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Semusa e parceiros realizam verificam focos do Aedes aegypti


Por conta do período de grande atenção às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, o Departamento de Controle de Zoonoses (DCZ), da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), percorrerá toda a área urbana de Porto Velho para realizar o novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação Predial do Aedes aegypti (LIRAa). O trabalho foi programado para acontecer nesta semana, de 11 a 15 de abril.

Serão mais de 350 colaboradores da Semusa, Defesa Civil, 17º Batalhão e 5º BEC que visitarão 6.832 imóveis em todos os bairros da cidade para coletar amostras de larvas do Aedes aegypti. Isso possibilitará entender qual é o risco de infestação em que se encontra a cidade, dando assim suporte às ações que deverão ser desenvolvidas para o tratamento, controle e prevenção da incidência do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O diretor do DCZ, Rodrigo Golin, explica que o último LIRAa deveria ter acontecido em janeiro, mas foi interrompido pelas ações de eliminação dos focos por conta dos casos de zika vírus pelo país. Contudo, nesta semana haverá a retomada do trabalho sob orientação do Ministério da Saúde. Ao fim do levantamento, os bairros serão classificados em uma escala de risco em porcentagens, estabelecendo que de 0 a 0,9% o estado é satisfatório, de 1% a 3,9% o estado é de alerta e que acima de 3,9% o estado é de risco de infestação pelo mosquito. O último LIRAa, de outubro de 2015, apontou um índice de 1,4% de infestação pelo Aedes aegyti, configurando assim estado de alerta na capital.

Rodrigo afirma ainda que o diferencial deste LIRAa é que dentre os colaboradores estarão 341 agentes comunitários de saúde (ACS) somados à cooperação da Defesa Civil e do Exército. A atividade tem foco na coleta de amostras, eventuais descartes de pequenos reservatórios de água parada e na orientação aos moradores sobre os cuidados de prevenção das doenças. “Com base nos dados que obtivermos nesse novo LIRAa poderemos priorizar o combate efetivo ao mosquito nas áreas mais críticas. Mas para que isso seja possível, pedimos que a população colabore e seja receptiva com os nossos agentes e parceiros, que estarão devidamente identificados”, frisou o diretor.

O secretário municipal de saúde, Domingos Fernandes, orienta que a população seja parceira nas ações de prevenção da reprodução do mosquito. “A responsabilidade no combate ao mosquito da dengue é de todos nós, especialmente agora que doenças como a zika e chikungunya também são transmitidas por ele. Mas o caminho é um só: a prevenção. Cada cidadão deve limpar bem seu quintal ou sua empresa, evitar o acúmulo de lixo, recolher possíveis recipientes de água e alertar seus vizinhos e amigos. Nossas equipes trabalham de ponta a ponta, mas a participação da população também é essencial”, alertou Domingos.

Até o momento, de janeiro a abril deste ano foram confirmados 325 casos de dengue, 29 de zika vírus e 8 de febre chikungunya em Porto Velho. Os dados são do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Semusa (DVEA) e podem sofrer alterações por ainda dependerem de confirmação de exames.

Fonte: Collien Rodrigo
 

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