Sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Protocolo reduz tempo de tratamento para crianças com HIV


Aline Valcarenghi
Agência Brasil

O Ministério da Saúde colocou em consulta pública a proposta de um novo protocolo de tratamento de crianças e adolescentes com HIV. O documento pretende reduzir de seis para quatro semanas o tratamento com AZT (coquetel antiaids) para recém-nascidos de mulheres soropositivas que se trataram durante o gravidez.

As crianças cujas mães não foram acompanhadas durante a gravidez, além de tomar o AZT, deverão tomar três doses de Nevirapina. O protocolo também sugere que crianças de um a cinco anos, com carga viral de HIV superior a 100 mil, considerada alta, iniciem o tratamento. O protocolo ficará em consulta pública até 9 de março. A faixa etária considerada para o protocolo é de recém-nascidos até os 17 anos.

Para o infectologista presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Érico Arruda, a mudança é positiva, já que reduz o tempo de tratamento mantendo a eficácia, mas ele ressalta que grande parte das grávidas não tem acesso ao exame que detecta o vírus HIV no pré-natal, algo essencial para o tratamento precoce. Para o especialista, é possível reduzir a quase zero o número de crianças infectadas detectando o vírus da mãe no início da gestação.

“Testar todas as mulheres grávidas, ter um programa de pré natal que consiga atender toda a demanda de mulheres gravidas, é o que propõe uma série de medidas nacionais, mas falta a prática” avaliou Arruda.

Curitiba foi exemplo neste combate em 2013, ano em que a capital paranaense não teve novos registros de menores de 13 anos com o vírus. O coordenador do programa Mãe Curitibana, Wagner Dias, explicou que quando a gestante inicia o pré-natal em uma unidade básica de saúde de Curitiba, são feitos os testes para HIV e sífilis. O teste é feito duas vezes durante a gestação e ainda é feito um teste rápido no momento em que a gestante dá entrada na maternidade. Quando detectado o vírus, a gestante recebe acompanhamento de um infectologista e inicia o tratamento com retrovirais na 15ª semana de gravidez.

No ano passado, 96 gestantes soropositivas foram acompanhadas em Curitiba e nenhuma transmitiu o vírus para o bebê. A transmissão geralmente acontece durante a gestação, no parto ou na amamentação.

Arruda recomenda que mães soropositivas não amamentem seus filhos. Ele conta que para a mãe não passar o vírus para a criança é importante que comece a tomar os antirretrovirais preventivos entre o segundo e o terceiro trimestre de gestação.

Para estas mães, também é importante que o parto seja cesáreo e que a criança seja limpa imediatamente depois, para que possa ter o mínimo de contato possível com as secreções da mãe.
 

Gente de OpiniãoSábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Hospital de Amor Amazônia realiza campanha de prevenção do câncer de colo do útero

Hospital de Amor Amazônia realiza campanha de prevenção do câncer de colo do útero

Hospital de Amor Amazônia realizará, a partir, do dia 02 de março, a campanha de prevenção do câncer de colo do útero, “Março Lilás”, que tem como o

Carreta oftalmológica realiza mais de 700 cirurgias em menos de um mês em Porto Velho

Carreta oftalmológica realiza mais de 700 cirurgias em menos de um mês em Porto Velho

Ação estratégica da Prefeitura de Porto Velho em parceria com o Governo Federal, os atendimentos promovidos ao longo de todo o mês de fevereiro pela C

Prefeitura orienta sobre acesso ao implanon em Porto Velho

Prefeitura orienta sobre acesso ao implanon em Porto Velho

A Prefeitura de Porto Velho e a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) reforçam que o acesso ao implanon vai ocorrer por meio da rede pública municipa

Gente de Opinião Sábado, 28 de fevereiro de 2026 | Porto Velho (RO)