Porto Velho (RO) terça-feira, 22 de outubro de 2019
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Gente de Opinião

Sergio Pires

Uma escola federal dá o exemplo - Onde anda a deputada Silvia Cristina? - Indo pro lixo a chance de nos tornamos um país decente e progressista


Uma escola federal dá o exemplo - Onde anda a deputada Silvia Cristina? - Indo pro lixo a chance de nos tornamos um país decente e progressista - Gente de Opinião

ESTAMOS JOGANDO NO LIXO A GRANDE CHANCE DE NOS TORNARMOS UM PAÍS DECENTE E PROGRESSISTA


As coisas estão ficando claras! Não há, na verdade, interesse de mudar realmente as o Brasil! O discurso é um, a prática é outra. Pode-se mudar e cortar tudo de todos, menos da gente. Ninguém quer abrir mão de nada. Os outros sim, esses têm que viver na renúncia, para ajudar o país. Comigo não! Quero todas as minhas benesses. Quero que minha aposentadoria fique igual ou melhore muito, mesmo que isso signifique que em dois anos não haverá mais dinheiro para me pagar e nem para pagar ninguém. Nada de mudar a estrutura da educação. Estamos no fim da fila, em ternos de qualidade. Mas, e daí? O que isso interessa, a não ser para os pomposos discursos dos nosso políticos? Temos mesmo que deixar algumas universidades viveram do jeito que estão:  abarrotadas de dinheiro público para festas, orgias, muito sexo, droga  e Rock & Roll, enquanto outras recebem verbas ridículas. Temos que deixar que alguns estudantes fiquem uma década repetindo seus  cursos, em algumas faculdades públicas, sem se formar, porque o dinheiro do MEC para Universidades deve ser utilizado por elas, sem precisar prestar contas a ninguém. Não aprovem o pacote Sérgio Moro anticrimes e anticorrupção. Porque, lá na frente, ele pode nos pegar! Temos é que apoiar o toma-lá-dá-cá dos congressistas, porque nossa política foi assim e sempre deu certo, não deu? E vamos continuar apoiando os que querem um país pequeno, doente, com milhões de desempregados, porque aí sim, eles, os que saíram pela porta dos fundos, possam voltar em triunfo, para acabar de vez com nosso país.  

Esperávamos, com a eleição e Jair Bolsonaro, que nosso Brasil começasse a mudar. Não vai. Uma pequena parte por culpa dele mesmo e de seus filhos, que criam factoides todos os dias, abrindo enfrentamentos que não estavam na pauta. E tirando o foco das reais batalhas que precisamos enfrentar, todos os brasileiros. Mas a maior culpa sabemos de quem é. Vem do Congresso e dos interesses corporativos. Vem do toma-lá-dá-cá; vem muito também que dilapidaram o país durante mais de uma década e meia; dos que, por sua ideologia, se tornaram donos dos cofres públicos, apenas para autobenefício e dos seus aliados. Dos que destruíram parte da nossa economia deixando 14 milhões de pessoas vivendo no desespero, sem o sagrado emprego. Dos que não querem um país sério, decente, progressista, com os olhos voltados para o futuro, porque a ideologia deles é a do confronto e é a do atraso. Manter o brasileiro comum na maior ignorância possível e por mais tempo possível, é meta de ouro, porque só a ignorância pode trazê-los de novo ao Poder. Vivemos num país rachado, desesperançado, sem sentimento de Nação. Cada um quer cuidar do seu cantinho e os outros que se lasquem. Estamos jogando no lixo uma oportunidade ímpar de nos tornarmos um país decente. Infelizmente, o quadro que aí está,  aponta para isso. Lamentável! 

