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Prefeitura de Porto Velho capacita profissionais para anemia falciforme



A prefeitura de Porto Velho, através da Coordenadoria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, realizou o I Seminário Municipal de Doenças Falciformes e Saúde da População Negra, durante toda esta quinta feira(26), no auditório do Ministério Público. O objetivo é qualificar os profissionais da saúde para que eles consigam diagnosticar a anemia falciforme, doença um tanto comum entre os brasileiros por conta da alta miscigenação e com maior prevalência entre os negros. 

O evento contou com a participação de Silma Melo, da equipe técnica de Políticas Nacional de Atenção as Pessoas com Doenças Falciformes, do Ministério da Saúde, que falou sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce. 

O seminário faz parte da programação municipal da Campanha 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, que iniciou no último dia 20(Dia Nacional da Consciência Negra), encerrando no próximo dia 6, com a campanha mundial do Laço Branco, Homens pelo Fim da Violência contra a Mulher.Participaram ainda do evento, a diretora da Maternidade Mãe Esperança, Ida Perea, que representou o secretário de Saúde, Williams Pimentel; Sandra Lessa, representante da Federação Nacional das Associações de Pessoas com Doenças Falciformes(Fenafal); representante da Conegro, Ana Maria, além do farmacêutico e proprietário do Nativida, Francisco Mourão. 

Ida Perea destacou as ações do prefeito Roberto Sobrinho e da primeira-dama Lucilene Peixoto em relação às políticas públicas para as mulheres. “Eles, até mesmo pelo histórico de luta dos dois, têm sido os maiores incentivadores nessa área”, observou.

Números da doença

Se comparado aos demais estados brasileiros, Rondônia está em quinto lugar em prevalência da anemia falciforme, de cada 2.500 nascidos, um apresenta a doença.Porto Velho tem atualmente 31 crianças com esse tipo de anemia. O estado com maior índice da doença é a Bahia, seguido do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. O alto índice, segundo a técnica do Ministério da Saúde, se deve ao número elevado de afros descendentes nesses estados. Na Bahia, de cada 650 bebês nascidos, um apresenta a falciforme. Na região Norte, apenas Rondônia e Acre trabalham com o diagnóstico precoce da doença, que ocorre através do teste do pezinho. Foi a partir de 1991 que o governo federal incluiu mais esse exame no teste do pezinho, mas os estados não são obrigados a realizá-lo. Para Silma Melo, a maior dificuldade dos estados em instituir o teste para detectar a doença se deve a falta de mão-de-obra qualificada. 

A técnica do Ministério da Saúde afirmou que na maioria das vezes a anemia falciforme é descoberta quando a pessoa já está adulta, depois de ter passado por diversos transtornos em decorrência da doença. Alguns chegam a morrer por conta das doenças causadas pela falciforme sem que esta seja diagnosticada. “ É por isso que é necessário investir na capacitação dos profissionais que irão atender o paciente na rede pública e informar a população sobre a doença”, afirmou a representante da Fenafal, destacando a iniciativa da Prefeitura em realizar o Seminário. 

Sintomas 

A dificuldade no diagnóstico da falciforme se deve ao fato dos sintomas dessa doença ser confundido com anemia ou com reumatismo. Silma Melo disse que o ideal é que as pessoas que apresentam as características da falciforme e não conseguem se curar, procurem um médico para que este o encaminhe ao hematologista- especialista em diagnosticar esse tipo de anemia(falciforme). Em Porto Velho tem dois médicos que atuam nessa área. 

Fonte: Emília Araújo

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