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Saúde

Semusa alerta para aumento da população hipertensa


A prefeitura de Porto Velho, através do programa de Controle e Prevenção da Diabetes e Hipertensão (Hiperdia), da secretaria municipal de Saúde (Semusa) vem dispensando cada vez mais atenção, principalmente a pacientes acometidos pela hipertensão. O objetivo do Programa é garantir o diagnóstico e o acesso dos pacientes às unidades de saúde para tratamento e acompanhamento, promovendo assim, a reestruturação e a ampliação do atendimento resolutivo e de qualidade para os portadores dessa patologia através da rede pública de serviços de saúde.

O Programa tem o objetivo de detectar, cadastrar e acompanhar 35% da população do município acima de 30 anos. Segundo dados obtidos pela Semusa, Porto Velho tem uma população de cerca de 180 mil habitantes na faixa etária dos 30 anos, idade mais propensa a ser acometida pela hipertensão. Uma média de 60 mil destes passa pelas unidades de saúde do município, mas apenas cerca de sete mil Hipertensos são atendidos mensalmente nas Unidades de Saúde, conforme dados SIAB (Sistema de Informações da Atenção Básica), onde são oferecidos os serviços de triagem, consultas de enfermagem, consulta médica, exames laboratoriais, visitas domiciliares realizadas pelas equipes multidisciplinares e entrega medicamentos, que são oferecidos através das farmácias anexas as unidades de saúde assim como na farmácia popular e farmácias da rede privada que fazem parte do programa federal Saúde Não Tem Preço, através do qual é possível que o paciente hipertenso receba gratuitamente os medicamento de uso contínuo.
 

Remédios gratuitos

Nas farmácias populares são distribuídas gratuitamente as seguintes medicações para tratamento de Hipertensão Arterial, Captopril, Enalapril, Hidroclorotiazida, ASS, Anlodipino, Atenolol, Furosemida, Losartana, Propanolol, e Sinvastantina.

A coordenadora alerta ainda para dois pontos importantes: “Aos pacientes cadastrados em nosso sistema é preciso que se atentem à visita mensal ao médico para a detecção de possíveis alterações no diagnóstico e que para a aquisição gratuita dos medicamentos é necessário que a receita esteja atualizada, pois ela precisa ser renovada pelo médico de três em três meses”, conclui a coordenadora do programa Anete Santos.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Williames Pimentel, a identificação precoce da hipertensão, o acesso as unidades de saúde e administração do medicamento adequado a cada paciente é de suma importância para o controle desta doença silenciosa que mata mais que o câncer no Brasil. “O ideal é medir a pressão pelo menos a cada seis meses, ou com intervalo máximo de um ano. Assim é possível se diagnosticar a doença tão logo ela surja. A pressão considerada normal está abaixo de 13 por 8. A faixa de risco está entre 13 por 8,5 e 13,9 por 8,9. Ou seja, é hipertenso todo indivíduo que tenha pressão igual ou acima de 14 por 9.

De acordo com a coordenadora do Programa Hiperdia, Anete Santos a doença tem tratamento, mas não cura, para evitar e controlar algumas medidas tem que ser seguidas que são os fatores de risco, como o excesso de peso, sedentarismo, elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio e consumo excessivo de álcool, alto nível de estresse e menopausa. “Estas são doenças silenciosas, então, mesmo quando detectadas, é difícil convencer os pacientes a manterem o controle através das consultas mensais ao clínico, a aferição periódica da pressão arterial e o uso dos medicamentos, segundo a prescrição médica e ainda evitar os excessos”, explica ela.

Não necessariamente que tem mais de 30 anos vai tornar-se hipertenso, mas pessoas que conservam certos hábitos como o consumo excessivo de bebida alcoólica, quem tem hipertensos na família, quem consome muito sal na alimentação, quem é diabético, tem excesso de peso e não tem uma alimentação saudável certamente é mais propenso de ser acometido por esta patologia.


Cadastramento

Assim que detectada uma destas patologias o médico que atendeu o paciente na unidade de saúde básica cadastra-o e encaminha ao sistema da Hiperdia. Mais informações nas unidades de saúde do município e pelo telefone 3901-2834.

Fonte: Edina Silva
Foto: Semusa

 

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