 

UMA ESCOLA FEDERAL DÁ O EXEMPLO

No contexto dos cortes de verbas para as Universidades e escolas federais, um grupo delas entrará no contingenciamento com perdas significativas, embora seja um exemplo nacional em qualidade e resultados. O Instituto Federal de Rondônia, Ifro, com suas dez escolas e 18 mil alunos (5 mil dos quais apenas nas duas unidades de Porto Velho), tem números superlativos para mostrar. Sua eficiência acadêmica chega a 71 por cento, enquanto a média nacional é de apenas 46 por cento. Tem a menor evasão escolar: apenas 10,3 por cento, enquanto a média nacional chega a inacreditáveis 33 por cento. Tem o menor custo/aluno do país, com 11.602 reais, contra a média brasileira de 16 mil e, ao mesmo tempo, os melhores resultados. Entre eles, outro destaque: o primeiro lugar em número de pedidos de registro de Patentes, com 55 e, ainda, 400 projetos executados

 

O IFRO MERECE É MAIS INVESTIMENTOS...

O reitor do Ifro no Estado, Uberlando Leite, falou longamente sobre os avanços do Ifro no Estado e lamentou o contingenciamento dos recursos, que podem até paralisar as atividades do sistema, caso não haja mudança na decisão federal, a partir do mês de outubro. Sua presença no programa Papo de Redação (Parecis/\FM, de segunda a sexta, do meio dia às 14 horas), teve grande participação dos ouvintes,  a maioria querendo saber mais detalhes da atuação das escolas federais profissionalizantes. Ao multiplicar praticamente por dez, em menos de uja década de existência, o número de projetos criados por seus alunos (de 48 em 2009 para mais de 400 neste ano), o Instituto Federal se posiciona entre os melhores educandários do país. Ao mostrar esses e outros números ao próprio ministro da Educação, Abraham Weintraub. Uberlando ouviu vários elogios, embora nenhuma promessa de que o contingenciamento para o Ifro possa ser modificado. O que se pode dizer é que, se há exceção nesse tipo de escola federal, ela é a que representa o Ifro rondoniense. Que deveria é receber mais verbas, por seus resultados. E não ter seus recursos cortados...

 

AQUI ESTÁ DIFERENTE DE LA!...

Ao contrário das relações entre o governo federal e o Congresso, que estão azedando, em Rondônia o relacionamento Executivo/Legislativo, tem melhorado. Ao menos é o que se ouve nos bastidores da política. Sem muito alarde, o diálogo entre os dois poderes tem ocorrido. Tanto o governador Marcos Rocha e seu secretariado, como o presidente da Assembleia, deputado Laerte Gomes e os parceiros de parlamento, têm buscado priorizar a boa conversa, valorizando os temas que mais dizem respeito às necessidades dos rondonienses. Antes de chegarem ao final os primeiros cinco meses de governo e de posse da nova Assembleia, depois de um período de estudos mútuos, onde houve sim, até alguns momentos tensos, o que se sabe nos bate papo de corredores (e é neles que ocorrem algumas das conversas mais próximas da realidade), é que a fase de maior tensão já teria passado. Claro que isso só se saberá na prática, quando os projetos de maior interesse do Palácio Rio Madeira/CPA, começarem a entrar na pauta de votação. Pode até mudar o clima, mas nesse momento é ele bastante positivo. Se vai continuar assim, se vai melhorar ainda mais ou se vai piorar, só se saberá com o andar da carruagem. Nesse momento, as perspectivas no contexto que envolvem o bom diálogo, são bastante positivas.

 

O PACOTE ANTICORRUPÇÃO ANDA ...

