Domingo, 19 de agosto de 2007 - 15h45
Depois de combater o mosquito da dengue, por meio de campanhas de orientação, além da borrifação em áreas urbanas e distritos, a Prefeitura de Porto Velho realiza um mutirão de combate à malária, iniciado há alguns meses nos distritos, e que agora chega à Capital.
O combate ao mosquito da malária também é feito com borrifação espacial e residencial. Nesta primeira etapa, o mutirão passou pelos bairros Nacional, Mariana e a partir deste final de semana estará no Nova Esperança, os dois últimos na zona Leste da capital. Na segunda etapa, já estão programados os bairros Cidade Nova, Ulisses Guimarães, Triângulo, Baixa União e Vila Candelária.
Para realizar o mutirão, a Prefeitura contratou mais 42 agentes, aprovados no último concurso público. Os novos agentes passam por cursos de capacitação para aprender desde a abordagem aos moradores, até o manuseio de produtos e equipamentos usados na borrifação, uma das técnicas mais eficientes até o momento para a erradicação do mosquito e das larvas.
Segundo os técnicos, algumas pessoas ainda têm uma certa resistência em permitir a borrifação dentro de casa, sob a alegação de que o produto suja as paredes e os móveis, mas depois das argumentações dos agentes, acabam por se convencer de que a necessidade de combater a doença é maior.
Paralelamente ao mutirão, uma equipe de técnicos e agentes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) faz uma pesquisa domiciliar para levantar o índice de incidência de malária em cada bairro. Juntamente com a pesquisa, os moradores são orientados a procurar os postos de saúde para fazer lâmina, o exame de sangue que detecta o vírus. Em muitos casos, as pessoas nem sabem que estão com o vírus, pois ainda não desenvolveram os sintomas. Nós ainda estamos encontrando um pouco de dificuldade para detectar o portador assintomático do vírus da malária, porque na maioria das vezes ele se recusa a fazer o exame, porque não sente nada, mas quando a doença se manifesta, já está em estado de internação, o que poderia ser evitado, orienta o chefe de endemias da Semusa, Almir José da Silva.
O período escolhido para intensificar o combate à malária não foi devido a um possível aumento nos casos da doença na cidade, mas para prevenir o que poderá vir com o inverno amazônico que se aproxima. Com o período de chuvas na região, que deve começar já no próximo mês, ocorre também a proliferação do mosquito, devido ao surgimento dos criadouros, diz Silva, que aproveita para pedir à população que receba bem os técnicos e agentes, assegurando proteção da população contra doenças como a dengue e a malária.
De 1º de julho até 9 de agosto, conforme os casos notificados, a
Fonte: Ascom
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