Sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 - 14h31
Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, Porto Velho está abastecida com vacinas suficientes contra a febre amarela. A informação foi dada nesta sexta-feira (11) pela diretora do Departamento de Epidemiologia, Régia Pacheco, e pela diretora substituta da Divisão de Imunizações do órgão, Elisa Ferraz.
“As pessoas estão em alerta com os casos acontecidos no Centro-Oeste do Brasil. É normal, mas não corremos o risco de uma epidemia em nossa cidade. Com certeza, é importante que as pessoas se previnam contra a doença. Não há condições de armazenarmos mil, duas mil doses em cada unidade de saúde do município. Afinal, também existem as vacinas para o sarampo, tétano, hepatite que também devem estar ao alcance de todos”, aponta Régia Pacheco.
“Recebemos nove mil doses da Coordenadora Estadual de Imunização nesta quinta-feira (10). Todas já estão disponíveis nas unidades de saúde do município, zona rural e distritos como Nova Califórnia, Extrema, Calama, Nazaré e São Carlos. E já está prevista a chegada de mais vacinas do Ministério da Saúde em breve”, afirma Elisa Ferraz, sobre a possível falta de vacinas noticiada por alguns jornais da capital.
“É visível o aumento da demanda, mas a Prefeitura de Porto Velho e a Semusa estão procurando fazer o melhor para atender a população. Nossas equipes estão na rua, transportando as vacinas e aplicando as doses, e, tentando oferecer um atendimento mais ágil à população. As filas existem por esse crescimento inesperado”, diz Elisa.
Prevenção
A prevenção ainda é a melhor alternativa contra a febre amarela, segundo a diretora do Departamento de Epidemiologia da Semusa. “Rondônia está em área de risco da febre amarela pela existência da Floresta Amazônica. Aqui existem os macacos e mosquitos responsáveis pela transmissão da doença. O ciclo desta enfermidade existe desde quando Jesus Cristo nasceu. Por isso é importante, que todos sejam imunizados”, endossa Régia Pacheco.
“Mas é bom lembrar que a febre amarela tem cura. As pessoas devem procurar os hospitais ou postos de saúde a tempo. Não adianta automedicação ou tratamento com chás em casa quando há sintomas anormais. A febre amarela tem jeito quando é diagnosticada a tempo”, alerta a diretora.
Fonte: Ascom - Felipe Corona
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