Quarta-feira, 31 de outubro de 2012 - 06h28
Ainda envolta por muito preconceito, tanto por parte dos portadores, quanto por parte de parentes e pessoas próximas do doente, a hanseníase, que também é conhecida como Lepra, morféia, mal de Hansen ou mal de Lázaro recebe atenção especial de médicos e enfermeiros que atuam na rede municipal de saúde de Porto Velho.
A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria, conhecida como bacilo de Hansen, que afeta os nervos e a pele provocando danos severos se não tratada adequadamente. Mesmo sendo considerada uma das doenças mais antigas do mundo muitos desconhecem que ela tem cura.
Foi a falta de conhecimento a cerca do tratamento, assim como a possibilidade de cura que muitas pessoas morreram isoladas ao longo de séculos, chamados de leprosos, os doentes assim que detectados portadores da hanseníase eram retirados do seio da família que temia se contaminar e eram mantidos em isolamento até a morte.
Transmissão
A hanseníase pode acometer crianças, adultos e idosos de todas as classes sociais, desde que tenham um contato intenso e prolongado com bacilo. A contaminação se faz por via respiratória, pelas secreções nasais ou pela saliva, mas nem toda pessoa exposta ao bacilo desenvolve a doença, apenas 5%. Acredita-se que isto se deva a múltiplos fatores, incluindo a genética individual.
A hanseníase é contagiosa apenas se não for tratada, a partir do momento que o doente inicia o tratamento medicamentoso não existe mais a possibilidade de contágio e o paciente pode conviver tranquilamente com as demais pessoas sem que elas corram qualquer risco.
Tratamento
O tratamento dura de seis meses a dois anos e quando descoberta precocemente a hanseníase não deixa nenhum tipo de sequela.
Hoje em dia, a lepra é tratada com antibióticos e pólio quimioterapia e esforços de Saúde Pública são feitos para o diagnóstico precoce e tratamento dos doentes e prevenção voltada principalmente para evitar a disseminação. O tratamento é ambulatorial.
Apesar de não mortal, a hanseníase pode acarretar invalidez severa ou permanente se não for tratada a tempo. O tratamento comporta diversos antibióticos que estão disponíveis na rede pública.
Para um melhor diagnóstico da doença a prefeitura vem capacitando médicos e enfermeiros que atendem cerca de 90% dos casos nas unidades básicas de saúde e estes casos são solucionados ali mesmo sem a necessidade de internação e nem de busca em unidades mais avançadas de saúde.
Recomendações
Como a doença pode se apresentar de diferentes formas é importante que tanto os pacientes quanto a equipe de saúde estejam atentos para detecção precoce da hanseníase, pois isso pode evitar danos graves a saúde do paciente.
Os sinais mais claros são manchas, que podem ser brancas, vermelhas ou acastanhadas, que geralmente possuem um nível menor de sensibilidade ao calor, a dor e ao tato, por vezes as manchas são apenas áreas ressecadas, sem presença de suor, outro sinal comum da presença do bacilo de Hansen são as frequentes dores, fisgadas e sensação de choque nos nervos dos braços e pernas.
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