Segunda-feira, 21 de dezembro de 2015 - 09h01
O acervo do Museu do Parque Natural Municipal foi contemplado com novas peças. Trata-se de exsicatas e xilotecas que foram confeccionadas pelo engenheiro florestal da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema), Raimundo Martins, e por alunos seus, do curso de Engenharia Florestal das Faculdades de Rondônia (Faro).
Exsicatas são amostras de plantas prensadas, secas em estufa e fixadas em material de exposição. Xilotecas são peças de madeira recortadas para serem expostas. Ambos os tipos de objetos de amostras ostentam etiquetas com informações sobre as espécies presentes na flora do Parque Natural. Martins explicou que o secretário da Sema, Edjales Brito, encomendou o trabalho com a intenção de ampliar o acervo do museu, expondo, pelo menos, vinte e cinco das principais espécies existentes no parque. “Na verdade, no total temos agora mais de cinquenta espécies identificadas nessas peças de exposição”, informou.
Paulo Regis, diretor do Departamento de Proteção e Conservação Ambiental, responsável pelos parques sob a gestão da Sema, explicou que as obras de revitalização do museu foram concluídas neste ano, com a ajuda da Usina Santo Antonio, e que o acervo do museu está quase todo montado. A Sema, contudo, ainda não pôde inaugurá-lo porque o mobiliário não foi disponibilizado. “Esperamos montar o mobiliário por meio de recursos advindos de compensações ambientais, mas precisamos de um deferimento por parte do Ibama, a fim de que possamos utilizar esses recursos na obtenção do mobiliário. Não podemos abrir o museu com qualquer tipo de móveis, eles devem ser tecnicamente confeccionados para o abrigo das peças da flora e da fauna do parque”, disse o diretor.
Quanto às peças da fauna, animais empalhados, quase todas, estão sendo restauradas por alunos do curso de Biologia da Faculdade São Lucas. “Tínhamos já um acervo antigo no parque, que precisou ser recuperado. A Faculdade São Lucas ficou responsável pelos trabalhos. Queremos mais que apenas recuperar as antigas peças, mas também ampliar o acervo com novas espécies próprias do parque”, afirmou.
O Parque Natural Municipal foi criado por meio de um decreto municipal em 1989, pelo então prefeito de Porto Velho, Chiquilito Erse. Com a criação do parque foi também criada a Fundação Instituto do Meio Ambiente (Fima). À época, o biólogo e gerente da Fima, Azilmar Paragassu, foi o primeiro a iniciar o estudo da flora do parque. Ele também iniciou a coleção do material botânico. Nos anos subsequentes, porém, o trabalho ficou parado. Em 2001 foi criada a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a gerência passou à sua responsabilidade. Durante muito tempo, no entanto, o acervo sofreu com processos de decomposição, incluindo o próprio edifício do museu, que sofreu rupturas na estrutura. Na atual gestão municipal foi iniciada a reforma da sede física do museu e os serviços de recuperação dos objetos de exposição. Segundo Paulo Régis, para o mês de fevereiro do próximo ano é esperada a reabertura do museu com as peças recuperadas e com as novas peças tombadas ao seu acervo, o que inclui as exsicatas e xilotecas recebidas pela Sema nessa última quinta-feira (17).
Fonte: Renato Menghi
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