Porto Velho (RO) quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
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Saúde

São Lucas pesquisa incidência de cárie em comunidades ribeirinhas


Pesquisa realizada pela professora Roberta Castro, da Faculdade São Lucas, com a colaboração da acadêmica Diana Carla Cunha, do Curso de Odontologia, constatou elevado índice de doenças causadas por cárie em comunidades ribeirinhas do rio Machado. Fomentado pelo Ministério da Saúde, através do Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica (CNPq), e coordenado pelo Professor Doutor Luís Marcelo Aranha Camargo, o trabalho científico foi realizado em dois anos com o levantamento de problemas relacionados à saúde bucal.

Em 2004, ao longo do mês de janeiro, foram examinadas 616 pessoas, com média de 8 dentes afetados por cárie por pessoa. “Em torno de 90% da população atendida apresentava doença causada pela cárie”, informou a pesquisadora Roberta Castro. Em 2006, na segunda quinzena de dezembro, foram atendidas 395 pessoas, com média de 8,3 dentes careados por pessoa. Roberta acrescentou que nesse período de atendimento foram feitos restauração, extração, orientação quanto à higiene e tratamento preventivo. Em 2004, com o tratamento realizado pela equipe da Faculdade São Lucas, foi possível reduzir em torno de 30% as doenças causadas pela cárie. Em 2006, o índice foi de 15%.

Roberta Castro destacou características da região Norte, salientando que levantamento do Ministério da Saúde, realizado em 2003, constatou que essa incidência de cárie decorre da falta de acesso precoce ao tratamento odontológico preventivo. A pesquisadora informou que na região Norte, o índice de cárie em crianças é de 3,13 dentes afetados por criança, enquanto no Sudeste é de 2,3 e a média nacional é de 2,78.

Apesar das dificuldades enfrentadas para o atendimento, tendo em vista que os equipamentos eram improvisados em cada localidade e os profissionais ficavam hospedados em acampamentos, a pesquisa se constituiu em importante suporte às comunidades, especialmente para reduzir o índice de carência. “O projeto prestou atendimento conforme determina o Programa Saúde da Família, resultando em vínculo muito forte entre os profissionais e as comunidades atendidas. Esperamos que outros investimentos sejam feitos no sentido de garantir atendimento a essas comunidades”, concluiu a pesquisadora da Faculdade São Lucas.

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