Aliás, os deputados já terão temas importantes, de grande interesse para o Governo do Estado, para votarem em breve. Começa a tramitar no parlamento, três decretos, três projetos de lei e dois Acordos de Cooperação, assinados pelo governador Marcos Rocha e encaminhados à Assembleia, reunidos no grande pacote anticorrupção, proposto pelo governo que assumiu em janeiro. Todo o pacote já havia sido apresentado em abril passado, numa grande solenidade na antiga Ulbra, com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. As medidas pretendem ser meios mais duros de combate à corrupção, lutando contra ela em sua origem, na sua abrangência e, também, nas formas de combate. Os decretos estão sendo publicados no Diário Oficial e os projetos de lei serão encaminhados ao Legislativo, para votação. O controlador geral do Estado, Francisco Neto, ao detalhar os projetos e o ideário do pacote que pretende combater duramente a corrupção no Estado, disse que “o pacote é audacioso, porque, para cria-lo, buscamos as melhores práticas existentes  hoje no mundo, além de outras brasileiras mesmo e algumas já existentes hoje em Rondônia”. Para o secretário, o pacote “é confiável e vai funcionar!”.

 

A BRIGADA CONTRA MARIA DO ROSÁRIO

Os ânimos estão mesmo alterados, na política. O jovem governador do Rio Grande do   Sul, Eduardo Leite, PSDB, teve que recorrer às redes sociais para dar explicações a gauchada, que protestou com veemência contra a presença da deputado federal Maria do Rosário, num evento de entrega de viaturas à Brigada Militar (a PM daquele Estado), na semana passada.  Por onde passa, Maria do Rosário é hostilizada. Menos, é claro, por seus poucos eleitores, que conseguiram colocá-la em mais um mandato na Câmara Federal, fato, aliás, considerado grande zebra na política, porque pouquíssimos acreditavam que ela voltaria ao parlamento. No sul, ela tem a ojeriza tanto de policiais militares como civis. Nas postagens de protesto contra a presença dela na solenidade,  a deputada é descrita como “a mulher que mais desmoralizou a nossa Brigada Militar” e “a que mais ofendeu a polícia no nosso Rio Grande”. Eduardo Leite divulgou vídeo nas redes sociais, explicando que tem boa relação com toda a bancada federal e que Maria do Rosário também participou das emendas que permitiram a compra de mais de uma centena de viaturas. De certa forma, deu um puxão de orelhas nos críticos da parlamentar. “Ela foi legitimamente eleita!”, frisou. Definitivamente, dona Maria do Rosário não está no rol das pessoas mais queridas da política brasileira!  Nem na sua terra...

 

ONDE ANDA A DEPUTADA SILVIA CRISTINA?

Falando em deputada, onde anda Silvia Cristina, do PDT, recém eleita para a Câmara Federal, com uma votação excelente em sua cidade, Ji-Paraná, onde foi uma vereadora atuante durante muito tempo? A última notícia importante envolvendo a parlamentar, foi, sem dúvida, a da sua posse. Depois de lá, pouco, muito pouco se ouviu falar dela, a sexta mais votada no Estado, com mais de 33 mil votos. Silvia tem uma história pessoal recheada de esforços, batalhas, obstáculos transpostos, dificuldades superadas. Filha de uma cozinheira e de um operário, ela conseguiu estudar graças ao denodo e o esforço dos pais. Jornalista, Silvia começou uma carreira política vitoriosa, quando, em 2012, foi a campeã de votos para a Câmara ji paranaense. Primeira negra a ser eleita em Rondônia, em toda a história política do Estado, havia grande esperança numa atuação destacada da parlamentar, uma mulher que viveu toda a sua vida superando enormes problemas, incluindo um câncer. Há cinco meses na Câmara Federal, Silva Cristina, ao menos até agora, passou desapercebida. É como se ela tivesse decidido por um autoexílio da política, escondendo-se do público nesse seu inicio de mandato. É uma pena que isso tenha acontecido até agora, porque Ji-Paraná e Rondônia gostariam de ter ouvido falar muito mais da jovem deputada. Ela é uma das nossas esperanças para oxigenar a velha política. Mas, escondida, como fará isso?

 

PERGUNTINHA

Você vai participar da mobilização marcada para esse próximo domingo, dia 26 em apoio ao Presidente Jair Bolsonaro ou acha que ela não nada vai servir para melhorar a situação do nosso país?


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