Porto Velho (RO) sexta-feira, 18 de setembro de 2020
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Saúde

Prefeitura dispõe de pílulas anticoncepcionais de emergência na rede básica saúde


 
Conter o aumento da gravidez na adolescência, as gestações indesejadas ou inoportunas em Porto Velho é uma preocupação do Prefeito Roberto Sobrinho. Através da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), está à disposição das adolescentes e mulheres Anticoncepções de Emergências (AE), mais conhecidas como a ‘pílula do dia seguinte’. O nome popular vem justamente do período em que é utilizada, ou seja, após a relação sexual, desejada ou não. Os outros métodos contraceptivos são utilizados antes das relações sexuais, por via oral ou injetável, ou durante o ato, como os preservativos masculino e feminino, por exemplo.

A Maternidade Municipal Mãe Esperança (MMME), está atuando nesta frente, principalmente com relação aos casos em que envolvem as adolescentes. A diretora da Maternidade, ginecologista Ida Peréa, orienta sobre o uso correto para que o efeito esperado seja alcançado. “A Anticoncepção de Emergência deve ser utilizada o quanto antes, até 72 horas após a relação sexual. A AE é um composto hormonal concentrado. Na Maternidade estamos atendendo muitos casos de jovens que engravidaram e que agora são mães, e por isto acabaram por ter a vida pessoal e familiar totalmente mudada. Muitas destas gravidez não eram desejadas, inclusive, devido à violência sexual, e este é um caso do uso da AE”, orienta a diretora.

Prevenção

A AE é indicada para situações especiais e excepcionais, pois o objetivo é prevenir uma gravidez inoportuna ou indesejada após uma relação que, por alguma razão, foi desprotegida. Nos casos de violência sexual, a vítima não teve escolha sobre manter ou não a relação sexual, ou se queria ou não engravidar, e neste caso a AE é indicada para se evitar a gestação indesejada. Há contra indicações, na Maternidade e na rede básica de saúde as vítimas de estupros, as mulheres e as adolescentes são orientadas sobre as contra indicações e seus efeitos colaterais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “a única contra-indicação absoluta para a AE, é a gravidez confirmada”. Os efeitos colaterais mais comuns são as náuseas e vômitos. Se o vômito ocorrer nas primeiras duas horas após a administração da AE, recomenda-se que a dose seja repetida, inclusive há a possibilidade do uso por via vaginal, caso os vômitos continuem.

Este método não é 100% garantido, há falhas, como todo medicamento, e poderá acontecer que devido a esta falha, a mulher venha a ficar grávida e não ter ciência do fato e usar novamente a AE. Apesar de não ter nenhuma indicação para o uso durante a gravidez, as pesquisas mostram que isso não provoca nenhum dano para a gravidez futura.

Esclarecimentos e Educação

A médica Ida Peréa chama a atenção para o acompanhamento médico e profissional da AE, “estas orientações tem como foco despertar nas mulheres e adolescentes o seu uso responsável e dentro das recomendações médicas. A administração da AE deve ser sempre através dos profissionais de saúde e nunca indiscriminadamente”, orienta a médica.

As usuárias da AE devem saber sobre o uso deste método: o conceito básico de possibilidade de evitar a gravidez após a relação sexual; o prazo de tempo disponível para iniciar o tratamento; o método não induz a sangramento após o uso e, portanto, não se aplica a situações de atraso menstrual; a informação sobre marcas comerciais disponíveis e forma de uso, em receita médica ou material educativo; a indicação de uma referência acessível para obter a prescrição da AE ou tratar eventuais reações adversas; a informação de que a AE não a protegerá nas relações sexuais posteriores, orientando abstinência ou método de barreira até a próxima menstruação, quando deverá se indicado, iniciar um método contraceptivo de rotina; a advertência de que AE não protege das Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (DST/HIV); o estímulo ao uso do preservativo como dupla proteção, sempre que possível e indicado; o esclarecimento de que o uso repetitivo da AE é menos eficiente que os métodos anticonceptivos de rotina para prevenir a gravidez; a informação de que a AE pode causar efeitos colaterais e como preceder com seu manejo; a informação de que a ausência de contra-indicações não se aplica para o uso repetitivo do método e a ausência de efeito abortivo da AE.

Fonte: Fabrícius Bariani
  

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