Sábado, 17 de abril de 2021 - 15h23

Um dos grupos sociais mais
vulneráveis a enfermidades, os moradores em situação de rua são prioridade no
processo de imunização contra a Covid-19, em Porto Velho. A aplicação das doses
nesta população começou na segunda-feira (12) e encerrou a primeira etapa na
sexta-feira (16). Cerca de 70 doses da vacina foram aplicadas.
“Estas pessoas estão mais
afastadas da rede de saúde. Estão mais expostas a doenças e, em alguns casos,
apresentam comorbidades”, explica Raony Gomes, psicólogo da Secretaria
Municipal de Saúde (Semusa).
A vacinação contra a Covid-19 nessa população, assim como na
rede convencional, prioriza os idosos com mais de 60 anos. No entanto, diante
do quadro clínico de muitos deles, a Semusa também estendeu a imunização a
soropositivos e portadores de tuberculose.
Por se tratar de uma população dispersa e flutuante, a
secretaria concentrou as aplicações na Paróquia Sagrada Família, que mantém
parceria com a Prefeitura para fornecer alimentação e higiene a essa população.
A ação conta, ainda, com o apoio das equipes da Secretaria
Municipal de Assistência Social (Semasf), que atuam na abordagem psicológica e
social desses moradores.
Na prática, os servidores
aproveitam o mapeamento e vínculos já estabelecidos com estas pessoas para
reforçar a importância da imunização.
“A população em situação de rua tem, por motivos lógicos, muitas
dificuldades para se imunizar e até para obter informações sobre a vacina e a
doença. Precisamos de um tempo para informá-los sobre eventuais reações
adversas, a localização e data de aplicação da segunda dose”, explica Giovany
Lima, psicólogo da Semasf.
Um dos moradores imunizados foi José Tibúrcio, de 62 anos.
Vivendo recentemente na rua, ele relata que a vacina é uma nova chance para
seguir em frente.
“A gente sente que ganha mais um gás para encarar a vida. Agora
acredito que podemos seguir em frente com mais segurança”, disse o morador.
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