Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

×
Gente de Opinião

Saúde

Prefeitura de Porto Velhofaz alerta para tratar e evitar Leishmaniose


 
A prefeitura de Porto Velho alerta à população quanto aos cuidados que se deve ter para evitar e tratar a Leishmaniose. A doença é originada da picada do mosquito Flebotomíneos, que se alimenta de sangue e transmite o protozoário para o ser humano. Porém, de acordo com a coordenadora da Divisão de Laboratório da prefeitura, biomédica Maria do Socorro Rodrigues, não há motivo para pânico, pois a doença não é contagiosa.

Segundo Maria do Socorro, a secretaria municipal de Saúde (Semusa) já detectou este ano 31 casos de Leishmaniose na capital. Ela afirma que 99% das ocorrências são oriundas do interior – pessoas que trabalham no campo e são infectadas pelo mosquito. “Não existe surto da doença no município. É preciso apenas que tenha alguns cuidados básicos”, informa.

A biomédica orienta para que no caso de alguma lesão na pele (ferimento) que não cicatrizar no período mínimo de cinco dias, a pessoa deve procurar atendimento. Se houver suspeita de Leishmaniose, o médico solicita coleta de material para exame, exame este realizado na própria rede municipal, no Centro de Saúde Rafael Vaz e Silva, no bairro Nossa Senhora das Graças. Caso o resultado do exame seja positivo para Leishmaniose, a pessoa é encaminhada ao Cemetron para tratamento.

Conforme o bioquímico Luiz Tagliani, Porto Velho não é uma região endêmica da doença, mas é preciso que tome os cuidados necessários. “Se não houver tratamento, a Leishmaniose poderá migrar para regiões do corpo como nariz, orelhas e cartilagens, causando até mutilações”, alerta.

O biomédico Glense Cartomilio informa também que os casos suspeitos são detectados pelas Unidades de Saúde, através do departamento de vigilância epidemiológica e são imediatamente encaminhados para exame de LTA – Leishmaniose Tegumentar Americana. O exame é feito com tecidos da parte afetada do corpo humano.

A Doença

Leishmaniose é transmitida ao homem pela picada de mosquitos flebotomíneos, que também são conhecidos como mosquito palha ou birigui. Atualmente no Brasil, segundo especialistas, existem seis espécies de Leishmania responsáveis pela doença humana e mais de 200 espécies do inseto responsáveis pela sua transmissão.

Fonte: Augusto José

Gente de OpiniãoSexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)

VOCÊ PODE GOSTAR

Estação Saúde leva atendimento médico e biomédico à Aldeia Joaquim, em Cacoal (RO)

Estação Saúde leva atendimento médico e biomédico à Aldeia Joaquim, em Cacoal (RO)

Uma jornada marcada por desafios, propósito e transformação. Assim foi a chegada da equipe do projeto Estação Saúde, da Faculdade Metropolitana, à A

Na fronteira invisível, uma rede de cuidado une Brasil e Bolívia no atendimento a indígenas com hepatites virais

Na fronteira invisível, uma rede de cuidado une Brasil e Bolívia no atendimento a indígenas com hepatites virais

Às margens do Rio Mamoré, em Rondônia, onde o Brasil encontra a Bolívia e divide duas cidades irmãs — Guajará-Mirim e Guayaramerín —, a fronteira se

Histórias de quem encontrou acolhimento no Corujão da Saúde

Histórias de quem encontrou acolhimento no Corujão da Saúde

Maria Aparecida, 54 anos, moradora do Assentamento Joana D’arc, chegou à unidade depois de um dia difícil. Sentindo dores causadas por problemas na ti

TCE considera adequado o valor pago pelo hospital de Porto Velho e aponta necessidade de ajuste técnico no laudo de avaliação

TCE considera adequado o valor pago pelo hospital de Porto Velho e aponta necessidade de ajuste técnico no laudo de avaliação

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO) analisou a aquisição do imóvel destinado ao Hospital Universitário de Porto Velho e reconheceu q

Gente de Opinião Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)