondônia, a arroba do
boi gordo vem sendo negociada em patamar inferior ao registrado em outros
estados produtores, o que tem impactado a rentabilidade da atividade. Nesse
contexto, medidas que ampliem as alternativas de comercialização e reduzam
distorções tributárias tornam-se fundamentais para fortalecer o ambiente de negócios
da pecuária rondoniense.
Nesse contexto, a entidade reafirma seu compromisso
de continuar atuando em parceria com o poder público e com as instituições do
setor para fortalecer a pecuária rondoniense, promovendo segurança jurídica,
competitividade e desenvolvimento econômico para o estado.
Quinta-feira, 12 de março de 2026 | Porto Velho (RO)
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