Porto Velho (RO) segunda-feira, 21 de setembro de 2020
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Saúde bucal: Média em Porto Velho chega a 600 por mês



Desde 207 que o município de Porto Velho participa do programa “Brasil Sorridente”, do Governo Federal. Por meio do programa são oferecidos à população tratamento para casos de média complexidade como diagnóstico de câncer da boca, tratamento de canal, tratamento de doenças da gengiva, entre outras.

Por ser um programa de saúde voltado à atenção básica em saúde bucal (principalmente por meio da estratégia Saúde da Família), a odontóloga da Divisão de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), Ancy Riva, explicou que a adesão ao programa tem permitido ao município ampliar esses atendimentos à população de baixa renda que é prestado nos três centros de referências, as policlínicas Manoel Amorim de Matos, Hamilton Raudino Gondim e José Adelino da Silva.

“Essa ação da prefeitura, em parceria com o Governo Federal, vem ao encontro do que preconizam as Diretrizes da Política Nacional de Saúde Bucal, que é garantir uma rede de atenção básica articulada com toda a rede de serviços e como parte indissociável desta, para assegurar a integralidade nas ações de saúde bucal, articulando o individual com o coletivo, a promoção e a prevenção com o tratamento e a recuperação da saúde bucal dessas pessoas”, disse.

Por mês, são feitos em média 600 procedimentos que são realizados por uma equipe formada por um odontólogo e um auxiliar. Em todo município são 72 duas equipes atuando, sendo 16 na zona rural (distritos) e 46 na área urbana.

De acordo com o Ministério da Saúde, a prestação de serviços públicos de saúde bucal no Brasil, historicamente, caracterizava-se por ações de baixa complexidade, na suas maiorias curativas e mutiladoras, com acesso restrito. A grande parcela dos municípios brasileiros desenvolvia ações para a faixa etária escolar, de 6 a 12 anos, e gestantes. Os adultos e os idosos tinham acesso apenas a serviços de pronto atendimento e urgência, geralmente mutiladores (extrações).

Isso caracterizava a odontologia como uma das áreas da saúde com extrema exclusão social. Segundo o Levantamento Nacional de Saúde Bucal — SB Brasil — concluído em 2003 pelo Ministério da Saúde, 13% dos adolescentes nunca haviam ido ao dentista, 20% da população brasileira já tinha perdido todos os dentes e 45% dos brasileiros não possuíam acesso regular a escova de dente.

É justamente esse quadro que a Prefeitura de Porto Velho quer reverter nas próximas décadas com a participação no programa federal. Juntamente com o Brasil Sorridente, a Semusa também desenvolve programas próprios que na somatória, tem assegurado a prestação do serviço à população de baixa renda.

Fonte: Joel Elias
Foto: Frank Néry

 

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